domingo, 14 de janeiro de 2018
Biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian
sábado, 6 de janeiro de 2018
As migalhas para os peões em Cascais
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
A sociedade viciada no automóvel
De João A M Santos, no Facebook em DEZ2017:
"Porque é Natal...
A sociedade ocidental, e a portuguesa também, naquilo que nos diz respeito, vive neste momento uma crise de paradigmas de mobilidade devida ao crescente aumento e utilização (sim, são coisas diferentes) do parque automóvel, e dos veículos motorizados de uma forma geral, nos seus centros urbanos. Sem querer fazer a apologia (ou detracção) de qualquer meio de transporte em particular, creio que podemos afirmar que, no caso da sociedade portuguesa, o leque de alternativas de transporte é menor que em outros países europeus. Mesmo que essa limitação esteja no interior de cada um. Basta irmos a Barcelona para verificarmos a quantidade de "scooters" existente relativamente ao número de automóveis, ou ir a qualquer cidade holandesa ou alemã para verificarmos o número de bicicletas que por lá circulam diariamente. Nestes últimos casos, estamos a falar de números que, para os nossos padrões, são astronómicos. Em Amesterdão, por exemplo, onde mais de 60% da população utiliza diariamente a bicicleta, podemos ter um fluxo destas, em certas artérias, que ombreia com o fluxo de veículos na CRIL em Lisboa ou na VCI no Porto. Na Alemanha, mas não só, vemos pessoas já de certa idade (idade para ter juízo, diremos nós), a ir diariamente para o seu local de trabalho de bicicleta: dar aulas numa universidade ou trabalhar num hospital, por exemplo. Em Portugal, salvo algumas excepções, estas situações são inexistentes. Nos grandes centros urbanos, a percentagem de pessoas que usa a bicicleta como meio de transporte primário, ou que se desloca diariamente quatro quilómetros (cerca de quarenta minutos) a pé para ir trabalhar, é, infelizmente, muito reduzido. Mas nem sempre foi assim. A motorização da população durante os anos 60 e 70 do século passado foi galopante em Portugal e, contrariamente ao que aconteceu noutros países europeus, os restantes meios de transporte não conseguiram acompanhar esta tendência e oferecer alternativas. Nos anos 80 e 90, seguiu-se a mesma orientação: acabaram-se com linhas de comboio e alcatroou-se Portugal do Norte ao Sul com auto-estradas. Algumas, manifestamente de pouca utilidade. Ao mesmo tempo, os acessos pedonais, as bicicletas e os transportes públicos não seguiram a mesma tendência de crescimento, sofrendo, em alguns casos e em alguns locais, uma implosão quase total. Com este processo, a sua memória colectiva apagou-se. A geração nascida por volta da segunda guerra mundial foi praticamente a primeira a ser influenciada pelo novo paradigma, e a ser massivamente "encartada" e orientada para a condução de veículos automóveis. Esqueceram rapidamente o hábito da geração anterior de se fazer deslocar a pé, de bicicleta e de comboio, para muito curtas, curtas e longas distâncias respectivamente, e a memória destes meios de locomoção ficou indelevelmente apegada a uma época de privação de meios económicos e de conjunturas sociais adversas. O automóvel surgiu como um sinal de progresso e riqueza e rapidamente se tornou o padrão para a mobilidade dentro e fora das cidades. E assim continuou até chegarmos à situação actual, com evidências de ser cada vez mais incomportável a vários níveis. Recentemente, talvez devido à crise económica e à crescente consciência ecológica, uma muito estreita faixa da população tem vindo a colocar a hipótese de voltar a utilizar meios de transporte mais suaves, mais eficientes do ponto de vista energético, menos poluentes, que promovam uma maior actividade física e que, consequentemente, beneficiem a saúde. A bicicleta é um deles. É tempo talvez das autoridades competentes olharem a sério para este facto e aproveitarem esta disposição que pode não durar muito se não for acarinhada. Muitos esperam apenas que alguém lhes faça ver que existem outras alternativas ou então sentirem que podem ir para o trabalho a quatro ou cinco quilómetros de casa em quinze minutos sem risco de terem um acidente grave. Um sério e ponderado investimento nestes meios de transporte talvez se justifique a médio e a longo prazo, com reflexos na economia, no Sistema Nacional de Saúde e na felicidade colectiva da população. Afinal, apenas devido a acidentes de viação, e segundo dados da ANSR referentes a 2015, morreram nesse ano em Portugal 363 condutores, 84 passageiros e 146 peões. E daí também resultaram 1975 feridos graves. Destes, uma grande percentagem foi de crianças. As "tragédias" são-no pelo enquadramento que se lhes dá, mas estes números equivalem bem a uma mão cheia de atentados terroristas ou a duas ou três quedas de aviões cheios de portugueses apenas durante um ano. Talvez não fosse má ideia pensar nisto como uma oportunidade de fazer alguma coisa e, principalmente, alterar políticas, mentalidades e comportamentos."
