quarta-feira, 9 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
Se o ridículo matasse
Param a frente de um restaurante, onde está um carro em cima do passeio e em cima da passadeira.
Perguntam de quem é o veículo, lá vem o dono tirá -lo.
Tudo perfeito.
Exceto que à volta o passeio está pejado de carros, vários dos quais obrigam o peão a andar pela estrada.
Que logo a seguir tenha que circular pela estrada, tudo bem.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
35h de trabalho
De 40 horas de horário - os que ainda o têm - vão passar a trabalhar 35. Será uma revolução na produtividade, pelo que vão sobrar muitos funcionários - aumento do desemprego.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Mobilidade pedonal em Cascais - inconsistência de práticas
Agora vejamos o tratamento dado aos peões.
Ao mesmo tempo que noutras zonas do concelho, nomeadamente na Parede, se fazem intervenções para transformar lancis em rampas nos passeios (e bem), aqui o peão é presenteado com 3 degraus num curtíssimo espaço (alem de um contentor de lixo, logo para começar) . Isto depois de intervenção na zona, repito.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Déficit de rua
Há 40 anos este baldio seria a delícia e o domínio das crianças.
Hoje os pais não as deixam sair de casa, e elas, agarradas aos seus milhentos brinquedos, também não querem.
Hoje o baldio é a triste casa de banho da praga que são os cães.
domingo, 24 de janeiro de 2016
ISP
Os cartéis da droga e os fabricantes de tabaco sabem bem o que são vícios e como os explorar. Os primeiros não têm que fazer nada, além de correrem os riscos do seu negócio fora da lei. Os segundos, dentro da lei, combatidos mas muito tolerados, lá adicionam mais umas substâncias para não correrem o risco de perder os fumadores.
Os Estados não ganham com os primeiros, mas ganham bastante com os segundos, pelo menos no curto prazo.
O governo vai agora explorar mais um pouco um terceiro grupo de viciados, os viciados em petróleo. Faz bem. Faria melhor em promover a libertação desse vício, mas isso já seria exigir muito e estaria muito longe do curto horizonte de um orçamento de estado de cada vez. Antes explorar esse vício que carregar no irs, Iva, imi. É que para o carro e para a televisão nunca falta o dinheiro.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Mobilidade em bicicleta em Cascais - exposição ao Presidente da Câmara
Passados 2 meses ainda não houve qualquer resposta.
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14 de outubro de 2015
Exmo. Senhor Presidente,
Qual é o horizonte deste médio prazo?
Percebo que o tempo não seja de grandes investimentos. A introdução de ciclovias e a criação de condições para circular de bicicleta ou a pé em segurança e conforto, no entanto, na maior parte das vezes não exige grandes investimentos. Exige sim uma estratégia de planeamento alinhada nesse sentido e atenta a todas as oportunidades.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Português técnico
Por difícil que possa parecer, a frase acima deve ler-se
"O que entendem vocês por «fazer de vez em quando»?"
"recebes te o mail com o anexo?"
"existi-o um teste" [em vez de existiu]
"decorrer dos testes deles existi-o packet loss"
Difícil, de facto.
O outro fez o exame de inglês técnico ao domingo; estes nem devem ter ido às aulas de português.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Mobilidade pedonal em Cascais - um exemplo
O pavimento da rua foi renovado e o acesso do passeio a 2 passadeiras foi refeito em rampa e dotado de bom piso. Melhorias positivas.
Em boa parte do troço intervencionado, porém, o passeio é muito mau: é estreito, inclinado, com muitos obstáculos que o estreitam ainda mais. Nas horas de atividade dos restaurantes próximos, o passeio está sempre ocupado por automóveis. A velocidade desta rua é muito excessiva (apesar do sinal de 30km/h).
Apesar de tudo isto, esta intervenção deixou o passeio tal como estava, como documentam as fotografias abaixo e com exceção dos pontos exatos das passadeiras.
