terça-feira, 8 de setembro de 2015
Uber
Se a decisão for dos consumidores, porém, em Portugal o novo modelo não vinga. Nem que a Uber só custe metade do táxi tradicional, a simpatia e educação dos taxistas, a sua exemplaridade enquanto condutores, a sua excecional honestidade, não darão qualquer hipótese à Uber (...).
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Problemas de Marca
No Decatlhon algumas bicicletas chamaram-me a atenção pelo design, pelo bom aspeto. Algumas delas eram bicicletas de gama alta, com preços na ordem dos 500, 600€.
Como faço com frequência, fui ver a origem e alguns dos modelos são fabricados em Portugal.
Porém, não conheço grandes marcas portuguesas. Se quero comprar uma bicicleta razoável, penso em marcas estrangeiras, ou nas marcas das grandes lojas. Mesmo as pequenas lojas de bicicletas têm o mesmo tipo de oferta.
A única marca portuguesa que me vem à ideia é a Orbita. Olhando para o catálogo, as bicicletas não enchem o olho com aquelas que estão no Decatlhon. Mesmo que a qualidade seja igual ou superior.
Acontece que uma boa parte das bicicletas vendidas na Europa é feita em fábricas portuguesas, como relata a notícia abaixo.
Trata-se do problema do costume: por vezes até conseguimos fazer bem, mas o design, inovação, marketing, distribuição, e portanto grande (a maior?) parte do valor, fica nas mãos de outros (veja-se a Apple: fabrica na China, mas claramente grande parte dos 700€ de um iPhone são para a Apple).
Reconheço que se trata da parte mais difícil, mas é pena que não consigamos agarrar também essas vertentes da cadeia de valor.
"As empresas em território nacional estão a produzir mais bicicletas do que nunca. Este ano o setor espera produzir quase dois milhões de unidades, o que representa um recorde. O presidente da Associação Nacional da Indústria de Duas Rodas, Paulo Rodrigues, afirma que esta é uma tendência também impulsionada pelo facto de mais portugueses andarem de bicicleta. - See more at: http://www.rtp.pt/noticias/economia/portugal-e-o-terceiro-exportador-europeu-de-bicicletas_a848358#sthash.0xuE6tlw.dpuf"
quinta-feira, 9 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Urbanismo
Qual terá sido a razão para colocar aqui este verdadeiro xilofone matraqueante?
Já teriam em mente retirar daqui o trânsito?
quarta-feira, 1 de julho de 2015
O que podemos aprender com os belgas de Gent
Caraterização da cidade
Mobilidade
Os belgas de Gent acham que têm vantagem em partilhar o passeio com pistas cicláveis, quando não há mais nenhum espaço para colocar esta última.
- É uma zona habitável e habitada
- Continua a ter passadeiras
- Tem apenas 2 faixas de cada lado
- Tem pista ciclável e passeios dignos desse nome
Espaço urbano
Trânsito automóvel
Motocicletas
Desníveis
Por isso, têm passeios lisos, desníveis suaves, sem degraus nem lombas e covas a cada passo. Como tal, é possível percorrer quilómetros (literalmente) a pé, arrastando um mala com rodas, ou empurrando um bebé ou cadeira de rodas sem grande esforço. Não é preciso a cada passo um esforço para subir ou descer um degrau.
Comércio
terça-feira, 30 de junho de 2015
Mobilidade saudável para Carcavelos - uma oportunidade
Há porém um ponto que me preocupa.
Esta Escola terá uma situação óptima para que os seus utilizadores se desloquem de bicicleta: perto de duas estações, em zona plana, com um clima ameno. A redução do sufocante trânsito automóvel actual será mais um factor de promoção da NSBE nacional e internacionalmente.
A Escola pode alcançar este objectivo de várias formas, na senda do que se faz nas escolas da Europa.
Não deverá facilitar o estacionamento nas suas instalações, privilegiando eventualmente e apenas os professores.
A Câmara pode contribuir para este objectivo de forma óbvia, criando boas condições de circulação a pé e de bicicleta entre os principais polos de interesse: as estações da CP de Carcavelos e de Oeiras, os respectivos centros urbanos, a praia e a Escola.
Julgo que numa época em que muitas cidades e vilas do país trabalham no sentido de reduzir a dependência do automóvel (veja-se Lisboa aqui ao lado, com tantas iniciativas no sentido da mobilidade racional), ninguém entenderia que não se aproveitasse esta oportunidade que pode ser tão marcante e fundadora em termos de mudança de paradigma, não só para a comunidade escolar, mas ainda mais para as comunidades que vão receber esta Escola.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Sem palavras
O que é que isto diz sobre a sociedade ocidental do sec. XXI?
quinta-feira, 7 de maio de 2015
O nosso espaço urbano
Acho que vale a pena copiar este belo texto de http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2015/05/observando-urbe.html?m=1
Infelizmente esta avenida é apenas uma entre muitas que de avenidas têm pouco, de via rápida, muito. E não falo da segunda circular, que essa tem direito a ser via rápida.