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Proposta de redução de sacos de plástico - Wells
Algumas semanas depois, a resposta que nada promete:
"Tivemos conhecimento da sugestão de V. Exa. relativa a “Sacos de plástico” efetuada via Continente Online, na loja Well’s Saúde do Vasco da Gama e informamos que mereceu a nossa melhor atenção.
O Tejo está a morrer
Quem vive na zona da grande Lisboa não se apercebe desta realidade. É uma população crescentemente alheada da natureza e da ligação que temos com ela, queiramos ou não. Por maior que seja a seca, ou a escassez de alguns alimentos, as condutas continuam a alimentar o consumo irracional de água, os porta-contentores e camiões mantêm o fluxo de alimentos, do interior de Portugal ou do outro lado do mundo.
O rio ali é essencialmente mar, e o mar não está a secar - ao contrário, o seu nível médio até está a subir. Ao longo dos últimos anos, fruto de investimentos em saneamento e afastamento de indústria poluente, a qualidade a água até terá melhorado muito.
E no entanto quanta responsabilidade, pela quantidade, mas também pela atitude, tem esta imensa população na morte do rio!
Com quando desperdiçamos água, tal como ao lavar a louça com a torneira no máximo durante 20 minutos (para depois a máquina de louça voltar a lavar), ou lavamos dentes ou fazemos a barba com a torneira sempre bem aberta - é que esta água é retirada diretamente da bacia hidrográfica do Tejo e aquela que atiramos esgoto abaixo não passará debaixo das pontes desde o Zêzere até à foz.
Quando desperdiçamos papel, como ao retirar 6 ou 7 folhas de papel para secar uns míseros mililitros de água das mãos - é que este papel é produzido nomeadamente em celuloses nas margens do Tejo, que contribuem para o poluir. Os eucaliptos que alimentam estas máquinas económicas, por sua vez, contribuem eles também para degradar as encostas do sistema hidrográfico do Tejo.
Quando desperdiçamos energia elétrica, estamos a promover o represamento de água nas múltiplas barragens do Tejo e seus afluentes, e a promover a construção de novas. Com menores necessidades de energia, as empresas exploradoras poderiam libertar mais caudal para dar vida ao rio.
Quando compramos vegetais em quantidade suficiente para comer e desperdiçar, só porque temos dinheiro para tal e os preços são baixos, nomeadamente os produzidos nas zonas do sul de Espanha irrigadas com transvases do Tejo, estamos a desviar a água que deveria correr até Portugal. Se comprarmos apenas o que consumirmos, sem desperdício, reduziremos a necessidade de roubar água ao Tejo.
Talvez a culpa da morte do Tejo não seja só d´"ELES." Se calhar, todos somos responsáveis por isso, e todos podemos fazer alguma coisa para inverter a situação.
Mas é tão mais confortável dizer que "ELES" não fazem nada...
https://www.publico.pt/2017/11/19/sociedade/noticia/guerra-da-agua-e-poluicao-no-tejo-espanhol-ameacam-portugal-1793077
https://www.publico.pt/2017/11/19/fotogaleria/o-tejo-esta-a-morrer-em-espanha-379102
sábado, 18 de novembro de 2017
Excesso de sacos de plástico nos mercados tradicionais
Estes são exemplos de um mercado semanal.
Apesar do pão ou do queijo já terem sacos, apesar da esmagadora maioria dos compradores frequentarem o mercado com um carro de compras ou com sacos grandes, pois compram bastante, o gesto dos vendedores é automático: não perguntam, e não se perguntam se o comprador precisa de saco. Sacos dentro de sacos. Sacos que não servem para nada assim que entram no carrinho de compras. O destino é o lixo mal se chega a casa.
Pode parecer pouco significativo, quando comparado com as grandes superfícies. Mas há mercados tradicionais com muita procura, e estes vendedores fazem mercados diariamente. Trata-se na realidade de enormes quantidades de plástico.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Proposta de redução de sacos de plástico - Associação Nacional de Farmácias
Em qualquer farmácia, e por qualquer tipo de compra que se faça, seja qual for o peso, o tamanho ou a quantidade, o funcionário coloca os produtos num saco de plástico (eventualmente haverá exceções, mas esta é a minha experiência em todas as farmácias onde compro).
