segunda-feira, 23 de abril de 2018

Padaria Portuguesa, bebidas "on-the-go"

Enviado à Padaria Portuguesa:

Vejo com imensa preocupação e por diversas razões, a utilização massiva e crescente de plástico de uma única utilização.
Aquilo que é uma realidade banal nos EUA, por exemplo, o de comer e beber "on the go", começa a ver-se cá, introduzido principalmente pelas cadeias, nomeadamente a Padaria Portuguesa.
Não tenho muitas dúvidas que isso a curto/médio prazo será proibido, tal o seu impacto negativo.
Lamento porém que comece a ver também a Padaria Portuguesa a fornecer bebidas nesses recipientes.
A responsabilidade ambiental, de evitar comprometer ainda mais o futuro dos nossos descendentes, é uma responsabilidade de todos. Mas ainda maior dos atores com maior peso no mercado.
Venho por isso apelar a que a Padaria Portuguesa deixe de vender alimentos e bebidas em plásticos de utilização única.


Resposta imediata e sem qualquer conteúdo:

"Muito obrigado pelo envio do email e preocupação pelo uso excessivo do plástico.

A Padaria Portuguesa te uma política constante de preocupação ambiental pelo que aos poucos está a tentar implementar novas práticas a esse nível."

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A mobilidade pedonal no concelho de Cascais


Em Cascais até a limpeza urbana privilegia os automóveis.
Esta rua é varrida mecanicamente com bastante frequência, talvez até mais que uma vez por semana.
​Os passeios da mesma rua, por contraste, NUNCA são varridos.
Hoje, por exemplo, ficaram no estado que as fotografias documentam. Mas é sempre assim.
A Cascais Ambiente preocupa-se mais em que os carros não tropecem em ramos, folhas e dejetos de cães do que os peões.​ Até neste ponto se vê a obsessão do município de Cascais para com os automóveis.






domingo, 14 de janeiro de 2018

Biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian

Enviado em 2006

Ex.mo Sr. Presidente da Fundação

Neste ano de comemoração, não quero deixar passar a oportunidade de agradecer à Fundação o extraordinário serviço que prestou ao país e a mim em particular, ao proporcionar-nos as bibliotecas itinerantes, num tempo em que poucas cidades e vilas as tinham no modelo fixo.
Recordo com nostalgia e muita gratidão os dias em que a carrinha estacionava na praça da minha vila,  e todos se lhe dirigiam para trocar os livros que haviam de ler no mês seguinte. Recordo que por vezes me deixavam trazer mais do que os 3 livros permitidos e ultrapassar a minha idade, ao me autorizarem também livros da bola laranja em vez de apenas os da bola verde.
Muito ficou a dever a minha formação aos livros que desta maneira tive acesso, numa altura da vida em que tive o tempo e a vontade para ler mais do que em qualquer outra até agora.

Muito obrigado à Fundação Gulbenkian







sábado, 6 de janeiro de 2018

As migalhas para os peões em Cascais

A Avenida da República não tinha passeio de um dos lados, na zona da rotunda do Bairro da Escola Técnica como se vê nas fotografias:




Em 2012 reclamei a construção de passeio nesta zona e, honra seja feita à Câmara de Cascais, neste caso e para variar, o trabalho foi realizado em 6 meses e a situação melhorou muito.

Como é hábito, porém, para os peões no concelho de Cascais ficam sempre migalhas, e apesar da largura da via, que é de sentido único, o passeio terá ficado com as dimensões mínimas exigidas pela lei.

Não se pode ter tudo, pois não? Nunca se sabe quando é que o trânsito, já excessivo em quantidade e velocidade, ainda tem que aumentar mais.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A sociedade viciada no automóvel

De João A M Santos, no Facebook em DEZ2017:

"Porque é Natal...

