terça-feira, 30 de junho de 2015

Mobilidade saudável para Carcavelos - uma oportunidade

Carta Aberta aos Ex.mos Senhores

    
    Presidente da Câmara Municipal de Cascais
​    Director da Nova School of Business and Economics

Ex.mos Senhores

Vejo com muito agrado a instalação de uma Escola desta natureza e prestígio na freguesia e no concelho.
Será um motor de desenvolvimento a vários níveis: estimulando a economia local, trazendo gente nova, de elevada formação e origens diversas, elevando a exigência cultural e cívica, e contrariando o movimento diário laboral em direcção a Lisboa, que essencialmente faz desta região um dormitório de bom nível.
Fico portanto muito satisfeito com esta perspectiva para esta região.

 porém um ponto que me preocupa.
 
Se nada for feito em contrário, e de acordo com os hábitos portugueses, a NSBE será mais um forte polo gerador de trânsito automóvel, a somar num concelho que é já hoje uma cidade dos carrosA NSBE pode no entanto ser um catalisador de mudança. Se a Escola e a Câmara em colaboração pretenderem que assim seja, a primeira poderá não só ter pouco peso em termos de trânsito automóvel, como além disso ser um foco promotor da adopção de hábitos mais saudáveis de deslocação na restante população, em particular de bicicleta e a pé, em combinação com o comboio, graças a um efeito de contágio da comunidade escolar para a sociedade em geral.

Esta Escola terá uma situação óptima para que os seus utilizadores se desloquem de bicicleta: perto de duas estações,  em zona plana, com um clima ameno. A redução do sufocante  trânsito automóvel ac
tual será mais um factor de promoção da NSBE nacional e internacionalmente.

A Escola pode alcançar este objectivo de várias formas, na senda do que se faz nas escolas da Europa.

Não deverá facilitar o estacionamento nas suas instalações, privilegiando eventualmente e apenas os professores.

Deverá promover activamente a utilização da bicicleta: criando espaços cobertos e seguros de estacionamento no seu interior, criando facilidades ou acordos para a sua manutenção e, até, como parte da contrapartida das propinas pagas, fornecendo uma bicicleta aos seus alunos. Afinal, uma boa bicicleta começa em 150 ou 200€, o que representa uma pequena percentagem da propina anual. Ao que me dizem, esta já era uma prática nalgumas escolas europeias há 30 anos que pode ser adoptada e usada como factor de promoção.

A Câmara pode contribuir para este objectivo de forma óbvia, criando boas condições de circulação a pé e de bicicleta entre os principais polos de interesse: as estações da CP de Carcavelos e de Oeiras, os respectivos centros urbanos, a praia
 e a Escola.

Construindo ciclovias onde estas forem necessárias, adoptando medidas de coexistência e indutoras de redução de velocidade nas restantes vias, sem passagens aéreas dissuasoras da utilização da bicicleta ou da deslocação a pé, antes com atravessamentos de nível. A estrada variante vizinha à Escola não é nem deve ser uma auto estrada dentro dos aglomerados urbanos. Tem passadeiras e pode ter cruzamentos para ciclistas com semáforos.

É preciso que as vias destinadas à bicicleta sejam práticas e funcionais, e não apenas uma forma de dizer que existem, mas na realidade, pelos obstáculos, distância, desníveis, etc, não serem apelativas aos seus utilizadores. O mesmo se aplica os percursos pedonais, que por vezes existem, mas são totalmente desincentivadores de serem utilizados.

A Câmara pode ainda promover a criação de parques seguros para bicicletas junto da estação. Por essa Europa muito são os trabalhadores e estudantes que deixam as suas bicicletas junto da estação, seguindo depois para casa de comboio.

