sábado, 5 de maio de 2018
Largo da estação de Carcavelos - oportunidade perdida
Como é hábito e obsessão desta Câmara, porém, a maior parte do espaço disponível foi de novo dedicado ao automóvel, seja para circulação, seja, em especial, para estacionamento.
Perdeu-se mais uma oportunidade. Poder-se-ia ter criado ali uma pequena praça, onde as esplanadas ganhariam espaço privilegiado, num local com frequência garantida. Poder-se-ia ter ganho para Carcavelos uma nova pequena centralidade, à volta da qual poderia florescer algum comércio de rua, além dos estabelecimento de restauração, muito em especal agora que a vila se tornará vila universitária e cujos estudantes, em grande parte, utilizarão o comboio como meio de transporte.
Os cafés e as esplanadas estão lá, embora com espaço limitado, com vista para os carros estacionados e com fumo de escape garantido. Mesmo sem os lugares que a imagem mostra, ainda sobraria muito estacionamento e espaço para largada de passageiros, mais ainda porque se trata de estacionamento tarifado e, por isso, passa parte do tempo vazio. No "quarteirão" imediatamente anterior (a 20 metros) há sempre lugares vagos, pois são (e bem) tarifados.
Nesta fotografia fica bem visível o pouco espaço de circulação pedonal: duas pessoas cruzam-se já com algum incómodo mútuo. Espaço para automóveis, esse nunca falta:
Quando me apercebi desta obra apresentei esta visão junto da Câmara. Sem sucesso, claro está, demonstrando mais uma vez que se trata de uma gestão focada nos carros.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Padaria Portuguesa, bebidas "on-the-go"
segunda-feira, 16 de abril de 2018
A mobilidade pedonal no concelho de Cascais
domingo, 14 de janeiro de 2018
Biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian
sábado, 6 de janeiro de 2018
As migalhas para os peões em Cascais
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
A sociedade viciada no automóvel
De João A M Santos, no Facebook em DEZ2017:
"Porque é Natal...
A sociedade ocidental, e a portuguesa também, naquilo que nos diz respeito, vive neste momento uma crise de paradigmas de mobilidade devida ao crescente aumento e utilização (sim, são coisas diferentes) do parque automóvel, e dos veículos motorizados de uma forma geral, nos seus centros urbanos. Sem querer fazer a apologia (ou detracção) de qualquer meio de transporte em particular, creio que podemos afirmar que, no caso da sociedade portuguesa, o leque de alternativas de transporte é menor que em outros países europeus. Mesmo que essa limitação esteja no interior de cada um. Basta irmos a Barcelona para verificarmos a quantidade de "scooters" existente relativamente ao número de automóveis, ou ir a qualquer cidade holandesa ou alemã para verificarmos o número de bicicletas que por lá circulam diariamente. Nestes últimos casos, estamos a falar de números que, para os nossos padrões, são astronómicos. Em Amesterdão, por exemplo, onde mais de 60% da população utiliza diariamente a bicicleta, podemos ter um fluxo destas, em certas artérias, que ombreia com o fluxo de veículos na CRIL em Lisboa ou na VCI no Porto. Na Alemanha, mas não só, vemos pessoas já de certa idade (idade para ter juízo, diremos nós), a ir diariamente para o seu local de trabalho de bicicleta: dar aulas numa universidade ou trabalhar num hospital, por exemplo. Em Portugal, salvo algumas excepções, estas situações são inexistentes. Nos grandes centros urbanos, a percentagem de pessoas que usa a bicicleta como meio de transporte primário, ou que se desloca diariamente quatro quilómetros (cerca de quarenta minutos) a pé para ir trabalhar, é, infelizmente, muito reduzido. Mas nem sempre foi assim. A motorização da população durante os anos 60 e 70 do século passado foi galopante em Portugal e, contrariamente ao que aconteceu noutros países europeus, os restantes meios de transporte não conseguiram acompanhar esta tendência e oferecer alternativas. Nos anos 80 e 90, seguiu-se a mesma orientação: acabaram-se com linhas de comboio e alcatroou-se Portugal do Norte ao Sul com auto-estradas. Algumas, manifestamente de pouca utilidade. Ao