A sociedade ocidental, e a portuguesa também, naquilo que nos diz respeito, vive neste momento uma crise de paradigmas de mobilidade devida ao crescente aumento e utilização (sim, são coisas diferentes) do parque automóvel, e dos veículos motorizados de uma forma geral, nos seus centros urbanos. Sem querer fazer a apologia (ou detracção) de qualquer meio de transporte em particular, creio que podemos afirmar que, no caso da sociedade portuguesa, o leque de alternativas de transporte é menor que em outros países europeus. Mesmo que essa limitação esteja no interior de cada um. Basta irmos a Barcelona para verificarmos a quantidade de "scooters" existente relativamente ao número de automóveis, ou ir a qualquer cidade holandesa ou alemã para verificarmos o número de bicicletas que por lá circulam diariamente. Nestes últimos casos, estamos a falar de números que, para os nossos padrões, são astronómicos. Em Amesterdão, por exemplo, onde mais de 60% da população utiliza diariamente a bicicleta, podemos ter um fluxo destas, em certas artérias, que ombreia com o fluxo de veículos na CRIL em Lisboa ou na VCI no Porto. Na Alemanha, mas não só, vemos pessoas já de certa idade (idade para ter juízo, diremos nós), a ir diariamente para o seu local de trabalho de bicicleta: dar aulas numa universidade ou trabalhar num hospital, por exemplo. Em Portugal, salvo algumas excepções, estas situações são inexistentes. Nos grandes centros urbanos, a percentagem de pessoas que usa a bicicleta como meio de transporte primário, ou que se desloca diariamente quatro quilómetros (cerca de quarenta minutos) a pé para ir trabalhar, é, infelizmente, muito reduzido. Mas nem sempre foi assim. A motorização da população durante os anos 60 e 70 do século passado foi galopante em Portugal e, contrariamente ao que aconteceu noutros países europeus, os restantes meios de transporte não conseguiram acompanhar esta tendência e oferecer alternativas. Nos anos 80 e 90, seguiu-se a mesma orientação: acabaram-se com linhas de comboio e alcatroou-se Portugal do Norte ao Sul com auto-estradas. Algumas, manifestamente de pouca utilidade. Ao mesmo tempo, os acessos pedonais, as bicicletas e os transportes públicos não seguiram a mesma tendência de crescimento, sofrendo, em alguns casos e em alguns locais, uma implosão quase total. Com este processo, a sua memória colectiva apagou-se. A geração nascida por volta da segunda guerra mundial foi praticamente a primeira a ser influenciada pelo novo paradigma, e a ser massivamente "encartada" e orientada para a condução de veículos automóveis. Esqueceram rapidamente o hábito da geração anterior de se fazer deslocar a pé, de bicicleta e de comboio, para muito curtas, curtas e longas distâncias respectivamente, e a memória destes meios de locomoção ficou indelevelmente apegada a uma época de privação de meios económicos e de conjunturas sociais adversas. O automóvel surgiu como um sinal de progresso e riqueza e rapidamente se tornou o padrão para a mobilidade dentro e fora das cidades. E assim continuou até chegarmos à situação actual, com evidências de ser cada vez mais incomportável a vários níveis. Recentemente, talvez devido à crise económica e à crescente consciência ecológica, uma muito estreita faixa da população tem vindo a colocar a hipótese de voltar a utilizar meios de transporte mais suaves, mais eficientes do ponto de vista energético, menos poluentes, que promovam uma maior actividade física e que, consequentemente, beneficiem a saúde. A bicicleta é um deles. É tempo talvez das autoridades competentes olharem a sério para este facto e aproveitarem esta disposição que pode não durar muito se não for acarinhada. Muitos esperam apenas que alguém lhes faça ver que existem outras alternativas ou então sentirem que podem ir para o trabalho a quatro ou cinco quilómetros de casa em quinze minutos sem risco de terem um acidente grave. Um sério e ponderado investimento nestes meios de transporte talvez se justifique a médio e a longo prazo, com reflexos na economia, no Sistema Nacional de Saúde e na felicidade colectiva da população. Afinal, apenas devido a acidentes de viação, e segundo dados da ANSR referentes a 2015, morreram nesse ano em Portugal 363 condutores, 84 passageiros e 146 peões. E daí também resultaram 1975 feridos graves. Destes, uma grande percentagem foi de crianças. As "tragédias" são-no pelo enquadramento que se lhes dá, mas estes números equivalem bem a uma mão cheia de atentados terroristas ou a duas ou três quedas de aviões cheios de portugueses apenas durante um ano. Talvez não fosse má ideia pensar nisto como uma oportunidade de fazer alguma coisa e, principalmente, alterar políticas, mentalidades e comportamentos."

