Por estes dias, lembrei-me da história que um colega me contou acerca dos seus tempos de estudante.
Frequentava ele uma boa escola, privada. Os alunos não eram avisados das avaliações, pelo que por essa razão e, provavelmente, pelo espírito de trabalho e exigência que se vivia na escola, estudavam frequentemente.
Acabado o último ano que essa escola ministrava, passou o meu colega a frequentar a escola pública.
Contava ele da enorme surpresa de saber que, nessa escola, os alunos sabiam sempre quando teriam exames! Pensava, na usa inocência de jovem: "mas isto é de borla: se eu sei quando são os exames, preparo-me bem nos dias anteriores, e tenho sempre notas altíssimas". E achava que o mesmo teria que acontecer para a generalidade dos outros estudantes.
Claro que apesar de saberem a data do exames, não era por isso que as notas eram excelentes. Ainda por cima eram os tempos conturbados (de balda!) do pós-25 de Abril...
E não tardou muito que o meu colega estudasse apenas o que era necessário, na véspera, e para se nivelar com a inferior exigência dessa escola. Claro.
sábado, 4 de junho de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Inovação
Quando pensamos que uma sanita ou um lavatório já só podem ter alterações estéticas, eis que da imaginação surge um ovo de Colombo: uma sanita que reutiliza a água usada do lavatório ali ao lado.
Brilhante.
Brilhante.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
"Chico-espertice" lusa
Este tipo de chico-espertice não é em Portugal - nem em Itália, nem na Grécia - uma característica isolada. É um modo de vida nacional.
Artigo de Nuno Monteiro no i: pois é, os políticos saem bem ao povo que os gera. E que os merece.
Artigo de Nuno Monteiro no i: pois é, os políticos saem bem ao povo que os gera. E que os merece.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Petição: atravessamento da linha férrea com rampas
A passagem aérea que se vê na fotografia, localizada na Rua Câmara Pestana, Parede, não facilita o atravessamento da linha a quem tem mais dificuldades, a bicicletas, carros de bebé ou cadeiras de rodas.
É preciso andar bastante para se chegar a uma passagem em rampa.
São muitos os motivos e os residentes que atravessam a linha naquela zona.
Se concorda com a necessidade de dotar esta zona com um atravessamento da linha em rampas, assine a petição e divulgue-a.
Obrigado
Urbanismo em Cascais
Depois da substituição de uma antiga vivenda em ruínas por um pequeno edifício, esta passadeira, no cruzamento da Av. da República com a R. Câmara Pestana, na Parede, ficou como se pode ver, a terminar no parque de estacionamento (aliás, o mesmo aconteceu com outra, à direita, que não se vê na fotografia).
Depois de reclamar com a CMC, o resultado foi este:
Palavras para quê?
Vou reclamar de novo.
sexta-feira, 18 de março de 2011
António Costa
António Costa deu o pontapé de saída para a sucessão no PS e como Primeiro Ministro. Provavelmente ganhamos com a substituição.
sábado, 12 de março de 2011
A insustentável leveza dos jornais nacionais
Há alguns anos, comprava um diário ao fim de semana, variando entre o DN e o Público, com preferência para o segundo. Nos dias de semana não comprava, por falta tempo.
Entretanto, com o objectivo de atingirem mais leitores, estes diários aligeiraram-se no conteúdo e aumentaram o espaço dado à imagem. Tornaram-se tão superficiais que deixaram de valer a pena. Deixei de comprar.
Penso que com este movimento, estes jornais perderam os seus leitores mas não conquistaram os dos outros jornais, para quem DN e Público continuam a ser pouco sensacionalistas.
Percebo que os primeiros leitores sejam insuficientes para alimentar estes jornais, mas não sei se a cura não matará o paciente.
Na verdade, entre ler notícias nos diversos gratuitos ou comprar um daqueles diários, a diferença não compensa o preço.
Agora leio notícias numa aplicação de telemóvel, normalmente do New York Times. Leia-se uma destas notícias e outra numa aplicação semelhante de uma publicação nacional. Na segunda, relata-se o facto e nada mais. Nenhuma análise, nenhum contexto. Não vale mesmo a pena. Dificilmente poderão vir a cobrar por aquele conteúdo, tal como estão a deixar de conseguir cobrar pelo seu equivalente em papel.
Entretanto, com o objectivo de atingirem mais leitores, estes diários aligeiraram-se no conteúdo e aumentaram o espaço dado à imagem. Tornaram-se tão superficiais que deixaram de valer a pena. Deixei de comprar.
Penso que com este movimento, estes jornais perderam os seus leitores mas não conquistaram os dos outros jornais, para quem DN e Público continuam a ser pouco sensacionalistas.
Percebo que os primeiros leitores sejam insuficientes para alimentar estes jornais, mas não sei se a cura não matará o paciente.
Na verdade, entre ler notícias nos diversos gratuitos ou comprar um daqueles diários, a diferença não compensa o preço.
