segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mentalidade automóvel

Partcipei numa visita guiada de 3 horas em meio urbano. O grupo passou por dezenas de carros estacionados nos passeios, alguns dos quais a obrigarem a circular pela estrada. Não observei nem ouvi nenhuma alusão a este facto. É algo socialmente tolerado, razão pela qual a polícia também não tem nenhum incentivo para fazer cumprir a lei.
Quase no fim, um pequeno grupo de ciclistas passou num vermelho e logo se geraram reacções, que têm todos os direitos e nunhuns deveres, que ocupam a estrada marginal em hora de ponta (como se isso fosse necessário para haver bicha todos os dias), etc, etc.

Naturalmente que os ciclistas não estavam a respeitar. Mas esta assimetria de critérios, que já senti imensas vezes na primeira pessoa, é uma triste marca da nossas maneira de pensar em relação a isto.

domingo, 2 de novembro de 2014

Tuk tuk

Já tínhamos os carros e os cães, faltava mais esta praga em Lisboa.
Ao menos poder-se-ia ter imposto que fossem elétricos; assim, são mais outra carga poluente. Com o tempo e a falta de manutenção, podem tornar-se noutros táxis.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Em 1878

..."abrira concurso para uma cadeira de substituto na Escola, e preparava-se para ele."...
"Mas a certeza da sua superioridade não o tranquilizava -- porque enfim em Portugal, não é verdade?, nestas questões a ciência, o estudo, o talento são uma história, o principal são os padrinhos! Ele não os tinha -- e o seu concorrente [...] era sobrinho de um director-geral "....
"Por isso ele trabalhava a valer, mas parecia-lhe indispensável meter também as suas cunhas! Mas quem?"

O Eça, há130 anos. Outro país, claro. E quem acha o contrário é pessimista.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Semana portuguesa da mobilidade

E agora, para comemorar a semana da mobilidade, uma medida realmente estrutural, radical, inovadora, daquelas que nos coloca como case study em toda a Europa.
Uma medida apenas, em substituição de todo o folclore que começa e acaba nessa mesma semana, uma medida que concentre o orçamento de todas as milhentas iniciativas:

Nem mais um carro em cima do passeio.

Inovadora, radical, que traz receitas em vez de custos, e que fará mais pela mobilidade das pessoas que todo o folclore junto. E que cumpre a lei...

Ai Portugal, andamos sempre a inventar a roda....


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mensagem para a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica


Por várias circunstâncias,  este ano tive oportunidade de participar em diversas acções deste programa,  em algumas delas com os meus filhos.
Não é o primeiro ano que participamos mas, talvez fruto do momento que o país atravessa, quero enviar esta mensagem.

Gostaria de exprimir a minha enorme satisfação por conseguirmos manter um programa com este interesse e alcance, e que tem tido continuidade ao longo de tantos anos, e muito em especial apesar da crise actual.
Tenho a certeza que algo com esta consistência há-de certamente gerar frutos: entre os mais de 20000 participantes,  quantas das crianças este ano terão sido  conquistadas para a ciência? Ou quantos pais terão ficado convencidos a influenciar os seus filhos nessa direcção, ou mais dispostos a defender orçamentos virados para a investigação e educação?

Pela minha parte, além de ter aprendido e ter dado educação aos meus filhos, ainda descobri outras oportunidades de "frequentar" a ciência no resto do ano.

Parabéns, obrigado, e espero que consigamos fazer perdurar este programa e também as sementes que vai deixando.




sábado, 13 de setembro de 2014

Limites ao consumo de tecnologia

Vale a pena ler todo este artigo do NY Times.
Estão lá os riscos do excesso de "consumo" de tecnologia pelo miúdos, em grande parte por incentivo dos seus pais:


  • isolamento da realidade e das pessoas de carne e osso
  • criação de um rasto na Internet do qual poderão envergonhar-se no futuro mas do qual não poderão livrar-se
  • saltar etapas: passar do analfabeto ao digital sem nunca ter lido um livro, visto um filme, um documentário, ou um teatro
  • e na verdade, a maior parte do tempo que estes miúdos passam à frente dos ecrans é uma pura perda de tempo. Saltam de conteúdo para conteúdo, não aproveitando nada do que a Internet, de facto, tem de útil

Não sou CEO, como os citados no artigo, mas concordo e pratico, mesmo contra a corrente dos tablets e smartphones para crianças, iPods porque o menino tem que ter, consolas de último modelo e, last but not least, Magalhães para quem nem ler ainda sabe.