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Proposta de redução de sacos de plástico - Wells

"Acabei de comprar uma pequena caixa de comprimidos na Wells. Como sempre, a funcionária colocou a pequena caixa num saco de plástico.​
Trate-se de um xarope de 500g, trate-se de uma caixa de comprimidos de 20g, sempre um saco. Seja algo volumoso ou minúsculo, não importa se a pessoa tem ou não onde guardar (saco de senhora; pasta; bolso; ...), é sempre dado um saco.
Sabemos qual o destino desses sacos mal se chega a casa: na melhor das hipóteses colocado na reciclagem, com frequência no lixo normal e muitas vezes simplesmente largado no ambiente.

Como sabem, um dos grandes problemas que criámos, e que põe em causa a saúde da humanidade (e naturalmente dos restantes organismos vivos), talvez mesmo a sua sobrevivência, é a gigantesca e crescente proliferação de plástico na natureza, grande parte do qual é plástico descartável, nomeadamente sacos.
As farmácias são lugares de promoção da saúde. Gostaria de as ver como parte da solução, e não do problema.

Por isso, venho propor à Wells, como detentora de muitas farmácias, e por isso com um grande impacto neste tema, que

1) Os funcionários, em vez de distribuírem  um saco por cada cada compra por iniciativa própria, sem questionarem o cliente, passem a perguntar sempre ao cliente "Precisa de saco?", e não "Quer saco?"
Naturalmente muitas pessoas, igualmente não alertadas ou desinteressadas do problema, aceitarão sem pensar no assunto, mas outras talvez pensem se precisam mesmo daquele saco e não o aceitem.

2) melhor que a anterior: eliminar totalmente os sacos de plástico. Em vez de distribuírem  um saco de plástico por cada cada compra por iniciativa própria, sem questionarem o cliente, passem a perguntar sempre ao cliente "Precisa de saco?", e , em caso afirmativo, utilizem exclusivamente sacos de papel, sem asas, como já são utilizados em muitos outros estabelecimentos.


Estou certo que qualquer uma das duas medidas teria um impacto global nacional muito positivo, dado o elevado número de pontos de distribuição. Para além do bem estar dos presentes e da saúde da economia, gostaria que os meus filhos tivessem futuro."



Algumas semanas depois, a resposta que nada promete:

"Tivemos conhecimento da sugestão de V. Exa. relativa a “Sacos de plástico” efetuada via Continente Online, na loja Well’s Saúde do Vasco da Gama e informamos que mereceu a nossa melhor atenção.

Antes de mais, agradecemos a sugestão apresentada e lamentamos por apenas agora nos ser possível responder.

Em relação ao assunto que nos expõe, gostaríamos de informar que já encaminhamos esta situação para a respetiva Direção."

O Tejo está a morrer

"O Tejo está a morrer."

Quem vive na zona da grande Lisboa não se apercebe desta realidade. É uma população crescentemente alheada da natureza e da ligação que temos com ela, queiramos ou não. Por maior que seja a seca, ou a escassez de alguns alimentos, as condutas continuam a alimentar o consumo irracional de água, os porta-contentores e camiões mantêm o fluxo de alimentos, do interior de Portugal ou do outro lado do mundo.