mesmo tempo, os acessos pedonais, as bicicletas e os transportes públicos não seguiram a mesma tendência de crescimento, sofrendo, em alguns casos e em alguns locais, uma implosão quase total. Com este processo, a sua memória colectiva apagou-se. A geração nascida por volta da segunda guerra mundial foi praticamente a primeira a ser influenciada pelo novo paradigma, e a ser massivamente "encartada" e orientada para a condução de veículos automóveis. Esqueceram rapidamente o hábito da geração anterior de se fazer deslocar a pé, de bicicleta e de comboio, para muito curtas, curtas e longas distâncias respectivamente, e a memória destes meios de locomoção ficou indelevelmente apegada a uma época de privação de meios económicos e de conjunturas sociais adversas. O automóvel surgiu como um sinal de progresso e riqueza e rapidamente se tornou o padrão para a mobilidade dentro e fora das cidades. E assim continuou até chegarmos à situação actual, com evidências de ser cada vez mais incomportável a vários níveis. Recentemente, talvez devido à crise económica e à crescente consciência ecológica, uma muito estreita faixa da população tem vindo a colocar a hipótese de voltar a utilizar meios de transporte mais suaves, mais eficientes do ponto de vista energético, menos poluentes, que promovam uma maior actividade física e que, consequentemente, beneficiem a saúde. A bicicleta é um deles. É tempo talvez das autoridades competentes olharem a sério para este facto e aproveitarem esta disposição que pode não durar muito se não for acarinhada. Muitos esperam apenas que alguém lhes faça ver que existem outras alternativas ou então sentirem que podem ir para o trabalho a quatro ou cinco quilómetros de casa em quinze minutos sem risco de terem um acidente grave. Um sério e ponderado investimento nestes meios de transporte talvez se justifique a médio e a longo prazo, com reflexos na economia, no Sistema Nacional de Saúde e na felicidade colectiva da população. Afinal, apenas devido a acidentes de viação, e segundo dados da ANSR referentes a 2015, morreram nesse ano em Portugal 363 condutores, 84 passageiros e 146 peões. E daí também resultaram 1975 feridos graves. Destes, uma grande percentagem foi de crianças. As "tragédias" são-no pelo enquadramento que se lhes dá, mas estes números equivalem bem a uma mão cheia de atentados terroristas ou a duas ou três quedas de aviões cheios de portugueses apenas durante um ano. Talvez não fosse má ideia pensar nisto como uma oportunidade de fazer alguma coisa e, principalmente, alterar políticas, mentalidades e comportamentos."
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Proposta de redução de sacos de plástico - Wells
Algumas semanas depois, a resposta que nada promete:
"Tivemos conhecimento da sugestão de V. Exa. relativa a “Sacos de plástico” efetuada via Continente Online, na loja Well’s Saúde do Vasco da Gama e informamos que mereceu a nossa melhor atenção.
O Tejo está a morrer
Quem vive na zona da grande Lisboa não se apercebe desta realidade. É uma população crescentemente alheada da natureza e da ligação que temos com ela, queiramos ou não. Por maior que seja a seca, ou a escassez de alguns alimentos, as condutas continuam a alimentar o consumo irracional de água, os porta-contentores e camiões mantêm o fluxo de alimentos, do interior de Portugal ou do outro lado do mundo.
O rio ali é essencialmente mar, e o mar não está a secar - ao contrário, o seu nível médio até está a subir. Ao longo dos últimos anos, fruto de investimentos em saneamento e afastamento de indústria poluente, a qualidade a água até terá melhorado muito.
E no entanto quanta responsabilidade, pela quantidade, mas também pela atitude, tem esta imensa população na morte do rio!
Com quando desperdiçamos água, tal como ao lavar a louça com a torneira no máximo durante 20 minutos (para depois a máquina de louça voltar a lavar), ou lavamos dentes ou fazemos a barba com a torneira sempre bem aberta - é que esta água é retirada diretamente da bacia hidrográfica do Tejo e aquela que atiramos esgoto abaixo não passará debaixo das pontes desde o Zêzere até à foz.