Assiste-se assim ao incrível de alguém com um carro de bebé ou cadeira de rodas poder agora atravessar melhor a rua, mas logo a seguir ter que circular pela estrada - e pelo meio da estrada, porque normalmente não pode sequer ir junto do medíocre passeio, pois está ocupado por carros. Será que os técnicos que desenham as nossas cidades alguma vez andaram a pé, empurrando carros de bebé ou cadeiras de rodas?
O passeio ficou portanto tal como estava, desconfortável, perigoso e grande parte do tempo indisponível, ao mesmo tempo que a velocidade na rua aumentou, pois o piso ficou melhor e o desenho da rua nada fez que induzisse menor velocidade.
É inacreditável como se faz um investimento na remodelação de uma rua, aparentando existir alguma preocupação com os peões (caso das passadeiras), mas o básico, e que salta à vista, fica no mesmo baixíssimo grau em que estava.
E não é por falta de espaço que tal aconteceu: como se pode ver nas fotografias, a rua é de sentido único e tem largura para pelo menos 2 carros lado a lado, e um passeio mais largo (poderia ser muito mais largo) não rouba espaço de estacionamento, pois ali é proibido estacionar (embora tal seja letra morta). Estreitar a faixa de rodagem, aliás, teria como consequência a redução de velocidade.
Também não foi certamente por falta de orçamento nem oportunidade: se se faz aquela intervenção nas passadeiras, como não fazer também, e com maior prioridade, o alargamento de um passeio em talvez 20 metros?
Julgo que infelizmente este caso ilustra o menosprezo que há em Cascais por quem precisa ou quer andar a pé.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Proteção dos peões pela CMC
O passeio poderia e deveria estar há muito reposto. Deveria haver o maior cuidado para minimizar o tempo de indisponibilidade do passeio, mas isso não acontece. Para o empreiteiro, e sem qualquer pressão da Câmara, o passeio é sua última preocupação. Enquanto a obra decorre, é um seu domínio tal como o estaleiro.
A Câmara deveria velar pelas boas condições de circulação na via pública, nomeadamente em situações de obras, fiscalizando o tempo de ocupação e sua reposição. E fá-lo quando se trata de circulação automóvel. Nesse casos, os cortes são os mínimos possíveis. Não o faz, porém, quando se trata dos utilizadores mais vulneráveis do espaço público. E isto apesar de a CMC já ter sido alertada por 2 vezes sobre esta situação, em agosto e em setembro, sem nenhum resultado.
Tratasse-se este de um caso isolado, e não seria notícia. Infelizmente, é um exemplo da quase nula importância que é dada pela CMC aos munícipes que querem ou têm que andar a pé nas ruas do concelho.
Volkswagen
Que grande vergonha, gestores da VW...
E uma vergonha criminosa. Que contribui para que o fumo dos carros, já de si tão prejudicial, ainda nos envenene mais todos os dias.
Duas ou três notas do meu ponto de vista:
- Aldrabões há em todo o lado - não é novidade.
- E os aldrabões são muito mais organizados nas sociedades mais organizadas. Também não admira
- E consequências? Parece-me que serão grandes, muito maiores do que seriam se fosse em Portugal. E é aí que pode estar a grande diferença. A ver vamos, claro. Mas noutros casos (submarinos, ....), assim foi.
- Os Estados têm que ter forte capacidade de fiscalização, para defenderem os cidadãos e fazerem cumprir as leis. Instituições com meios e conhecimento.
domingo, 11 de outubro de 2015
A cidade para as pessoas
Este é um bom exemplo de devolução de espaço às pessoas. O espaço que nos últimos 20 ou 30 anos foi sendo paulatinamente roubado para acomodar mais e mais trânsito, mais e mais estacionamento.
Neste caso, recuperou-se espaço de estadia de qualidade, ao mesmo tempo que se forçou a acalmia do trânsito reduzir o raio de viragem dos carros.
Vilamoura, um bom exemplo
Tive uma boa surpresa em termos das condições que a vila (?) oferece a quem quer deslocar-se a pé ou de bicicleta. Não conheço nenhum outro local com este nível de desenvolvimento em Portugal.