O rio ali é essencialmente mar, e o mar não está a secar - ao contrário, o seu nível médio até está a subir. Ao longo dos últimos anos, fruto de investimentos em saneamento e afastamento de indústria poluente, a qualidade a água até terá melhorado muito.
E no entanto quanta responsabilidade, pela quantidade, mas também pela atitude, tem esta imensa população na morte do rio!

Com quando desperdiçamos água, tal como ao lavar a louça com a torneira no máximo durante 20 minutos (para depois a máquina de louça voltar a lavar), ou lavamos dentes ou fazemos a barba com a torneira sempre bem aberta - é que esta água é retirada diretamente da bacia hidrográfica do Tejo e aquela que atiramos esgoto abaixo não passará debaixo das pontes desde o Zêzere até à foz.

Quando desperdiçamos papel, como ao retirar 6 ou 7 folhas de papel para secar uns míseros mililitros de água das mãos - é que este papel é produzido nomeadamente em celuloses nas margens do Tejo, que contribuem para o poluir. Os eucaliptos que alimentam estas máquinas económicas, por sua vez, contribuem eles também para degradar as encostas do sistema hidrográfico do Tejo.

Quando desperdiçamos energia elétrica, estamos a promover o represamento de água nas múltiplas barragens do Tejo e seus afluentes, e a promover a construção de novas. Com menores necessidades de energia, as empresas exploradoras poderiam libertar mais caudal para dar vida ao rio.

Quando compramos vegetais em quantidade suficiente para comer e desperdiçar, só porque temos dinheiro para tal e os preços são baixos, nomeadamente os produzidos nas zonas do sul de Espanha irrigadas com transvases do Tejo, estamos a desviar a água que deveria correr até Portugal. Se comprarmos apenas o que consumirmos, sem desperdício, reduziremos a necessidade de roubar água ao Tejo.



Talvez a culpa da morte do Tejo não seja só d´"ELES." Se calhar, todos somos responsáveis por isso, e todos podemos fazer alguma coisa para inverter a situação.
Mas é tão mais confortável dizer que "ELES" não fazem nada...



https://www.publico.pt/2017/11/19/sociedade/noticia/guerra-da-agua-e-poluicao-no-tejo-espanhol-ameacam-portugal-1793077

https://www.publico.pt/2017/11/19/fotogaleria/o-tejo-esta-a-morrer-em-espanha-379102

sábado, 18 de novembro de 2017

Excesso de sacos de plástico nos mercados tradicionais

Também no comércio tradicional o uso e abuso de sacos de plástico continua.
Estes são exemplos de um mercado semanal.
Apesar do pão ou do queijo já terem sacos, apesar da esmagadora maioria dos compradores frequentarem o mercado com um carro de compras ou com sacos grandes, pois compram bastante, o gesto dos vendedores é automático: não perguntam, e não se perguntam se o comprador precisa de saco. Sacos dentro de sacos. Sacos que não servem para nada assim que entram no carrinho de compras. O destino é o lixo mal se chega a casa.

Pode parecer pouco significativo, quando comparado com as grandes superfícies. Mas há mercados tradicionais com muita procura, e estes vendedores fazem mercados diariamente. Trata-se na realidade de enormes quantidades de plástico.





quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Proposta de redução de sacos de plástico - Associação Nacional de Farmácias

Enviada por email proposta à ANF:

Em qualquer farmácia, e por qualquer tipo de compra que se faça, seja qual for o peso, o tamanho ou a quantidade, o funcionário coloca os produtos num saco de plástico (eventualmente haverá exceções, mas esta é a minha experiência em todas as farmácias onde compro).
Trate-se de um xarope de 500g, trate-se de uma caixa de comprimidos de 20g, sempre um saco. Seja algo volumoso ou minúsculo, não importa se a pessoa tem ou não onde guardar (saco de senhora; pasta; bolso; ...), é sempre dado um saco.
Sabemos qual o destino desses sacos mal se chega a casa: na melhor das hipóteses colocado na reciclagem, com frequência no lixo normal e muitas vezes simplesmente largado no ambiente.