Resposta alguns dias depois:
"Informamos que a sustentabilidade ambiental é uma das áreas de intervenção das Farmácias Portuguesas.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Excesso de embalagens
Mentalidade de plástico
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Big brother is watching you, na China (e em todo o lado)
http://www.wired.co.uk/
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Proposta de redução de sacos - FNAC e WORTEN
"Nas lojas, os operadores das caixas colocam qualquer artigo, seja grande, seja minúsculo, seja frágil, seja robusto, num saco, sem perguntar ao cliente.
Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Fnac também tenha preocupações ambientais, este seria um passo positivo.
Obrigado"
Mesma questão à Worten:
Essa distribuição de sacos é um desperdício e um atentado ambiental.
Porque não alterar o procedimento e perguntar ao cliente se "precisa" (não é se "quer") de um saco?
Imagino que a Worten também tenha preocupações ambientais; este seria um passo muito positivo pela sua dimensão no mercado.
Obrigado"
Entretanto a Worten, depois de uma resposta inicial vazia e standard, respondeu que a sugestão vai ser analisada.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Yes we can
Às 8:00 saio para acompanhar os meus filhos à escola, a pé e/ou de bicicleta, conforme os dias.
Gasto nisto cerca de meia hora. Às 9:30 estou no meu trabalho em Lisboa, a 30 kms de distância, depois de utilizar 2 comboios e a bicicleta. Nos dias em que não vou levar os filhos à escola, chego às 9:00.
Levá-los a pé ou de bicicleta custa meia hora. É possível, sem carro, e trabalhando a 30km de distância. Mas claro, não é possível para mais ninguém, há sempre um mas.
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Proposta para a Avenida da República, Parede, em SET2013
Introdução
O troço da Avenida da República, na Parede, entre a Praceta António Sérgio e a Rua Dr. Câmara Pestana tem elevado volume de trânsito. Apresenta do seu lado esquerdo (sentido Parede -> Carcavelos) um passeio contínuo mas com más condições de utilização. Não garante continuidade a partir do cruzamento com a Avenida Amadeu Duarte e, por estar do lado da rua junto do qual o trânsito circula, é um passeio desagradável e perigoso para a circulação pedonal. No lado direito da rua existe descontinuidade de passeio. A nova urbanização Rosa Maria dotou a rua de passeio de qualidade nessa zona. O restante troço, porém, tem deficiências ou o passeio não existe de todo. O meu pedido, que explico abaixo, vem no sentido de aproveitar o impulso dado por esta urbanização e criar um corredor pedonal com segurança e agradável, com largura e sem desníveis, entre o cruzamento com a Av Amadeu Duarte e a Rua Dr Câmara Pestana, nesta que é uma espinha dorsal da Parede, tanto em volume de trânsito como em circulação pedonal. A partir da Rua Dr Câmara Pestana, a Av da República tem um passeio recente que, apesar de ter sido construído estreito, garante segurança e qualidade de circulação daí em diante. Adicionalmente, o meu pedido prevê a reorganização e criação de melhor estacionamento neste troço da Avenida, assim como o início da ciclovia que a revisão do PDM em curso prevê.
Local - enquadramento
Troço da Avenida da República, na Parede, entre a Praceta António Sérgio e a Rua Dr. Câmara Pestana.