Opinião de alguns daqueles que inventam ou financiam as tecnologias e as "killer apps" do momento:

"Chris Anderson, the former editor of Wired and now chief executive of 3D Robotics, a drone maker, has instituted time limits and parental controls on every device in his home. “My kids accuse me and my wife of being fascists and overly concerned about tech, and they say that none of their friends have the same rules,” he said of his five children, 6 to 17. “That’s because we have seen the dangers of technology firsthand. I’ve seen it in myself, I don’t want to see that happen to my kids.”


"Alex Constantinople, the chief executive of the OutCast Agency, a tech-focused communications and marketing firm, said her youngest son, who is 5, is never allowed to use gadgets during the week, and her older children, 10 to 13, are allowed only 30 minutes a day on school nights.

Evan Williams, a founder of Blogger, Twitter and Medium, and his wife, Sara Williams, said that in lieu of iPads, their two young boys have hundreds of books (yes, physical ones) that they can pick up and read anytime."


"Children under 10 seem to be most susceptible to becoming addicted, so these parents draw the line at not allowing any gadgets during the week. On weekends, there are limits of 30 minutes to two hours on iPad and smartphone use. And 10- to 14-year-olds are allowed to use computers on school nights, but only for homework."



"Some parents also forbid teenagers from using social networks, except for services like Snapchat, which deletes messages after they have been sent. This way they don’t have to worry about saying something online that will haunt them later in life, one executive told me."

"Although some non-tech parents I know give smartphones to children as young as 8, many who work in tech wait until their child is 14. While these teenagers can make calls and text, they are not given a data plan until 16. But there is one rule that is universal among the tech parents I polled.
“This is rule No. 1: There are no screens in the bedroom. Period. Ever,” Mr. Anderson said."

domingo, 27 de abril de 2014

Liberdade

Esta é a casa da democracia, sem retóricas.
Por cá passaram e passarão muitos indignos dela. Mas de há 40 anos a esta parte, nenhum contra a nossa vontade. Essa é que é a verdade, por muito que atiremos as culpas para "eles".

Está resplandescente, a Assembleia, e fico muito contente de a ver assim.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Astrologia

Há cerca de 30 anos, no programa Cosmos, Carl Sagan dedicou longos minutos de um episódio a falar sobre astrologia.
Dizia que apesar de ser uma pseudociência, ao longo da história reis, imperadores e povo decidiram as suas vidas e a dos seus estados em função dos concelhos desses "cientistas". E ilustrava, com a profusão de revistas do género, assim como colunas de astrologia nos jornais mais respeitáveis desses dias.
Volvidos 30 anos (e o que são 30 anos em milénios....), ainda agora num dos canais nacionais da treta pessoas pagavam via 760 para ter "consultas" públicas com uma astróloga, talvez a abelha Maia.... Pouco muda...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Privacidade

E que tal este cenário hipotético que recebi por email?
Será que assusta quem não se preocupa com estes temas da privacidade?