Como sabem, um dos grandes problemas que criámos, e que põe em causa a saúde da humanidade (e naturalmente dos restantes organismos vivos), talvez mesmo a sua sobrevivência, é a gigasntescas e crescente proliferação de plástico na natureza, grande parte do qual é plástico descartável, nomeadamente sacos.
As farmácias são lugares de promoção da saúde. Gostaria de as ver como parte da solução, e não do problema.

Por isso, venho propor à ANF, como representante de centenas ou milhares de farmácias, e por isso com um grande impacto neste tema, que

1) As farmácias, em vez de distribuírem  um saco por cada cada compra por iniciativa própria, sem questionarem o cliente, passem a perguntar sempre ao cliente "Precisa de saco?", e não "Quer saco?"
Naturalmente muitas pessoas, igualmente não alertadas ou desinteressadas do problema, aceitarão sem pensar no assunto, mas outras talvez pensem se precisam mesmo daquele saco e não o aceitem.

2) melhor que a anterior: eliminar totalmente os sacos de plástico. Em vez de distribuírem  um saco de plástico por cada cada compra por iniciativa própria, sem questionarem o cliente, passem a perguntar sempre ao cliente "Precisa de saco?", e , em caso afirmativo, utilizem exclusivamente sacos de papel, sem asas, como já são utilizados em muitos outros estabelecimentos.


Estou certo que qualquer uma das duas medidas teria um impacto global nacional muito positivo, dado o elevado número de pontos de distribuição.




Resposta alguns dias depois:

"Informamos que a sustentabilidade ambiental é uma das áreas de intervenção das Farmácias Portuguesas.

Neste âmbito, a participação das Farmácias, através desta Associação, na sociedade Valormed, como projecto ambiental e de responsabilidade social na gestão dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso, permite recolher anualmente cerca de 1.000 toneladas de resíduos.

Quanto ao exposto, acolhemos com interesse a sua sugestão, que procuraremos materializar no reforço da intervenção ambiental das Farmácias Portuguesas."

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Excesso de embalagens



No Continente, para 5 sardinhas, 3 sacos de plástico. Trabalhando para a sustentabilidade?
Sempre que peço para evitar um saco, olham-me como a um extra terrestre. É preciso que os empregados não forcem a distribuição de sacos, antes promovam o contrário.



Mentalidade de plástico



Levei uma caixa para colocar o peixe no Pingo Doce. A funcionária da peixaria lá fez o que lhe pedi. Mas no fim ainda tive que insistir, queria ainda assim meter a caixa num saco apenas para poder colar a etiqueta.


Chego à caixa, a funcionária olhou o "artigo" por todos os lados. Alguns momentos depois pergunta quem é que tinha feito aquilo. Disse-lhe que foi na peixaria. Ela que aquilo não se pode fazer, "eles" não querem...

As nossas associações ambientalistas poderiam ajudar a combater esta praga do plástico, começando apenas por mudar a atitude dos empregados (por instruções dos empregadores, claro).



quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Proposta de redução de sacos - FNAC e WORTEN

Até à data, nenhuma resposta da FNAC:


"Nas lojas, os operadores das caixas colocam qualquer artigo, seja grande, seja minúsculo, seja frágil, seja robusto, num saco, sem perguntar ao cliente.
Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Fnac também tenha preocupações ambientais, este seria um passo positivo.
Obrigado"



Mesma questão à Worten:

"Nas lojas, os operadores das caixas colocam qualquer artigo, seja grande, seja minúsculo, seja frágil, seja robusto, num saco, sem perguntar ao cliente.