Sao as avenidas da Liberdade, República, Estrada da Luz, centro de Cascais, etc, etc. Os exemplos não têm fim.
" Observando a urbe
Tenho andado com uma maleita no pé direito e como tal na passada segunda e ontem terça vim na minha scooter ao invês de vir de bicicleta.
Ao final do dia, já à vinda para casa e depois de uma paragem rápida para fazer umas compras de última hora na Avenida António Augusto Aguiar em Lisboa, eis que a minha companheira decide que não quer ligar... a bateria morreu!
Bom, eu pago seguro para alguma coisa pelo que telefonei para o número da seguradora para ativar a assistência em viagem. Correu tudo bem, o normal, mandaram vir o reboque e um taxi para me levar a casa. Como era final do dia disseram-me que ia demorar uns 30m, estive à espera 1 hora (entre as 19h e pouco até às 20h e tal).
Sentado a ver a urbe a palpitar, eis o que posso aferir por simples observação...
A Avenida António Augusto Aguiar é, parcialmente, uma autêntica auto-estrada.
O trânsito motorizado automóvel e de duas rodas flui a velocidades elevadas para uma artéria dentro da cidade - bem mais de 50kms/h.
Muitas pessoas vão a conduzir ao telemóvel, e num momento vi quatro carros seguidos com os condutores a mexer no telemóvel (navegar no facebook? instagram? sms's?).
Vi um senhor a ler o jornal e a conduzir, I kid you not.
A grande maioria dos carros leva apenas o condutor.
Da grande maioria de carros só com o condutor a maioria são senhoras, verdade!
Dos carros que levam casais tipicamente é o homem que conduz.
Dos carros que levam crianças tipicamente é uma senhora que os conduz.
Passaram poucos carros com a lotação cheia.
Em 1 hora passou um Porshe e um Lamborghini (acho que era) que tinham umas grandes bufadeiras a largar barulho - mas não existe lei do ruído?
Passaram imensas motinhas, scooters e motões, alguns a fazer muito barulho - mas não existe lei do ruído?
Em uma hora passaram uns 3 ou 4 autocarros de transportes públicos, e um deles era basculante e nem metade da ocupação levava. Passaram vários autocarros turísticos.
Sentado onde estava via os peões a caminhar cabisbaixos nos passeios pois a calçada portuguesa é traiçoeira e existem imensos obstáculos (postes, caixotes do lixo, etc).
O passeio é ridiculamente pequeno comparado com as 8 faixas de alcatrão mais uma faixa de estacionamento para os automóveis. As motas também não tem muito estacionamento legal pelo que pontilhava uma ou outra em cima do passeio.
Os semáforos fazem com que os carros acelerem para queimar os vermelhos, em uma hora ouvi umas 5 vezes travagens a guinchar os pneus. E assim que caí o verde saem num disparo como se fosse o início de uma corrida.
Os peões atravessam nos vermelhos e muitas vezes "atiram-se para a estrada" (dixit Barbosa) a correr onde nem há passadeiras, alguns ao telemóvel e distraídos.
O ar que se respira é pesado, sem grandes áreas verdes, e os níveis de ruído elevado (para conseguir falar ao telemóvel tive de me resguardar na entrada de um prédio).
E o que é que isto tudo tem a ver com bicicletas...hmmm?
Que no meio desta babilónia urbana fiquei deveras surpreendido por ter visto passar umas duas dezenas de bicicletas nesta artéria agressiva.
Verdade verdadeira! Mais vinte bicicletes!!
Três delas passaram em cima do passeio (ainda lhes "rosnei").
Quase todas era malta vestidinha do dia de trabalho a ir para casa ou para outros afazeres... Impressionante!
A arriscarem a vida naquela "auto-estrada" com os automóveis em pura condução agressiva e excesso de velocidade...
Mas lá está, tudo homens dos 20 aos 50 anos.
Se calhar isto corria melhor se houvessem mais infraestruturas, redução de vias de trânsito motorizado, diminuição do limite de velocidade, mais fiscalização.
Existe a vontade, o povo quer, mas quem manda e decide tem de criar as condições..."
terça-feira, 5 de maio de 2015
Sou rico
Se o meu patrão quiser dar-me um aumento de 100€, terá que gastar 122, para pagar a TSU.
Como sou rico, depois do IRS fico com uns 52€. Mas ainda falta descontar a TSU.
Por isso, dos 100€ iniciais, levo para casa cerca de 42.