Apesar de ter ficado a mais de 1km da praia e do centro, não tive nenhuma dificuldade em deslocar toda a família, incluindo crianças pequenas, com conforto e segurança, sempre de bicicleta e para todo o lado.
Vilamoura fez uma opção, que se pode resumir na fotografia seguinte:
Deve dizer-se que apesar destas condições de exceção [em Portugal], o trânsito continua muito intenso. Afinal, a maioria das pessoas que lá estavam nessa altura têm outros hábitos de deslocação, ou seja, de automóvel para todo o lado.
Não que lhes fosse difícil adotar outros hábitos temporariamente: Vilamoura dispõe de um sistema de bicicletas partilhadas, que não precisei de usar, mas que me pareceu muito funcional e barato. Por 20€, pode-se usar as bicicletas durante 1 mês, dispondo o sistema de 40 pontos de levantamento/entrega. (ver http://www.inframoura.pt/pt/sistema).
Apesar do trânsito elevado, as condições criadas permitem que quem quer prescindir do carro o faça com conforto e segurança, um caso que do meu conhecimento, repito, é único no país.
E em que se traduzem estas condições excecionais para a mobilidade pedonal e ciclável?
Além das óbvias ciclovias, houve preocupação em dar continuidade e eliminar desníveis para os precursos em bicicleta. Raramente encontrei lancis num percurso ciclável.
Lisboa, que tem feito uma evolução interessante e notório na mobilidade ciclável, está claramento atrás em termos da qualidade dos percursos que tem construído.
Há uma permanente sensiblização aos automobilistas para o cuidado a ter com os restantes utilizadores da via, seja pela utilização de sinalização, seja por medidas indutoras de redução de velocidade.
Exemplos nas fotografias abaixo: sinalização, pilaretes na estrada que impedem a ultrapassagem na zona de passadeiras e impõem baixa velocidade, e lombas redutoras de velocidade.
Em Vilamoura as condições criadas para circulação dispensando o automóvel contribuem para maior qualidade de vida.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Uber
Se a decisão for dos consumidores, porém, em Portugal o novo modelo não vinga. Nem que a Uber só custe metade do táxi tradicional, a simpatia e educação dos taxistas, a sua exemplaridade enquanto condutores, a sua excecional honestidade, não darão qualquer hipótese à Uber (...).
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Problemas de Marca
No Decatlhon algumas bicicletas chamaram-me a atenção pelo design, pelo bom aspeto. Algumas delas eram bicicletas de gama alta, com preços na ordem dos 500, 600€.
Como faço com frequência, fui ver a origem e alguns dos modelos são fabricados em Portugal.
Porém, não conheço grandes marcas portuguesas. Se quero comprar uma bicicleta razoável, penso em marcas estrangeiras, ou nas marcas das grandes lojas. Mesmo as pequenas lojas de bicicletas têm o mesmo tipo de oferta.
A única marca portuguesa que me vem à ideia é a Orbita. Olhando para o catálogo, as bicicletas não enchem o olho com aquelas que estão no Decatlhon. Mesmo que a qualidade seja igual ou superior.
Acontece que uma boa parte das bicicletas vendidas na Europa é feita em fábricas portuguesas, como relata a notícia abaixo.
Trata-se do problema do costume: por vezes até conseguimos fazer bem, mas o design, inovação, marketing, distribuição, e portanto grande (a maior?) parte do valor, fica nas mãos de outros (veja-se a Apple: fabrica na China, mas claramente grande parte dos 700€ de um iPhone são para a Apple).
Reconheço que se trata da parte mais difícil, mas é pena que não consigamos agarrar também essas vertentes da cadeia de valor.
"As empresas em território nacional estão a produzir mais bicicletas do que nunca. Este ano o setor espera produzir quase dois milhões de unidades, o que representa um recorde. O presidente da Associação Nacional da Indústria de Duas Rodas, Paulo Rodrigues, afirma que esta é uma tendência também impulsionada pelo facto de mais portugueses andarem de bicicleta. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/portugal-e-o-terceiro-exportador-europeu-de-bicicletas_a848358#sthash.0xuE6tlw.dpuf"