- Telefonista: Pizza Hut, boa noite!
- Cliente: Boa noite, quero encomendar Pizzas...
- Telefonista: Pode-me dar o seu NIF?
- Cliente: Sim, o meu Número de Identificação Nacional é o 6102 1993 8456 5463 2107.
- Telefonista: Obrigada, Sr. Lacerda. O seu endereço é na Avenida Paes de Barros, 19, Apartamento 11, e o número do seu telefone é o 
215494236 , certo? O telefone do seu escritóriona Liberty Seguros, é o 21574 52 30 e o seu telemóvel é o 96266 25 66, correcto?
- Cliente: Como é que conseguiu todas essas informações?
- Telefonista: Porque estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
- Cliente: Ah, sim, é verdade! Quero encomendar duas Pizzas: uma Quatro Queijos e outra Calabresa...
- Telefonista: Talvez não seja boa ideia...
- Cliente: O quê...?
- Telefonista: Consta na sua ficha médica que o senhor sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alto. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a saúde.
- Cliente: Claro! Tem razão! O que é que sugere?
- Telefonista: Por que é que não experimenta a nossa Pizza Superlight,com Tofu e Rabanetes? O senhor vai adorar!
- Cliente: Como é que sabe que vou adorar?
- Telefonista: O senhor consultou a página 'Receitas Gulosas com Soja' da Biblioteca Municipal, no dia 15 de Janeiro, às 14:27 e permaneceu ligado à rede durante 39 minutos. Daí a minha sugestão...
- Cliente: Ok, está bem! Mande-me então duas Pizzas tamanho familiar!
- Telefonista: É a escolha certa para o senhor, a sua esposa e os vossos quatro filhos, pode ter a certeza.
- Cliente: Quanto é?
- Telefonista: São 49,99.
- Cliente: Quer o número do meu Cartão de Crédito?
- Telefonista: Lamento, mas o senhor vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu Cartão de Crédito foi ultrapassado.
- Cliente: Tudo bem. Posso ir ao Multibanco levantar dinheiro antes que chegue a Pizza.
- Telefonista: Duvido que consiga. A sua Conta de Depósito à Ordem está com o saldo negativo.
- Cliente: Meta-se na sua vida! Mande-me as Pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
- Telefonista: Estamos um pouco atrasados. Serão entregues em 45 minutos. Se estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportarduas Pizzas na moto, não é lá muito aconselhável. Além de ser perigoso...
- Cliente: Mas que história é essa? Como é que sabe que eu vou de moto?
- Telefonista: Peço desculpa, mas reparei aqui que não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga e então, pensei que fosse utilizá-la.
- Cliente: P****.......!!!!!!!!!
- Telefonista: Gostaria de pedir-lhe para não ser mal educado... Não se esqueça de que já foi condenado em Julho de 2006 por desacato em público a um Agente da Autoridade
- Cliente: (Silêncio).
- Telefonista: Mais alguma coisa?
- Cliente: Não. É só isso... Não. Espere... Não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
- Telefonista: O regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 095423/12, proíbe a venda de bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
- Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou atirar-me pela janela!!!!!
- Telefonista: E torcer um pé?..O senhor mora no rés-do-chão..!




MAI2020: https://www.theguardian.com/news/2020/may/13/naomi-klein-how-big-tech-plans-to-profit-from-coronavirus-pandemic

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Machete

Primeiro o triste retrato de Rui Machete enquanto responsável pela FLAD, feito pelo embaixador em Lisboa *:


http://wikileaks.org/cable/2008/12/08LISBON2780.html 


Mais recentemente as aparentes declarações mentirosas acerca da participação na SLN ou BPN.

Não há mesmo vergonha nenhuma nesta gente!
Antigamente alguém que roubasse algo tão pequeno como um pão, uma ferramenta ou fosse apanhado a mentir, ficava realmente envergonhado. A opinião da comunidade e a pressão que era exercida sobre a pessoa e a família eram punição suficiente.
Agora gente que mente, e mente em casos de interesse pessoal, já não se trata de mentir em defesa de um governo ou de uma decisão política, está nos mais altos cargos da nação!

E para coroar este triste desempenho, vêm agora as declarações para apaziguar o governo e os ricos de Angola. Que vergonha para Portugal.

Quanto tempo se arrastará mais esta alma penada no governo?