Julgo que numa época em que muitas cidades e vilas do país trabalham no sentido de reduzir a dependência do automóvel (veja-se Lisboa aqui ao lado, com tantas iniciativas no sentido da mobilidade racional), ninguém entenderia que não se aproveitasse esta oportunidade que pode ser tão marcante e fundadora em termos de mudança de paradigma, não só para a comunidade escolar, mas ainda mais para as comunidades que vão receber esta Escola.

Pode ainda funcionar como montra para aquilo que no futuro próximo em termos de mobilidade é inevitável em todo o concelho.


Entendo a NSBE como uma grande oportunidade para esta freguesia e concelho.
 
Tenho esperança de ter demonstrado e convencido, com o texto acima, que pode também ser uma oportunidade do ponto de vista da mobilidade saudável e racional.

Gostaria muito que os meus filhos, daqui a poucos anos, pudessem andar de forma normal, segura e frequente de bicicleta ou a pé na zona de influência desta Escola.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sem palavras



O que é que isto diz sobre a sociedade ocidental do sec. XXI?


O primeiro canal para cães tem estreia marcada para sábado.

O objetivo da DogTV é simples, entreter os cães que ficam sozinhos em casa enquanto os donos se ausentam para trabalhar.

O canal transmite durante 24 horas por dia, em alta definição, uma programação desenvolvida cientificamente por especialistas em comportamento animal, com conteúdos adaptados especificamente para a visão e audição do cão e segmentados em momentos de relaxamento, estímulo e reforço de comportamento positivo.

Criada com a missão de melhorar a qualidade de vida daqueles que são considerados os melhores amigos do Homem, assistir à DogTV promete reduzir fadiga mental, o stress e ansiedade dos canídeos, causados pelas prolongadas horas de solidão, tornando-os mais confiantes e felizes.

A partir de 23 de maio o canal dedicado ao melhor amigo do homem estará disponível apenas por subscrição a cinco euros por mês.


Nesse sábado terá também lugar a festa de lançamento do canal, dedicada a todas as raças de cães nos jardins do Palácio Marquês de Pombal em Oeiras, entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre.

De http://filmspot.pt/artigo/dogtv-em-sinal-aberto-de-18-a-23-de-maio-6887/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O nosso espaço urbano

Acho que vale a pena copiar este belo texto de http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2015/05/observando-urbe.html?m=1
Infelizmente esta avenida é apenas uma entre muitas que de avenidas têm pouco, de via rápida,  muito. E não falo da segunda circular,  que essa tem direito a ser via rápida. 
Sao as avenidas da Liberdade,  República,  Estrada da Luz, centro de Cascais, etc, etc.  Os exemplos não têm fim.

" Observando a urbe

Tenho andado com uma maleita no pé direito e como tal na passada segunda e ontem terça vim na minha scooter ao invês de vir de bicicleta.

Ao final do dia, já à vinda para casa e depois de uma paragem rápida para fazer umas compras de última hora na Avenida António Augusto Aguiar em Lisboa, eis que a minha companheira decide que não quer ligar... a bateria morreu!

Bom, eu pago seguro para alguma coisa pelo que telefonei para o número da seguradora para ativar a assistência em viagem. Correu tudo bem, o normal, mandaram vir o reboque e um taxi para me levar a casa. Como era final do dia disseram-me que ia demorar uns 30m, estive à espera 1 hora (entre as 19h e pouco até às 20h e tal).

Sentado a ver a urbe a palpitar, eis o que posso aferir por simples observação...

A Avenida António Augusto Aguiar é, parcialmente, uma autêntica auto-estrada.

O trânsito motorizado automóvel e de duas rodas flui a velocidades elevadas para uma artéria dentro da cidade - bem mais de 50kms/h.

Muitas pessoas vão a conduzir ao telemóvel, e num momento vi quatro carros seguidos com os condutores a mexer no telemóvel (navegar no facebook? instagram? sms's?).
Vi um senhor a ler o jornal e a conduzir, I kid you not.