Agora leio notícias numa aplicação de telemóvel, normalmente do New York Times. Leia-se uma destas notícias e outra numa aplicação semelhante de uma publicação nacional. Na segunda, relata-se o facto e nada mais. Nenhuma análise, nenhum contexto. Não vale mesmo a pena. Dificilmente poderão vir a cobrar por aquele conteúdo, tal como estão a deixar de conseguir cobrar pelo seu equivalente em papel.
segunda-feira, 7 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Uma ideia para 2011 - 4
E se em vez de conduzirmos da nossa garagem para a garagem do centro comercial, para passar uma triste tarde interior, apanharmos o autocarro gratuito do Oeiras Parque mas, em vez de entrarmos, irmos para o Parque dos Poetas ou darmos uma volta de SATU (suponho que só serve para isso)?
O Oeiras Parque talvez não goste da ideia, mas a gente não lhe diz.
O Oeiras Parque talvez não goste da ideia, mas a gente não lhe diz.
E se o dia estiver de chuva forte, como hoje, podemos sempre calçar botas de borracha, vestir umas calças impermeáveis e ir chapinhar para as poças de água. Para os miúdos ainda é mais divertido.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Google Body
Ora aqui está mais uma maravilha da Google.
Para entreter e ensinar os miúdos por uns quartos de hora. Ou para ajudar a visualizar o que num livro é estático.
Ou (até) para usar na sala de aula.
Sempre a surpreender.
Fantástico, uma vez mais.
(Não funciona no Internet Explorer)
Para entreter e ensinar os miúdos por uns quartos de hora. Ou para ajudar a visualizar o que num livro é estático.
Ou (até) para usar na sala de aula.
Sempre a surpreender.
Fantástico, uma vez mais.
(Não funciona no Internet Explorer)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Passivo ambiental
"Arranca hoje limpeza da Quimiparque no Barreiro"
Quando como uma manga que atravessa o Atlântico de avião, quando compro uma bugiganga de plástico a preço insignificante que vem da China, quando bebo uma garrafa de água de plástico que atravessou o país, quando troco de televisão sem necessidade: pensamos nestas amenidades da vida moderna e vemos apenas progresso, comodidade, bem estar. Não vemos insensatez sob a forma de impactos insustentáveis ou muito caros.
Nenhum destes impactos futuros sobre o ambiente é pago: a poluição dos transportes de distâncias enormes, o impacto do lixo produzido por embalagens ou equipamentos em fim de vida, o abuso de utilização de recursos insubstituíveis, a destruição de vida.
Se e quando for necessário colmatar estes impactos ambientais (retirar o carbono da atmosfera, recolher o plástico no ambiente, descontaminar solos, etc, etc), a factura aparecerá. E será apresentada às gerações dessa altura, pois claro. Será uma factura em dinheiro ou em qualidade de ambiente, qualidade de vida. Mas aparecerá.
Quando como uma manga que atravessa o Atlântico de avião, quando compro uma bugiganga de plástico a preço insignificante que vem da China, quando bebo uma garrafa de água de plástico que atravessou o país, quando troco de televisão sem necessidade: pensamos nestas amenidades da vida moderna e vemos apenas progresso, comodidade, bem estar. Não vemos insensatez sob a forma de impactos insustentáveis ou muito caros.
Nenhum destes impactos futuros sobre o ambiente é pago: a poluição dos transportes de distâncias enormes, o impacto do lixo produzido por embalagens ou equipamentos em fim de vida, o abuso de utilização de recursos insubstituíveis, a destruição de vida.
Se e quando for necessário colmatar estes impactos ambientais (retirar o carbono da atmosfera, recolher o plástico no ambiente, descontaminar solos, etc, etc), a factura aparecerá. E será apresentada às gerações dessa altura, pois claro. Será uma factura em dinheiro ou em qualidade de ambiente, qualidade de vida. Mas aparecerá.
E poderíamos pensar que estes impactos são essencialmente coisa do passado, uma herança que não está a crescer. Ao contrário: está a crescer desmesuradamente, à velocidade do crescimento das sociedades de consumo e impulsionada pelo baixo preço do petróleo. Podemos ver isso pelo nosso país, que no entanto é insignificante quando comparado com a China ou a Índia, por exemplo. E mais tarde também África há-de reclamar o seu direito a uma vida melhor.
Hoje os produtos em grande medida não incorporam estas externalidades de impacto ambiental. Cada um de nós pode, porém, incorporá-las no nosso processo de decisão de compra, de utilização, etc. Assim tenhamos consciência dos custos e queiramos agir.
Hoje os produtos em grande medida não incorporam estas externalidades de impacto ambiental. Cada um de nós pode, porém, incorporá-las no nosso processo de decisão de compra, de utilização, etc. Assim tenhamos consciência dos custos e queiramos agir.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Hortas urbanas de Carcavelos
Passeio a mais
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