sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Português técnico

Este é um exemplo real dos muitos que se vêem por escrito todos os dias em ambientes de trabalho técnico.


​
"o que voces consideram em fazer deves enquando?"


Por difícil que possa parecer, a frase acima deve ler-se

"O que entendem vocês por «fazer de vez em quando»?"

"recebes te o mail com o anexo?"

"existi-o um teste"  [em vez de existiu]

"decorrer dos testes deles existi-o packet loss"

Difícil, de facto.
O outro fez o exame de inglês técnico ao domingo; estes nem devem ter ido às aulas de português.



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mobilidade pedonal em Cascais - um exemplo

Na Rebelva, Carcavelos, a Rua de Santarém foi alvo de intervenção há poucas dias.
O pavimento da rua foi renovado e o acesso do passeio a 2 passadeiras foi refeito em rampa e dotado de bom piso. Melhorias positivas.

Em boa parte do troço intervencionado, porém, o passeio é muito mau: é estreito, inclinado, com muitos obstáculos que o estreitam ainda mais. Nas horas de atividade dos restaurantes próximos, o passeio está sempre ocupado por automóveis. A velocidade desta rua é muito excessiva (apesar do sinal de 30km/h).

Apesar de tudo isto, esta intervenção deixou o passeio tal como estava, como documentam as fotografias abaixo e com exceção dos pontos exatos das passadeiras.

Assiste-se assim ao incrível de alguém com um carro de bebé ou cadeira de rodas poder agora atravessar melhor a rua, mas logo a seguir ter que circular pela estrada - e pelo meio da estrada, porque normalmente não pode sequer ir junto do medíocre passeio, pois está ocupado por carros. Será que os técnicos que desenham as nossas cidades alguma vez andaram a pé, empurrando carros de bebé ou cadeiras de rodas?

O passeio ficou portanto tal como estava, desconfortável, perigoso e grande parte do tempo indisponível, ao mesmo tempo que a velocidade na rua aumentou, pois o piso ficou melhor e o desenho da rua nada fez que induzisse menor velocidade.

É inacreditável como se faz um investimento na remodelação de uma rua, aparentando existir alguma preocupação com os peões (caso das passadeiras), mas o básico, e que salta à vista, fica no mesmo baixíssimo grau em que estava.

E não é por falta de espaço que tal aconteceu: como se pode ver nas fotografias, a rua é de sentido único e tem largura para pelo menos 2 carros lado a lado, e um passeio mais largo (poderia ser muito mais largo) não rouba espaço de estacionamento, pois ali é proibido estacionar (embora tal seja letra morta). Estreitar a faixa de rodagem, aliás, teria como consequência a redução de velocidade.

Também não foi certamente por falta de orçamento nem oportunidade: se se faz aquela intervenção nas passadeiras, como não fazer também, e com maior prioridade, o alargamento de um passeio em talvez 20 metros?

Julgo que infelizmente este caso ilustra o menosprezo que há em Cascais por quem precisa ou quer andar a pé.

PS: 
No segundo dia da obra chamei a atenção da CM para a evidente necessidade de intervir no passeio.
No quinto dia de obra e dada a urgência, dirigi o mesmo pedido ao Presidente da CM.
Alguns dias após a obra terminar, compareci a uma reunião com técnicos da Cascais Próxima, ie os executantes do projeto e não os seus autores e donos da obra, a CM.








PS: resolvido 4 anos depois, no final de 2019

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Proteção dos peões pela CMC

A obra de construção deste prédio, na Avenida da República, Parede, vai em estado avançado.
O passeio poderia e deveria estar há muito reposto. Deveria haver o maior cuidado para minimizar o tempo de indisponibilidade do passeio, mas isso não acontece. Para o empreiteiro, e sem qualquer pressão da Câmara, o passeio é sua última preocupação. Enquanto a obra decorre, é um seu domínio tal como o estaleiro.

A Câmara deveria velar pelas boas condições de circulação na via pública, nomeadamente em situações de obras, fiscalizando o tempo de ocupação e sua reposição. E fá-lo quando se trata de circulação automóvel. Nesse casos, os cortes são os mínimos possíveis.  Não o faz, porém, quando se trata dos utilizadores mais vulneráveis do espaço público. E isto apesar de a CMC já ter sido alertada por 2 vezes sobre esta situação, em agosto e em setembro, sem nenhum resultado.

Tratasse-se este de um caso isolado, e não seria notícia. Infelizmente, é um exemplo da quase nula importância que é dada pela CMC aos munícipes que querem ou têm que andar a pé nas ruas do concelho.






Nota: em finais de OUT o passeio acabou por ser reparado. Não sei se foi por ação da CMC (não tive nenhuma resposta) ou por iniciativa do construtor.