A grande maioria dos carros leva apenas o condutor.
Da grande maioria de carros só com o condutor a maioria são senhoras, verdade!
Dos carros que levam casais tipicamente é o homem que conduz.
Dos carros que levam crianças tipicamente é uma senhora que os conduz.
Passaram poucos carros com a lotação cheia.

Em 1 hora passou um Porshe e um Lamborghini (acho que era) que tinham umas grandes bufadeiras a largar barulho - mas não existe lei do ruído?

Passaram imensas motinhas, scooters e motões, alguns a fazer muito barulho - mas não existe lei do ruído?

Em uma hora passaram uns 3 ou 4 autocarros de transportes públicos, e um deles era basculante e nem metade da ocupação levava. Passaram vários autocarros turísticos.

Sentado onde estava via os peões a caminhar cabisbaixos nos passeios pois a calçada portuguesa é traiçoeira e existem imensos obstáculos (postes, caixotes do lixo, etc).

O passeio é ridiculamente pequeno comparado com as 8 faixas de alcatrão mais uma faixa de estacionamento para os automóveis. As motas também não tem muito estacionamento legal pelo que pontilhava uma ou outra em cima do passeio.

Os semáforos fazem com que os carros acelerem para queimar os vermelhos, em uma hora ouvi umas 5 vezes travagens a guinchar os pneus. E assim que caí o verde saem num disparo como se fosse o início de uma corrida.
Os peões atravessam nos vermelhos e muitas vezes "atiram-se para a estrada" (dixit Barbosa) a correr onde nem há passadeiras, alguns ao telemóvel e distraídos.

O ar que se respira é pesado, sem grandes áreas verdes, e os níveis de ruído elevado (para conseguir falar ao telemóvel tive de me resguardar na entrada de um prédio).

E o que é que isto tudo tem a ver com bicicletas...hmmm?

Que no meio desta babilónia urbana fiquei deveras surpreendido por ter visto passar umas duas dezenas de bicicletas nesta artéria agressiva.
Verdade verdadeira! Mais vinte bicicletes!!
Três delas passaram em cima do passeio (ainda lhes "rosnei").
Quase todas era malta vestidinha do dia de trabalho a ir para casa ou para outros afazeres... Impressionante!
A arriscarem a vida naquela "auto-estrada" com os automóveis em pura condução agressiva e excesso de velocidade...
Mas lá está, tudo homens dos 20 aos 50 anos.

Se calhar isto corria melhor se houvessem mais infraestruturas, redução de vias de trânsito motorizado, diminuição do limite de velocidade, mais fiscalização.

Existe a vontade, o povo quer, mas quem manda e decide tem de criar as condições..."

terça-feira, 5 de maio de 2015

Sou rico

Se o meu patrão quiser dar-me um aumento de 100€, terá que gastar 122, para pagar a TSU.
Como sou rico, depois do IRS fico com uns 52€. Mas ainda falta descontar a TSU.
Por isso, dos 100€ iniciais, levo para casa cerca de 42.
Qual o incentivo a trabalhar mais para ganhar mais? O meu objectivo é trabalhar menos e ganhar mais tempo.

E se a seguir pegar nos 42€ para comprar umas calças,  o comerciante fica com 34€, depois dos 23% de IVA.
O meu patrão gastou 122€, mas eu só consegui colocar 34€ na economia,  na forma de consumo....

Mobilidade em Cascais




Foram precisos 7 anos de insistências a ritmo variável,  uma proposta de solução que resolvesse um impasse de expropriação, apelo à Provedora e, finalmente ao Presidente.
E sete anos passados, está em curso a obra para resolver este ponto negro entre tantos no concelho.
Este caso, e apesar de haver outros que são bons exemplos, ilustra o tratamento que em Cascais é dado à "mobilidade" não automóvel.


terça-feira, 31 de março de 2015

Infeções hospitalares



"A taxa de infeções no Serviço Nacional de Saúde é duas vezes superior à média europeia, registando-se um aumento de mais de 50 por cento em três anos. Em 2013, uma em dez pessoas internadas contraiu uma infeção hospitalar."


