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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Menos um saco de plástico

E se os empregados de balcão e caixas de superfícies comerciais perguntassem por sistema se o cliente quer saco, em vez de sistematicamente ensacarem a mais pequena coisa?
Quantas toneladas de plástico (ou papel) sairiam a menos directamente para o lixo?




O 

O Pingo Doce, na prática, foi o que fez, acrescentando ainda o pequeno desincentivo do preço do saco. E ainda bem.
Se apenas quatro ou cinco dos grandes seguissem os passos do Pingo Doce, que diferença faria. Vou ver se arranjo um contacto para fazer a sugestão. Com pouca esperança.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A super espécie humana

A Humanidade conseguiu num curto espaço de 100 ou 200 anos alterar a composição da atmosfera de forma drástica. Está a conseguir fazer o mesmo ao mar, de acordo com esta notícia do Público acerca da concentração de plástico nos oceanos.  Não tardará, se não estiver a acontecer já, estaremos a incorporar plástico nos nossos próprios corpos, à medida que este sobe na cadeia alimentar e se concentra.

A alteração da atmosfera já aconteceu no passado, com consequências drásticas para algumas espécies, mas nenhuma para a natureza. Foi assim quando organismos oxigenaram a atmosfera, alterando-a para sempre e no limite eliminado as condições para a sua própria sobrevivência. Ou terá sido assim, talvez de forma temporária, aquando dos factos que determinaram a extinção dos dinossauros (não tanto por alteração da composição da atmosfera, mas pela seu obscurecimento por poeiras).

Para a natureza, porém, isto não passam de ligeiros acontecimentos como quaisquer outros. A vida continuará. E mesmo que não continue, a natureza dispõe de todo o tempo do mundo (ou pelo menos até ao próximo bug cruch) para a recriar aqui ou em qualquer outro lugar. E não há razão nenhuma para ser necessária vida no Universo... Que se saiba, nenhuma espécie além da humana tem consciência para se preocupar com estas matérias.

Com o fantástico poder que a espécie humana adquiriu, conseguimos a proeza de alterar todo um planeta.
E usamos muito mal este poder. Estamos a conseguir degradar de forma significativa e irreversível as condições de vida para a nossa espécie no planeta. Estamos ao mesmo tempo a prejudicar muitas outras espécies, mas não tenhamos dúvidas que isso nada significa para a natureza. Em alguns centenas de milhares de anos a natureza terá apagado a nossa presença e criado uma nova variedade de espécies adaptadas as novas condições. A perda é essencialmente nossa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Gostei desta!

Em http://bicicletanoporto.blogspot.com/2010/07/bicla-volkswagen-nem-por-isso.html:

"É assumido que os senhores condutores não se querem cansar, pois para o ser humano actual qualquer tipo de exercício físico que não seja feito num ginásio (socialmente aceite e de preferência com mensalidade cara), é algo degradante e causador de má imagem."

Em todo o caso, mesmo que não seja no ginásio xpto da moda, misturar desporto e a actividade do dia a dia é que não!
Actividade física é desporto; subir escadas é de elevador e andar 500m é de carro. Nada de misturas.
Como aqueles aristocratas para quem trabalhar, só por desfastio. NUNCA pelo dinheiro.

DM diz:

"E depois até mete dó estar numa qualquer praia e perceber que ser-se magro (não-gordo) é pertencer a uma elite de menos de 10% dos portugueses e que, mais dia menos dia, teremos boa parte do SNS afecto a tratar o rol de problemas que virão naturalmente associados à obesidade, porque já se conhecem tão bem as suas causas...uma delas: falta de exercício regular!"

As despesas derivadas da obesidade são graduais e a longo prazo (leia-se, já não é nesta ou na próxima legislaturas). O ISP e IVA dos combustíveis (cerca de 1€/litro) são receitas de AGORA e JÁ.

Contas fáceis de fazer.

sábado, 10 de julho de 2010

Tão longe...

Trabalho numa zona de Lisboa na qual é fácil e agradável andar a pé ou de bicicleta. Provavelmente é a melhor para esse efeito.
Tenho muitos colegas que vivem nessa zona, a não mais que 1 ou 2 Kms do local de trabalho.
Pois nem um deixa o carro em casa.
"Sim, vivo tão perto que podia vir a pé, ou de bicicleta.... Eh, mas não venho, posso precisar do carro na hora do almoço..." e outros discursos semelhantes
De facto, contra isto...


Somos modernos e temos posses; assim, andar a pé, de bicicleta ou de transportes é para quem não pode deixar de o fazer.
É assim.




_______________


Recebi um reparo e tenho que fazer uma correcção: há um colega nesta situação que vem a pé. Talvez seja porque não tem lugar de estacionamento no local de trabalho, mas vá lá, fica com o benefício da dúvida.




domingo, 6 de junho de 2010

Saco não, obrigado

Raramente aceito sacos em supermercados, livrarias ou lojas diversas, sejam eles de plástico ou não.
Sistematicamente o empregado da caixa me olha com estranheza e por vezes insiste, para ter a certeza que percebi e que é gratuito.
Faço-o porque não preciso dele e porque normalmente já levo lixo com fartura em embalagens dos produtos que estou a comprar.
Para que hei-de aceitar um saco para levar um livro que posso perfeitamente levar na mão, por exemplo? Para que hei-de aceitar um saco diferente em cada loja de roupa em que compro, quando posso colocar tudo no primeiro que me deram? Para fazer publicidade às sucessivas lojas? Não me pagam para isso.
Se vou ao supermercado, levo os sacos ou mochila de casa. Basta prever o "futuro" com 1/2 hora de antecedência...

Gostava de ver supermercados e lojas em geral mais conscientes desta necessidade de reduzir o desperdício. Ainda que não queriam cobrar pelos sacos, poderiam ter uma atitude mais passiva em termos de oferta de sacos, não o que vejo hoje: desperdício a toda a força. Sacos e mais sacos a sair das caixas, alguns com um ou dois artigos. Se a pessoa pedisse, então davam.

Gostava ainda mais de ver medidas para reduzir o desperdício de plástico. Como sempre, por via do custo, provavelmente. Taxas sobre utilização, custo directo no cliente...


Várias medidas a ser tomadas aqui