Caracterização
Características
• Rua larga, com capacidade para mais de duas faixas de rodagem na maioria do traçado em causa
• Mas via de de sentido único
• Elevado fluxo de trânsito
Problemas de circulação pedonal
• Passeio esquerdo (sentido Parede -> Carcavelos) estreito em diversos troços, inclinado e escorregadio, perigoso, reduzido por sebes constantemente mal aparadas em diversos pontos
• Passeio esquerdo está junto do trânsito que circula a velocidade elevada
• Passeio direito com descontinuidades, inexistente numa parte, ocupado por automóveis estacionados, com desníveis de lancis
Passeio direito, problemas por troços
Zona A – troço até Praceta António Sérgio
• Passeio muito estreio, apesar da via permitir uma faixa de estacionamento automóvel deste lado do passeio
Zona B – em frente do novo empreendimento Rosa Maria
• Nesta zona o passeio é bom e o estacionamento está ordenado. Com o empreendimento, porém, o fim do passeio termina num lancil, que deve ser eliminado
Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos
• Nesta zona a rua alarga ainda mais, mas na prática não existe qualquer passeio, uma vez que os carros estacionam (como se pode ver acima). Os peões circulam em terra de ninguém, entre os carros estacionados e os carros em circulação rápida. Falta passadeira para atravessar a rua de acesso à Praceta dos Plátanos
Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana
• A rua continua larga, mas o passeio é desnecessariamente estreito. Os carros estacionam em espinha, ocupando o passeio
Detalhe – zona A
Zona A – troço até Praceta António Sérgio
• Passeio vem estreitando a partir da Urbanização Quinta de Santo António
• No entanto a rua é larga o suficiente para que se alargue o passeio, mesmo mantendo o estacionamento
Detalhe – zona C
Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos
• Passeio em frente ao Rosa Maria está a terminar num desnível em lancil, em vez de rampa
• A seguir, existe um espaço largo, com uma espécie de estacionamento, que os automóveis ocupam de qualquer maneira, não deixando qualquer passeio livre. Os peões têm que circular entre os carros que estejam estacionados e os veículos em movimento na rua
• No fim deste troço, não existe passadeira para atravessar o acesso à Praceta dos Plátanos
• Detalhe, com paragem de autocarro, com um estacionamento que é ocupado pelos carros
• Falta passadeira à frente
Detalhe – zona D
Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana
• Apesar da rua larguíssima, o passeio é estreio e ainda é ocupado pelos automóveis em espinha
• Os contentes do lixo esperam o peão que atravessa em direcção a esse passeio
• Estacionamento longitudinal, recente, apesar da rua larga, que os automóveis não respeitam estacionando em espinha
Proposta – linhas gerais
1. Redimensionar a via em todo este troço de modo que tenha a largura de 1,5 faixas de rodagem. Ie, que permita fluidez de trânsito em condições normais e que permita a passagem fácil a qualquer veículo mesmo que outro esteja parado na via por qualquer razão.
2. Fazer do lado direito um passeio digno, seguro e agradável (julgo que é perfeitamente possível que tenha 2 metros de largura em toda a sua extensão), sem qualquer lancil (ie, todos os desníveis devem ser em rampa suave) e com passadeira para atravessar o acesso à Praceta dos Plátanos
3. Dotar o passeio de pilaretes onde não exista estacionamento em espinha
4. Fazer estacionamento em todos os locais onde seja possível, de preferência perpendicular à via/em espinha
5. Implementar ciclovia de sentido único neste troço, de acordo com proposta constante na revisão do PDM em curso, documento Mobilidade e Acessibilidades, 01.04.02B
Proposta– zona A
Zona A – troço até Praceta António Sérgio
• Alargar passeio à custa da via, que ainda manterá a largura suficiente
• Manter estacionamento longitudinal
• Para já, não fazer ciclovia neste troço (fazê-la eliminaria o estacionamento) , uma vez que a velocidade de trânsito nesta zona permite a coexistência de veículos automóveis e bicicletas
Proposta– zona C
Zona C – desde o empreendimento Rosa Maria até à Praceta dos Plátanos
• Passeio deverá ser construído na zona mais à direita, encostado à sebe, dando sequência ao existente em frente do Rosa Maria
• Plantar árvores no novo passeio
• Deverá ser possível construir estacionamento perpendicular à via, ou pelo menos em espinha
• Fazer ciclovia. Para isto, bastará marcar o pavimento e colocar alguma sinalização vertical
• Fazer passadeira para atravessar acesso à Praceta dos Plátanos
• Eliminar lancis, criando rampas suaves quando necessário
Proposta– zona D
Zona D – desde a Praceta dos Plátanos à Rua Dr. Câmara Pestana
• Retirar os contentores do ponto de atravessamento da rua
• Alargar passeio se necessário
• Plantar árvores
• Formalizar o estacionamento perpendicular ou em espinha. Impedir ocupação de passeio pelos automóveis
• Continuar a ciclovia até ao cruzamento com a Rua Dr Câmara Pestana. Esta rua e a Rua Dr Manuel de Arriaga, para as quais o PDM prevê também ciclovia, não necessitam tanto dela, coexistindo melhor o trânsito automóvel com as bicicletas. Ainda assim, seria um grande progresso tornar estas duas ruas de sentido único, e implementar ciclovia até à estação de Carcavelos, conforme previsto no PDM.
Anexo 1 – ciclovia proposta no PDM
In PDM Cascais 2013, http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/gerais/01-04-02b_acessibilidades.pdf , Mobilidade e Acessibilidades, 01.04.02B
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
7-anos-7 para resolver passeio perigoso
Foram preciso 7 anos de insistências, propostas e reuniões para obter esta solução de ponte pedonal + passadeira, que havia sugerido já em 2011.
Uma boa solução, que só peca por (muito) demorada.
Antes:




