Volkswagen


Que grande vergonha, gestores da VW...
E uma vergonha criminosa. Que contribui para que o fumo dos carros, já de si tão prejudicial, ainda nos envenene mais todos os dias.

Duas ou três notas do meu ponto de vista:

  1. Aldrabões há em todo o lado - não é novidade.
  2. E os aldrabões são muito mais organizados nas sociedades mais organizadas. Também não admira
  3. E consequências? Parece-me que serão grandes, muito maiores do que seriam se fosse em Portugal. E é aí que pode estar a grande diferença. A ver vamos, claro. Mas noutros casos (submarinos, ....), assim foi.
  4. Os Estados têm que ter forte capacidade de fiscalização, para defenderem os cidadãos e fazerem cumprir as leis. Instituições com meios e conhecimento.





domingo, 11 de outubro de 2015

A cidade para as pessoas

Este é um bom exemplo de devolução de espaço às pessoas. O espaço que nos últimos 20 ou 30 anos foi sendo paulatinamente roubado para acomodar mais e mais trânsito, mais e mais estacionamento.
Neste caso, recuperou-se espaço de estadia de qualidade, ao mesmo tempo que se forçou a acalmia do trânsito reduzir o raio de viragem dos carros.

Vilamoura, um bom exemplo

Neste verão tive a oportunidade de passar férias em Vilamoura.
Tive uma boa surpresa em termos das condições que a vila (?) oferece a quem quer deslocar-se a pé ou de bicicleta. Não conheço nenhum outro local com este nível de desenvolvimento em Portugal.

Apesar de ter ficado a mais de 1km da praia e do centro, não tive nenhuma dificuldade em deslocar toda a família, incluindo crianças pequenas, com conforto e segurança, sempre de bicicleta e para todo o lado.

Vilamoura fez uma opção, que se pode resumir na fotografia seguinte:



Deve dizer-se que apesar destas condições de exceção [em Portugal], o trânsito continua muito intenso. Afinal, a maioria das pessoas que lá estavam nessa altura têm outros hábitos de deslocação, ou seja, de automóvel para todo o lado.

Não que lhes fosse difícil adotar outros hábitos temporariamente: Vilamoura dispõe de um sistema de bicicletas partilhadas, que não precisei de usar, mas que me pareceu muito funcional e barato. Por 20€, pode-se usar as bicicletas durante 1 mês, dispondo o sistema de 40 pontos de levantamento/entrega. (ver http://www.inframoura.pt/pt/sistema).






Apesar do trânsito elevado, as condições criadas permitem que quem quer prescindir do carro o faça com conforto e segurança, um caso que do meu conhecimento, repito, é único no país.


Mapa da rede de bicicletas partilhadas em http://www.inframoura.pt/Cache/binImagens/mapa-de-rede-atualizado-1612.PDF

E em que se traduzem estas condições excecionais para a mobilidade pedonal e ciclável?


Além das óbvias ciclovias, houve preocupação em dar continuidade e eliminar desníveis para os precursos em bicicleta. Raramente encontrei lancis num percurso ciclável.

Lisboa, que tem feito uma evolução interessante e notório na mobilidade ciclável, está claramento atrás em termos da qualidade dos percursos que tem construído.

 



Em muitos locais as ciclovias estão afastadas da estrada



e noutros é utilizada parte do passeio.





Nalgumas zonas, porém, as ciclovias são as bermas das avenidas e estradas. Tendo em conta a velocidade condicionada do trânsito, porém, isto não consitui perigo, como aliás deveria acontecer em todas as zonas urbanas.

 


Há uma permanente sensiblização aos automobilistas para o cuidado a ter com os restantes utilizadores da via, seja pela utilização de sinalização, seja por medidas indutoras de redução de velocidade.
Exemplos nas fotografias abaixo: sinalização, pilaretes na estrada que impedem a ultrapassagem na zona de passadeiras e impõem baixa velocidade, e lombas redutoras de velocidade.





Em Vilamoura as condições criadas para circulação dispensando o automóvel contribuem para maior qualidade de vida.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Uber

Esta luta entre taxistas e Uber é mais um episódio entre o novo e o velho, a nova e a velha economia. Mais um modelo que está em queda, a juntar a tantos outros que a internet veio derrubar e inaugurar - a distribuição de música e filmes, as compras, a reserva de hotéis e viagens, ...

Se a decisão for dos consumidores, porém, em Portugal o novo modelo não vinga. Nem que a Uber só custe metade do táxi tradicional, a simpatia e educação dos taxistas, a sua exemplaridade enquanto condutores, a sua excecional honestidade, não darão qualquer hipótese à Uber (...).