​ Ainda há uns dias, uma pen drive, que pesa alguns gramas e tens uns 100cm2, lá ia para um saco se eu não o recusasse.​

Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Worten t​ambém tenha preocupações ambientais
; ​este seria um passo ​muito ​positivo​ pela sua dimensão no mercado.​

Obrigado"




Entretanto a Worten, depois de uma resposta inicial vazia e standard, respondeu que a sugestão vai ser analisada.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Yes we can

Acordo às 7:25.
Às 8:00 saio para acompanhar os meus filhos à escola, a pé e/ou de bicicleta, conforme os dias.
Gasto nisto cerca de meia hora. Às 9:30 estou no meu trabalho em Lisboa, a 30 kms de distância, depois de utilizar 2 comboios e a bicicleta. Nos dias em que não vou levar os filhos à escola, chego às 9:00.
Levá-los a pé ou de bicicleta custa meia hora. É possível, sem carro, e trabalhando a 30km de distância. Mas claro, não é possível para mais ninguém, há sempre um mas.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Proposta para a Avenida da República, Parede, em SET2013

Proposta apresentada à Câmara Municipal de Cascais em SET 2013

Introdução

O troço da Avenida da República, na Parede, entre a Praceta António Sérgio e a Rua Dr. Câmara Pestana tem elevado volume de trânsito. Apresenta do seu lado esquerdo (sentido Parede -> Carcavelos) um passeio contínuo mas com más condições de utilização. Não garante continuidade a partir do cruzamento com a Avenida Amadeu Duarte e, por estar do lado da rua junto do qual o trânsito circula, é um passeio desagradável e perigoso para a circulação pedonal. No lado direito da rua existe descontinuidade de passeio. A nova urbanização Rosa Maria dotou a rua de passeio de qualidade nessa zona. O restante troço, porém, tem deficiências ou o passeio não existe de todo. O meu pedido, que explico abaixo, vem no sentido de aproveitar o impulso dado por esta urbanização e criar um corredor pedonal com segurança e agradável, com largura e sem desníveis, entre o cruzamento com a Av Amadeu Duarte e a Rua Dr Câmara Pestana, nesta que é uma espinha dorsal da Parede, tanto em volume de trânsito como em circulação pedonal. A partir da Rua Dr Câmara Pestana, a Av da República tem um passeio recente que, apesar de ter sido construído estreito, garante segurança e qualidade de circulação daí em diante. Adicionalmente, o meu pedido prevê a reorganização e criação de melhor estacionamento neste troço da Avenida, assim como o início da ciclovia que a revisão do PDM em curso prevê.





Local - enquadramento




Troço da Avenida da República, na Parede, entre a Praceta António Sérgio e a Rua Dr. Câmara Pestana.

Caracterização








Características 

• Rua larga, com capacidade para mais de duas faixas de rodagem na maioria do traçado em causa
• Mas via de de sentido único
• Elevado fluxo de trânsito 

Problemas de circulação pedonal

• Passeio esquerdo (sentido Parede -> Carcavelos) estreito em diversos troços, inclinado e escorregadio, perigoso, reduzido por sebes constantemente mal aparadas em diversos pontos
• Passeio esquerdo está junto do trânsito que circula a velocidade elevada
• Passeio direito com descontinuidades, inexistente numa parte, ocupado por automóveis estacionados, com desníveis de lancis


Passeio direito, problemas por troços



Zona A – troço até Praceta António Sérgio
• Passeio muito estreio, apesar da via permitir uma faixa de estacionamento automóvel deste lado do passeio

Zona B – em frente do novo empreendimento Rosa Maria
• Nesta zona o passeio é bom e o estacionamento está ordenado. Com o empreendimento, porém, o fim do passeio termina num lancil, que deve ser eliminado

Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos
• Nesta zona a rua alarga ainda mais, mas na prática não existe qualquer passeio, uma vez que os carros estacionam (como se pode ver acima). Os peões circulam em terra de ninguém, entre os carros estacionados e os carros em circulação rápida. Falta passadeira para atravessar a rua de acesso à Praceta dos Plátanos 

Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana
• A rua continua larga, mas o passeio é desnecessariamente estreito. Os carros estacionam em espinha, ocupando o passeio