* - C O N F I D E N T I A L LISBON 002780 SIPDIS E.O. 12958: DECL: 12/05/2018 TAGS: PGOV, AMGT, EAID, OEXC, SCUL, PO SUBJECT: PORTUGAL: PROBLEMS AT THE LUSO-AMERICAN FOUNDATION Classified By: AMBASSADOR THOMAS STEPHENSON, FOR REASONS 1.4B AND D. 1. (C) SUMMARY: In 1985, with the USAID mission to Portugal closing its doors, the U.S. and Portuguese governments created the Luso-American Development Foundation (FLAD) in Lisbon to address Portugal's development challenges and to promote U.S.-Portuguese cooperation. The USG subsequently contributed some $111 million to FLAD, but during the past two decades the Embassy's efforts to exercise responsible oversight over FLAD's financial management have been thwarted by the foundation's leadership, creating deep and continuous friction between FLAD and the Embassy. We propose to wage another campaign to change FLAD's direction, but failing that, we must consider whether our continued participation in this institution is in the USG's interest. End Summary. FLAD'S EARLY YEARS ------------------ 2. (U) In 1983, Portuguese PM Balsemao and President Reagan announced the creation of the Luso-American Development Foundation (FLAD) in Lisbon. The announcement grew out of the imminent closure of the USAID mission in Portugal and the recognition of the importance of carrying on development and bilateral cooperation projects. In 1985 FLAD opened its doors as the USG provided an initial endowment of $38 million. USG contributions to FLAD eventually totaled $111 million, much of which was in the form of Economic Support Funds (ESF) that the U.S. provided to Portugal through 1992. When ESF funding ended in 1992, FLAD no longer received any external financing and its revenue then derived solely from its endowment and investments. 3. (SBU) FLAD's stated mission is to contribute "to the economic and social development of Portugal through the promotion of scientific, technical, cultural, educational, commercial, and business cooperation between Portugal and the United States." It was envisioned as a short-term program to help boost Portugal to a development level commensurate with the rest of the EU, which Portugal joined in 1986. Thus, FLAD's goal was to spend 75 percent of its available funds each year on grants for development, education and science projects. 4. (C) In 1987, then-Prime Minister (and now President) Cavaco Silva reorganized the foundation in a move likely aimed at tightening GOP control over its programming and budget. Key authorities were moved from the Board of Directors (where the U.S. Ambassador has a seat) to the day-to-day executive council (where he does not). U.S. Ambassador Rowell objected to this and other decisions and suspended his participation on the Board. According to our files, the foundation stopped holding Board meetings altogether in the late 1980s, effectively shielding itself from all oversight. 5. (C) In 1990, U.S. Ambassador Briggs tried a different approach. Although it was largely a symbolic gesture since the Board had not met in years, Briggs formally resigned from the Board because of his role in negotiating the new bilateral agreement regarding U.S. use of Lajes Air Base in the Azores (which he viewed as presenting a conflict with his FLAD duties). Shortly after, a member of the U.S. Congress contacted the Embassy requesting information about FLAD's management and oversight, but FLAD Director Rui Machete refused to respond, saying FLAD operations were "none of your business." 6. (C) The tension came to a head in 1992 when the Embassy directly approached Prime Minister Cavaco Silva seeking clarification of reports that FLAD Director Rui Machete had offered FLAD business to companies in which he had a stake. Machete admitted no wrongdoing but did terminate one key contract. Separately in 1992, the USG's sunsetting of Portugal's ESF program ended all U.S. funding to FLAD. While the decision to cut off ESF funding was objectively based on Portugal's national development levels, the GOP evidently believed it was a response to allegations of mismanagement. Shortly after the dustup over the Congressional inquiry and a separate independent study of FLAD's management, the foundation resumed its semi-annual Board meetings, and the U.S. Ambassador returned to the Board of Directors. On the nine-member Board, the U.S. ambassador holds one seat and the right to nominate a second director. THE LAST MAN STANDING --------------------- 7. (C) Rui Machete, a lawyer and politician who held cabinet positions in the 1983-85 Portuguese government (including Minister of Justice and Deputy Prime Minister) has been FLAD's director since 1988, getting the job as a consolation prize after he lost his cabinet post in the change of government in 1985. Machete has long been critical of the U.S. and has resisted embassy participation at every turn. He is wired into both major political parties and is suspected of disbursing FLAD grants to curry political favor and maintain his sinecure. Machete has historically opposed all efforts at independent oversight, professional accounting practices, and transparent review of FLAD's programs. Since the early 1990s, nearly every U.S. ambassador has urged