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Problemas de Marca


No Decatlhon algumas bicicletas chamaram-me a atenção pelo design, pelo bom aspeto. Algumas delas eram bicicletas de gama alta, com preços na ordem dos 500, 600€.
Como faço com frequência, fui ver a origem e alguns dos modelos são fabricados em Portugal.
Porém, não conheço grandes marcas portuguesas. Se quero comprar uma bicicleta razoável, penso em marcas estrangeiras, ou nas marcas das grandes lojas. Mesmo as pequenas lojas de bicicletas têm o mesmo tipo de oferta.
A única marca portuguesa que me vem à ideia é a Orbita. Olhando para o catálogo, as bicicletas não enchem o olho com aquelas que estão no Decatlhon. Mesmo que a qualidade seja igual ou superior.

Acontece que uma boa parte das bicicletas vendidas na Europa é feita em fábricas portuguesas, como relata a notícia abaixo.

Trata-se do problema do costume: por vezes até conseguimos fazer bem, mas o design, inovação, marketing, distribuição, e portanto grande (a maior?) parte do valor, fica nas mãos de outros (veja-se a Apple: fabrica na China, mas claramente grande parte dos 700€ de um iPhone são para a Apple).
Reconheço que se trata da parte mais difícil, mas é pena que não consigamos agarrar também essas vertentes da cadeia de valor.





"As empresas em território nacional estão a produzir mais bicicletas do que nunca. Este ano o setor espera produzir quase dois milhões de unidades, o que representa um recorde. O presidente da Associação Nacional da Indústria de Duas Rodas, Paulo Rodrigues, afirma que esta é uma tendência também impulsionada pelo facto de mais portugueses andarem de bicicleta. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/portugal-e-o-terceiro-exportador-europeu-de-bicicletas_a848358#sthash.0xuE6tlw.dpuf"


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Urbanismo

Qual terá sido a razão para colocar aqui este verdadeiro xilofone matraqueante?

Já teriam em mente retirar daqui o trânsito?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O que podemos aprender com os belgas de Gent


Caraterização da cidade

Gent é a maior cidade da zona flamenga da Bélgica, com cerca de 250.000 habitantes. É uma cidade universitária com cerca de 32.000 estudantes e muita actividade económica (https://en.wikipedia.org/wiki/Ghent).
A cidade é servida por duas estações de comboio centrais e dispõe de eléctricos e autocarros como meios de transporte.
Gent está totalmente preparada para a deslocação em bicicleta e este meio de transporte é massivamente utilizado.
O centro histórico da cidade é muito habitado, tem uma grande concentração de comércio (incluindo grandes lojas como a FNAC ou a Media Markt) e apesar disso é muito silenciosa e calma, em larga medida pela reduzidíssima presença de automóveis.
A reduzida quantidade de automóveis, a habitação no centro da cidade, as deslocações em bicicleta dão à cidade e aos seus habitantes uma aparência de calma e qualidade de vida.

Mobilidade

A chuva, o frio e até granizo, e uma boa parte dos pavimentos em calçada não servem de desculpa para os belgas de Gent não se deslocarem de bicicleta.
Sim, é a cidade é plana. Mas não, o clima ajuda muito pouco. Eles evitam as desculpas, vêem as vantagens de preterir o carro.
Uma fotografia paradigmática: uma zona 30, sem via ciclável e onde é dada prioridade aos ciclista por via destas caixas antes dos semáforos. Os belgas não acham que os ciclistas atrapalham o trânsito.
Não é obrigatório existirem pistas dedicadas às bicicletas. Na cidade de Gent, que quer dar prioridade à bicicleta e às pessoas, os automobilistas  são sim obrigados a criar condições para que os ciclistas e os peões circulem em coexistência e com segurança.

De manhã há uma verdadeira hora de ponta para levar as crianças à escola e obviamente para ir trabalhar. Ao contrário de cá, porém, é em grande medida uma hora de ponta ciclista:


Os belgas de Gent acham que têm vantagem em partilhar o passeio com pistas cicláveis, quando não há mais nenhum espaço para colocar esta última.
Mesmo assim, mantêm um passeio aceitável e não vi nenhum conflito por essa razão.

Esta foi a via “mais rápida” que vi na cidade. Um “ring”, uma circular. Ainda assim
  • É uma zona habitável e habitada
  • Continua a ter passadeiras
  • Tem apenas 2 faixas de cada lado
  • Tem pista ciclável e passeios dignos desse nome


Esta é a partilha do espaço público que os belgas de Gent consideram justa e funcional: 2 passeios, 2 pistas cicláveis, 2 faixas bus (eléctrico + autocarro) e 2 faixas para automóveis.
Trata-se de uma avenida que é uma via principal.

2 faixas para automóveis. Mas em vez de estacionamento, há uma pista ciclável e 2 passeios dignos desse nome. Reflexo das prioridades da cidade.