Quando desperdiçamos papel, como ao retirar 6 ou 7 folhas de papel para secar uns míseros mililitros de água das mãos - é que este papel é produzido nomeadamente em celuloses nas margens do Tejo, que contribuem para o poluir. Os eucaliptos que alimentam estas máquinas económicas, por sua vez, contribuem eles também para degradar as encostas do sistema hidrográfico do Tejo.
Quando desperdiçamos energia elétrica, estamos a promover o represamento de água nas múltiplas barragens do Tejo e seus afluentes, e a promover a construção de novas. Com menores necessidades de energia, as empresas exploradoras poderiam libertar mais caudal para dar vida ao rio.
Quando compramos vegetais em quantidade suficiente para comer e desperdiçar, só porque temos dinheiro para tal e os preços são baixos, nomeadamente os produzidos nas zonas do sul de Espanha irrigadas com transvases do Tejo, estamos a desviar a água que deveria correr até Portugal. Se comprarmos apenas o que consumirmos, sem desperdício, reduziremos a necessidade de roubar água ao Tejo.
Talvez a culpa da morte do Tejo não seja só d´"ELES." Se calhar, todos somos responsáveis por isso, e todos podemos fazer alguma coisa para inverter a situação.
Mas é tão mais confortável dizer que "ELES" não fazem nada...
https://www.publico.pt/2017/11/19/sociedade/noticia/guerra-da-agua-e-poluicao-no-tejo-espanhol-ameacam-portugal-1793077
https://www.publico.pt/2017/11/19/fotogaleria/o-tejo-esta-a-morrer-em-espanha-379102
sábado, 18 de novembro de 2017
Excesso de sacos de plástico nos mercados tradicionais
Estes são exemplos de um mercado semanal.
Apesar do pão ou do queijo já terem sacos, apesar da esmagadora maioria dos compradores frequentarem o mercado com um carro de compras ou com sacos grandes, pois compram bastante, o gesto dos vendedores é automático: não perguntam, e não se perguntam se o comprador precisa de saco. Sacos dentro de sacos. Sacos que não servem para nada assim que entram no carrinho de compras. O destino é o lixo mal se chega a casa.
Pode parecer pouco significativo, quando comparado com as grandes superfícies. Mas há mercados tradicionais com muita procura, e estes vendedores fazem mercados diariamente. Trata-se na realidade de enormes quantidades de plástico.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Proposta de redução de sacos de plástico - Associação Nacional de Farmácias
Em qualquer farmácia, e por qualquer tipo de compra que se faça, seja qual for o peso, o tamanho ou a quantidade, o funcionário coloca os produtos num saco de plástico (eventualmente haverá exceções, mas esta é a minha experiência em todas as farmácias onde compro).
Resposta alguns dias depois:
"Informamos que a sustentabilidade ambiental é uma das áreas de intervenção das Farmácias Portuguesas.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Excesso de embalagens
Mentalidade de plástico
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Big brother is watching you, na China (e em todo o lado)
http://www.wired.co.uk/
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Proposta de redução de sacos - FNAC e WORTEN
"Nas lojas, os operadores das caixas colocam qualquer artigo, seja grande, seja minúsculo, seja frágil, seja robusto, num saco, sem perguntar ao cliente.
Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Fnac também tenha preocupações ambientais, este seria um passo positivo.
Obrigado"
Mesma questão à Worten:
Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Worten também tenha preocupações ambientais; este seria um passo muito positivo pela sua dimensão no mercado.
Obrigado"
Entretanto a Worten, depois de uma resposta inicial vazia e standard, respondeu que a sugestão vai ser analisada.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Yes we can
Às 8:00 saio para acompanhar os meus filhos à escola, a pé e/ou de bicicleta, conforme os dias.
Gasto nisto cerca de meia hora. Às 9:30 estou no meu trabalho em Lisboa, a 30 kms de distância, depois de utilizar 2 comboios e a bicicleta. Nos dias em que não vou levar os filhos à escola, chego às 9:00.
Levá-los a pé ou de bicicleta custa meia hora. É possível, sem carro, e trabalhando a 30km de distância. Mas claro, não é possível para mais ninguém, há sempre um mas.