Qual o incentivo a trabalhar mais para ganhar mais? O meu objectivo é trabalhar menos e ganhar mais tempo.
E se a seguir pegar nos 42€ para comprar umas calças, o comerciante fica com 34€, depois dos 23% de IVA.
O meu patrão gastou 122€, mas eu só consegui colocar 34€ na economia, na forma de consumo....
Mobilidade em Cascais
Foram precisos 7 anos de insistências a ritmo variável, uma proposta de solução que resolvesse um impasse de expropriação, apelo à Provedora e, finalmente ao Presidente.
E sete anos passados, está em curso a obra para resolver este ponto negro entre tantos no concelho.
Este caso, e apesar de haver outros que são bons exemplos, ilustra o tratamento que em Cascais é dado à "mobilidade" não automóvel.
terça-feira, 31 de março de 2015
Infeções hospitalares
"A taxa de infeções no Serviço Nacional de Saúde é duas vezes superior à média europeia, registando-se um aumento de mais de 50 por cento em três anos. Em 2013, uma em dez pessoas internadas contraiu uma infeção hospitalar."
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=816634&tm=2&layout=123&visual=61
Uma parte disto (significativa?) tem a ver com a negligência e a ideia de que as regras são boas para os outros.
Existem regras nos hospitais, mas muitas pessoas (os profissionais, quero dizer) não acreditam muito nelas, não as interiorizam, como acontece noutros países mais "cinzentos", menos "criativos", mas onde o cumprimento de regras traz de facto melhorias de processo que só se verificam nos grandes números. Ie, não se vêem resultados imediatos, apenas quando se faz uma análise prolongada. E como cá temos muita dificuldade em acreditar em ciência e em análises sérias....
Um exemplo é a lavagem de mãos.
Até existem muitos cartazes, acredito que também muitas formações e informações.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Palavras e atos
Há já vários anos que tenho uma chávena de café de louça no escritório.
Bebo em geral 2 cafés por dia. Com cerca de 230 dias úteis por ano, são 460 copos de plástico que não utilizo.
Também utilizo uma garafa de plástico, que substituo de mês a mês, para beber água. Estimo que sem a garrafa utilizaria pelo menos 2 copos de água de plástico por dia. Mais 460 copos por ano.
Ainda tenho uma caneca para beber chá. Neste caso estimo uma poupança de 1 copo por semana, 48 copos por ano.
No total, evito o consumo de cerca de 1000 copos por ano.
Parece pouco.
Mas se mil colegas meus fizessem o mesmo, seria 1 milhão de copos por ano.
Se o mesmo fosse feito em 1000 empresas, seriam 1000 milhões de copos por ano.
E que tal passarmos das palavras ao atos? Só depende de cada um fazer o mesmo.
sábado, 21 de março de 2015
Lista VIP das Finanças
Este é mais um caso grave, a juntar a outros. Mas que incomoda pouca gente, na inconsciência em que as pessoas estão relativamente aos temas do direito à privacidade.
Grave, primeiro porque se trata de, uma vez mais e de forma evidente, tratamento desigual entre os importantes e os outros. Uma lei para uns, outra lei para outros. Ou melhor, uma lei só para uns, que os outros escapam-lhe.
Segundo porque parece evidenciar o total descontrolo do acesso a dados confidenciais, como eu acho que é a norma em Portugal. Algo que não diz nada à maioria das pessoas, mas que é gravíssimo.
Na minha opinião há neste caso matéria de ilegalidade relativamente ao primeiro ponto, ao se tratarem cidadãos de forma desigual, e pelo menos negligência relativamente ao segundo.
Vamos ver se dá alguma coisa além de umas inócuas demissões.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Corrupção
Os brasileiros saem à rua para protestar contra a corrupção.
O Brasil não é de facto conhecido pela sua transparência (teve um bom professor?). Mas será que a gravidade dos casos lá é maior que cá, fazendo a necessária correção pelo tamanho do país e da economia?
Quantas vezes é que já fomos para a rua protestar por casos aos quais não foi feita justiça?
(Vale a pena listá-los, só aqueles que vêm à luz do dia?)
Enquanto não chega de forma evidente ao bolso, o portuga não quer saber, quem rouba o Estado é pouco menos que um herói. Só quando começa a haver cortes visíveis é que o povo sai para a rua. Tarde demais, claro.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Cultura nova
"Veio a pé?", pergunta-me a senhora.
"Sim", respondi, "é perto".
A "viagem" é de 950m, medidos no Google Maps, e ela sabe o percurso. Não estava a chover, eram 20h, trata-se de uma zona urbana sem nenhum perigo.
"Coragem!", exclamou ela.
Que espécie de coragem será esta a que ela se refere?
Como me sinto deslocado neste país de intoxicados pelo carro.
Como isto me amargura.
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