Alguém a transportar os filhos desta maneira em Gent não é visto como estando a pôr os filhos em grave risco.

Este é o parque de estacionamento em frente de uma das estações. As pessoas, em especial os muitos estudantes de Gent, deixam a bicicleta nestes parques e apanham o comboio para ir dormir a casa. Em vez de um automóvel, os belgas de Gent optam por criar espaço para 6 ou 7 bicicletas parqueadas.
É preciso tomar opções. Ou se permite estacionar um carro, ou 6 bicicletas. Os belgas de Gent vêem mais vantagens na segunda.

E também consideram um bom investimento construir parques cobertos e vigiados (além de gratuitos) para bicicletas
À porta de universidade esta é a ocupação do espaço. Em vez de 20 automóveis, centenas de bicicletas.

Praticamente todas as ruas de sentido único são de dois sentidos para os ciclistas. Os belgas não vêem nisso nenhum perigo, antes vêem um facilitador da mobilidade na cidade.
Aliás, nas fotografias seguintes vêem-se evidências disto: facilitar ao máximo a circulação em bicicleta, e reduzir o impacto do automóvel, seja pela usurpação das ruas pelo estacionamento, seja pela redução da velocidade de circulação.

Por vezes há vias com partilha entre peões e ciclistas. Também não presenciei nenhum conflito.
Aliás o único impropério que vi foi de um ciclista a um peão, criança, que saltou inadvertidamente para a estrada.

Nesta rua é proibido estacionar. Como estaria ela em Cascais ou em Lisboa?
Em vários dias, este foi o único carro em cima do passeio. Teve direito a fotografia.


Esta praça, central, possui um parque subterrâneo. Apesar disso, o trânsito é muitíssimo reduzido e a zona extremamente calma.

Espaço urbano


Trânsito automóvel


O centro tem pouco trânsito. Nalgumas zonas é mesmo residual, apesar de não parecer proibido. Possivelmente porque é difícil estacionar (não há carros em cima dos passeios) e porque muitas pessoas utilizam a bicicleta. Daí resulta um espaço calmo, com pouco ruído, em especial à noite, onde no entanto há sempre muitas pessoas e circulam muitas bicicletas.
Também é servido por várias linhas de eléctricos, naturalmente também silenciosos e sem fumo.
Apesar de se deslocarem maioritariamente em transportes públicos, bicicletas e a pé, não me pareceu que por essa razão fossem menos produtivos, demorassem muito tempo a fazer as suas deslocações ou tivessem má qualidade de vida. Antes pelo contrário.

Motocicletas


Em Gent as motocicletas (cilindrada inferior a 50cc?) podem utilizar as ciclovias. É algo que me parece estranho, porque a velocidade, o poder de arranque e a massa de uma motocicleta não são comparáveis às de uma bicicleta, e portanto a coexistência entre ambas nas ciclovias parece-me pouco natural. Mas é assim em Gent.

Desníveis


Os belgas de Gent não cederam ao lobby da pedra de calçada. Em vez disso, aliaram-se ao lobby do cimento.
Por isso, têm passeios lisos, desníveis suaves, sem degraus nem lombas e covas a cada passo. Como tal,  é possível percorrer quilómetros (literalmente) a pé, arrastando um mala com rodas, ou empurrando um bebé ou cadeira de rodas sem grande esforço. Não é preciso a cada passo um esforço para subir ou descer um degrau.
Em muitas ruas, inclusive, a transição entre passeio e estrada não existe. Há poucos locais co pilaretes. Mas nem por isso os passeios estão pejados de automóveis.
E não, não há um polícia em cada esquina. Talvez os polícias atuem sempre que vêm um carro em cima do passeio. Deste modo, todos sabem que não vale a pena.

Os belgas de Gent não avisam os pais para retirarem as crianças das ruas, para deixarem os automobilistas circular à vontade. Em vez disso, alertam os automobilistas de que o espaço urbano é de todos e, que sendo os que mais riscos apresentam, devem ter mais cuidados que os restantes utilizados da rua

Comércio


Na zona mais central da cidade há imensas lojas. Trata-se de um verdadeiro centro comercial a céu aberto, apesar do clima. Há lojas como a FNAC e a MediaMarkt na zona histórica.
E estas lojas praticam horários de comércio tradicional, não estão abertas até à noite. Ao domingo, nada está aberto.
É verdade que nos dá muito jeito os horários cá praticados. Mas julgo que não será por as lojas belgas praticarem aqueles horários que as compras ficam por fazer. E deste modo as pessoas, todas, empregados e clientes, têm vidas mais calmas.
A rua da fotografia abaixo, por exemplo, é fortemente comercial, com lojas de características luxuosas. Nem por isso a rua precisa de ter estacionamento para que as lojas sobrevivam.