Machete to carry out his fiduciary duties or step aside, but to no avail: - (C) In 1992, Ambassador Briggs reported that, "As long as Machete is there, FLAD can only be marginally useful to us." The foundation's overhead then was 60% of revenue, leaving only 40% for actual programming. Today, this figure is only somewhat better as FLAD continues to spend 46% of its budget on overhead for its luxurious art-adorned offices, bloated staff, fleet of chauffeured BMWs, and on "personnel and administrative costs" that has included at times wardrobe allowances, low-interest loans to staff, and honoraria for staffers participating in FLAD's own programs. - (C) The Boris Report, a 1993 independent review conducted in the U.S., noted that the Board of Directors was excluded from planning and was given inadequate briefing materials before their semi-annual meetings. (Comment: this is a favorite Machete tactic and continues to this day: key documents for the Board's consideration are distributed by Machete only days, and in some cases hours, before Board meetings to avoid informed discussions that might run counter to his objectives.) The Boris Report also recommended that FLAD develop investment goals and restructure its endowment portfolio to guarantee its long-term viability; this has not been done. - (C) In June 2006, in response to Ambassador Hoffman's criticisms, Machete suddenly announced that he had approached Prime Minister Socrates with proposed changes to FLAD's bylaws that would grant the GOP full control over the foundation and wholly eliminate the U.S. ambassador from the Board. Ambassador Hoffman protested to then-Foreign Minister Amaral, who was our designated GOP contact on the issue. Serendipitously, FM Amaral resigned a week later for unrelated health reasons and Machete's plan was quietly shelved. - (C) Since late 2007, in Board meetings and in private discussions Ambassador Stephenson has repeatedly called on FLAD to reform itself and cut overhead, pointing out that the 2008 and 2009 budgets were unrealistic and unsustainable, given difficult market conditions, and would result in a diminished endowment. Both budgets were approved by the Board over the Ambassador's objections. Another Board member, who shares our concerns, points out that not only is the budget built on excessive overhead and unrealistic forecasts for the endowment, but Machete's promises to improve the accounting and transparency underlying the budget process have not been met. 8. (C) In 2008, beyond its overhead costs, FLAD spent 1.5 million euros on actual grants to fund projects such as: 10,000 euros for an Innovation Seminar held at FLAD's offices; 89,000 euros for a conference about Franklin Roosevelt in the Azores; and 15,000 euros per quarter to a politically-connected public relations firm. Previous foundation boondoggles have included a conference in South Africa with no discernable connection to the United States or bilateral relations. 9. (C) Ambassador Stephenson had a frank conversation last week with FLAD Director Rui Machete, who appeared to accept the Ambassador's grim diagnosis of the foundation's ills, even speculating aloud about the challenge of cutting staff under Portuguese labor laws. Machete confided that he is stepping down in 2010, on FLAD's 25th anniversary, and would like to make progress on reforms before then. Machete said that the issue should be first raised privately with Prime Minister Socrates, who could provide political cover and possibly assistance in addressing labor and other vexing issues. Ambassador Stephenson tentatively agreed to participate in a meeting with the Prime Minister --if the Ambassador is still here after January 20. COMMENT: TIME FOR MACHETE TO GET THE AXE ----------------------------------------- 10. (C) FLAD's portfolio in November 2007 was 122 million euro. By November 2008 this had shrunk to 106 million euro. At this pace, FLAD could burn through the entire endowment by about 2014. While this money is no longer on the USG's books, it originally came from the U.S. taxpayer with the goal of strengthening bilateral cooperation and supporting development projects. In spite of our long-running and high-level best efforts, we believe the current FLAD management is unable and unwilling to face economic reality and will fritter away the endowment -- preferring to go over a cliff with the status quo rather than make the wrenching reforms necessary to put the foundation on the path to solvency and responsible planning. Two decades of the current leadership have not been good for FLAD, and its alienation from the US Embassy is both a cause and a symptom of the disease. 11. (C) The Embassy proposes to wage one more campaign to change FLAD's direction via pressure on Machete and discussions with the highest level of the GOP. We are somewhat encouraged by Machete's acceptance at last week's meeting of the need for deep, immediate reforms, but he has made many empty promises to many U.S. Ambassadors over the years. We will believe in changes at the foundation only when we see them, and failing that, we must consider whether our continued participation in this institution remains in the USG's interest. STEPHENSON