Detalhe – zona A


Zona A – troço até Praceta António Sérgio
• Passeio vem estreitando a partir da Urbanização Quinta de Santo António
• No entanto a rua é larga o suficiente para que se alargue o passeio, mesmo mantendo o estacionamento





Detalhe – zona C

Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos
• Passeio em frente ao Rosa Maria está a terminar num desnível em lancil, em vez de rampa
• A seguir, existe um espaço largo, com uma espécie de estacionamento, que os automóveis ocupam de qualquer maneira, não deixando qualquer passeio livre. Os peões têm que circular entre os carros que estejam estacionados e os veículos em movimento na rua
• No fim deste troço, não existe passadeira para atravessar o acesso à Praceta dos Plátanos







• Detalhe, com paragem de autocarro, com um estacionamento que é ocupado pelos carros
• Falta passadeira à frente



Detalhe – zona D





Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana

• Apesar da rua larguíssima, o passeio é estreio e ainda é ocupado pelos automóveis em espinha
• Os contentes do lixo esperam o peão que atravessa em direcção a esse passeio




• Estacionamento longitudinal, recente, apesar da rua larga, que os automóveis não respeitam estacionando em espinha


Proposta – linhas gerais





1. Redimensionar a via em todo este troço de modo que tenha a largura de 1,5 faixas de rodagem. Ie, que permita fluidez de trânsito em condições normais e que permita a passagem fácil a qualquer veículo mesmo que outro esteja parado na via por qualquer razão.

2. Fazer do lado direito um passeio digno, seguro e agradável (julgo que é perfeitamente possível que tenha 2 metros de largura em toda a sua extensão), sem qualquer lancil (ie, todos os desníveis devem ser em rampa suave) e com passadeira para atravessar o acesso à Praceta dos Plátanos

3. Dotar o passeio de pilaretes onde não exista estacionamento em espinha

4. Fazer estacionamento em todos os locais onde seja possível, de preferência perpendicular à via/em espinha

5. Implementar ciclovia de sentido único neste troço, de acordo com proposta constante na revisão do PDM em curso, documento Mobilidade e Acessibilidades, 01.04.02B

Proposta– zona A



Zona A – troço até Praceta António Sérgio

• Alargar passeio à custa da via, que ainda manterá a largura suficiente
• Manter estacionamento longitudinal
• Para já, não fazer ciclovia neste troço (fazê-la eliminaria o estacionamento) , uma vez que a velocidade de trânsito nesta zona permite a coexistência de veículos automóveis e bicicletas

Proposta– zona C



Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos

• Passeio deverá ser construído na zona mais à direita, encostado à sebe, dando sequência ao existente em frente do Rosa Maria
• Plantar árvores no novo passeio
• Deverá ser possível construir estacionamento perpendicular à via, ou pelo menos em espinha
• Fazer ciclovia. Para isto, bastará marcar o pavimento e colocar alguma sinalização vertical
• Fazer passadeira para atravessar acesso à Praceta dos Plátanos
• Eliminar lancis, criando rampas suaves quando necessário


Proposta– zona D







Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana

• Retirar os contentores do ponto de atravessamento da rua
• Alargar passeio se necessário
• Plantar árvores
• Formalizar o estacionamento perpendicular ou em espinha. Impedir ocupação de passeio pelos automóveis
• Continuar a ciclovia até ao cruzamento com a Rua Dr Câmara Pestana. Esta rua e a Rua Dr Manuel de Arriaga, para as quais o PDM prevê também ciclovia, não necessitam tanto dela, coexistindo melhor o trânsito automóvel com as bicicletas. Ainda assim, seria um grande progresso tornar estas duas ruas de sentido único, e implementar ciclovia até à estação de Carcavelos, conforme previsto no PDM.

Anexo 1 – ciclovia proposta no PDM




In PDM Cascais 2013, http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/01-04-02b_acessibilidades.pdf , Mobilidade e Acessibilidades, 01.04.02B