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=816634&tm=2&layout=123&visual=61




Uma parte disto (significativa?) tem a ver com a negligência e a ideia de que as regras são boas para os outros.

Existem regras nos hospitais, mas muitas pessoas (os profissionais, quero dizer) não acreditam muito nelas, não as interiorizam, como acontece noutros países mais "cinzentos", menos "criativos", mas onde o cumprimento de regras traz de facto melhorias de processo que só se verificam nos grandes números. Ie, não se vêem resultados imediatos, apenas quando se faz uma análise prolongada. E como cá temos muita dificuldade em acreditar em ciência e em análises sérias....

Um exemplo é a lavagem de mãos.
Até existem muitos cartazes, acredito que também muitas formações e informações.


Mas a verdade é que continuo a ver muita gente que simplesmente não sabe lavar as mãos. Gasta muita água e muito detergente, mas não é eficaz, porque coloca detergente e de imediato faz correr água sobre as mãos. Na prática, está a passar o detergente directamente do frasco para o esgoto, sem o deixar ser eficaz nas mãos.

Mas e fazer as pessoas mudar de hábitos? Isso é que é difícil no nosso país. É uma dificuldade de séculos.



segunda-feira, 23 de março de 2015

Palavras e atos

Há já vários anos que tenho uma chávena de café de louça no escritório.

Bebo em geral 2 cafés por dia. Com cerca de 230 dias úteis por ano, são 460 copos de plástico que não utilizo.

Também utilizo uma garafa de plástico, que substituo de mês a mês, para beber água. Estimo que sem a garrafa utilizaria pelo menos 2 copos de água de plástico por dia. Mais 460 copos por ano.

Ainda tenho uma caneca para beber chá. Neste caso estimo uma poupança de 1 copo por semana, 48 copos por ano.

 

No total, evito o consumo de cerca de 1000 copos por ano.

Parece pouco.

Mas se mil colegas meus fizessem o mesmo, seria 1 milhão de copos por ano.

Se o mesmo fosse feito em 1000 empresas, seriam 1000 milhões de copos por ano.

 

E que tal passarmos das palavras ao atos? Só depende de cada um fazer o mesmo.

sábado, 21 de março de 2015

Lista VIP das Finanças

Este é mais um caso grave, a juntar a outros. Mas que incomoda pouca gente, na inconsciência em que as pessoas estão relativamente aos temas do direito à privacidade.

Grave, primeiro porque se trata de, uma vez mais e de forma evidente, tratamento desigual entre os importantes e os outros. Uma lei para uns, outra lei para outros. Ou melhor, uma lei só para uns, que os outros escapam-lhe.

Segundo porque parece evidenciar o total descontrolo do acesso a dados confidenciais, como eu acho que é a norma em Portugal. Algo que não diz nada à maioria das pessoas, mas que é gravíssimo.

Na minha opinião há neste caso matéria de ilegalidade relativamente ao primeiro ponto, ao se tratarem cidadãos de forma desigual, e pelo menos negligência relativamente ao segundo.

Vamos ver se dá alguma coisa além de umas inócuas demissões.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Corrupção

Os brasileiros saem à rua para protestar contra a corrupção.
O Brasil não é de facto conhecido pela sua transparência (teve um bom professor?). Mas será que a gravidade dos casos lá é maior que cá, fazendo a necessária correção pelo tamanho do país e da economia?
Quantas vezes é que já fomos para a rua protestar por casos aos quais não foi feita justiça?
(Vale a pena listá-los, só aqueles que vêm à luz do dia?)

Enquanto não chega de forma evidente ao bolso, o portuga não quer saber, quem rouba o Estado é pouco menos que um herói. Só quando começa a haver cortes visíveis é que o povo sai para a rua. Tarde demais, claro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cultura nova

"Veio a pé?", pergunta-me a senhora.
"Sim", respondi, "é perto".