domingo, 22 de setembro de 2013

E Cascais?

Oeiras e Cascais estão tristemente a ficar na liga dos últimos no que toca à mobilidade em bicicleta. Isto quando Lisboa e Almada, para falar apenas dos vizinhos, dão passos largos nesse sentido.

Em Oeiras, Moita Flores promete uma rede ciclável, bravo. Que isso seja mais um critério para a escolha dos seus municípes.

Em Cascais procurei no site da campanha de Carlos Carreiras. Estava lá tudo, menos algo parecido com programa eleitoral.
Vou continuar a procurar...


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O advogado

Há anedotas que vale a pena guardar.
Está é uma delas. Está inteligente, caracteriza bem a esperteza saloia do advogado, que emperra processos e saca euros aos seus clientes.





Um advogado conduzia distraído quando, num sinal de STOP, passa sem
parar, em frente a uma viatura da GNR.

GNR: - Ora muito boa tarde. Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Mas por quê, Sr Guarda?
GNR: - Não parou no sinal de STOP, ali atrás.
Advogado: - Eu abrandei, e como não vinha ninguém...
GNR: - Exactamente... Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Você sabe qual é a diferença jurídica entre abrandar e parar?
GNR: - A diferença é que a lei diz que num sinal de STOP, deve-se
 parar completamente.. Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Ou não, Sr Guarda. Eu sou advogado e sei das suas
 limitações na interpretação de texto de lei. Proponho-lhe o seguinte: Se você conseguir explicar-me a diferença legal entre abrandar e parar, eu mostro-lhe os documentos e você pode multar-me. Senão, vou-me embora sem multa.
GNR: - Afirmativo, concordo... Pode fazer o favor de sair da viatura,
 Sr. Advogado?
O advogado desce e então a patrulha da GNR saca dos cacetes, e aquilo
 é porrada que até ferve, para cima do Advogado. Socos pra tudo quanto é lado, lambadas, biqueiradas nos dentes...
O advogado grita por socorro, e implora para pararem.
E o GNR pergunta:
- Quer que eu pare ou que abrande....!?
Advogado: - PARE!... PARE!... PARE!...
GNR: - Afirmativo, Documentos e carta de condução, fáchavor...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A ronda da noite

Quando era adolescente e depois jovem, passava algumas noites a ouvir bons programas de radio.
Programas que não se limitavam a passar uns discos, a apresentar uns fait-divers, a dizer umas patacoadas. Eram programas com boa música, entrevistas, cultura. Calmos, calmantes, instrutivos, interessantew e agradáveis.
Primeiro na Antena 1, a partir das 21:30, não me lembra do nome mas lembro-me da voz da autora.
Mais tarde na TSF.

Durante anos nada de jeito. Nenhuma alternativa ao vómito televisivo.
Eis que surge nova promessa, A Ronda da Noite, na Antena 2 de Luís Caetano. Pela amostra de hoje, 1.a edição, parece ter o potencial de me manter acordado até à meia noite.

O regresso da rádio?


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

NSA




Este assunto da NSA aproxima-se rapidamente do nível de um big brother do 1984.
É arrepiante e é inaceitável.
O Snowden fez um bom trabalho à liberdade, contra o país que mais preza (?) a liberdade.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Uma vida na net

Muito verdade, cuidado! Uma vez na net, dificilmente se apaga.
A primeira coisa que um potencial empregador fará, é "googlar" o nome do candidato.
( O Dilbert sempre em cima da realidade! http://dilbert.com/strips/comic/2013-09-05/)