A "viagem" é de 950m, medidos no Google Maps, e ela sabe o percurso. Não estava a chover, eram 20h, trata-se de uma zona urbana sem nenhum perigo.
"Coragem!", exclamou ela.

Que espécie de coragem será esta a que ela se refere?
Como me sinto deslocado  neste país de intoxicados pelo carro.
Como isto me amargura.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mentalidade automóvel

Partcipei numa visita guiada de 3 horas em meio urbano. O grupo passou por dezenas de carros estacionados nos passeios, alguns dos quais a obrigarem a circular pela estrada. Não observei nem ouvi nenhuma alusão a este facto. É algo socialmente tolerado, razão pela qual a polícia também não tem nenhum incentivo para fazer cumprir a lei.
Quase no fim, um pequeno grupo de ciclistas passou num vermelho e logo se geraram reacções, que têm todos os direitos e nunhuns deveres, que ocupam a estrada marginal em hora de ponta (como se isso fosse necessário para haver bicha todos os dias), etc, etc.

Naturalmente que os ciclistas não estavam a respeitar. Mas esta assimetria de critérios, que já senti imensas vezes na primeira pessoa, é uma triste marca da nossas maneira de pensar em relação a isto.

domingo, 2 de novembro de 2014

Tuk tuk

Já tínhamos os carros e os cães, faltava mais esta praga em Lisboa.
Ao menos poder-se-ia ter imposto que fossem elétricos; assim, são mais outra carga poluente. Com o tempo e a falta de manutenção, podem tornar-se noutros táxis.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Em 1878

..."abrira concurso para uma cadeira de substituto na Escola, e preparava-se para ele."...
"Mas a certeza da sua superioridade não o tranquilizava -- porque enfim em Portugal, não é verdade?, nestas questões a ciência, o estudo, o talento são uma história, o principal são os padrinhos! Ele não os tinha -- e o seu concorrente [...] era sobrinho de um director-geral "....
"Por isso ele trabalhava a valer, mas parecia-lhe indispensável meter também as suas cunhas! Mas quem?"

O Eça, há130 anos. Outro país, claro. E quem acha o contrário é pessimista.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Semana portuguesa da mobilidade

E agora, para comemorar a semana da mobilidade, uma medida realmente estrutural, radical, inovadora, daquelas que nos coloca como case study em toda a Europa.
Uma medida apenas, em substituição de todo o folclore que começa e acaba nessa mesma semana, uma medida que concentre o orçamento de todas as milhentas iniciativas:

Nem mais um carro em cima do passeio.

Inovadora, radical, que traz receitas em vez de custos, e que fará mais pela mobilidade das pessoas que todo o folclore junto. E que cumpre a lei...

Ai Portugal, andamos sempre a inventar a roda....


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mensagem para a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica


Por várias circunstâncias,  este ano tive oportunidade de participar em diversas acções deste programa,  em algumas delas com os meus filhos.
Não é o primeiro ano que participamos mas, talvez fruto do momento que o país atravessa, quero enviar esta mensagem.

Gostaria de exprimir a minha enorme satisfação por conseguirmos manter um programa com este interesse e alcance, e que tem tido continuidade ao longo de tantos anos, e muito em especial apesar da crise actual.
Tenho a certeza que algo com esta consistência há-de certamente gerar frutos: entre os mais de 20000 participantes,  quantas das crianças este ano terão sido  conquistadas para a ciência? Ou quantos pais terão ficado convencidos a influenciar os seus filhos nessa direcção, ou mais dispostos a defender orçamentos virados para a investigação e educação?

Pela minha parte, além de ter aprendido e ter dado educação aos meus filhos, ainda descobri outras oportunidades de "frequentar" a ciência no resto do ano.

Parabéns, obrigado, e espero que consigamos fazer perdurar este programa e também as sementes que vai deixando.