domingo, 22 de setembro de 2013

E Cascais?

Oeiras e Cascais estão tristemente a ficar na liga dos últimos no que toca à mobilidade em bicicleta. Isto quando Lisboa e Almada, para falar apenas dos vizinhos, dão passos largos nesse sentido.

Em Oeiras, Moita Flores promete uma rede ciclável, bravo. Que isso seja mais um critério para a escolha dos seus municípes.

Em Cascais procurei no site da campanha de Carlos Carreiras. Estava lá tudo, menos algo parecido com programa eleitoral.
Vou continuar a procurar...


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O advogado

Há anedotas que vale a pena guardar.
Está é uma delas. Está inteligente, caracteriza bem a esperteza saloia do advogado, que emperra processos e saca euros aos seus clientes.





Um advogado conduzia distraído quando, num sinal de STOP, passa sem
parar, em frente a uma viatura da GNR.

GNR: - Ora muito boa tarde. Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Mas por quê, Sr Guarda?
GNR: - Não parou no sinal de STOP, ali atrás.
Advogado: - Eu abrandei, e como não vinha ninguém...
GNR: - Exactamente... Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Você sabe qual é a diferença jurídica entre abrandar e parar?
GNR: - A diferença é que a lei diz que num sinal de STOP, deve-se
 parar completamente.. Documentos e carta de condução, fáchavor...
Advogado: - Ou não, Sr Guarda. Eu sou advogado e sei das suas
 limitações na interpretação de texto de lei. Proponho-lhe o seguinte: Se você conseguir explicar-me a diferença legal entre abrandar e parar, eu mostro-lhe os documentos e você pode multar-me. Senão, vou-me embora sem multa.
GNR: - Afirmativo, concordo... Pode fazer o favor de sair da viatura,
 Sr. Advogado?
O advogado desce e então a patrulha da GNR saca dos cacetes, e aquilo
 é porrada que até ferve, para cima do Advogado. Socos pra tudo quanto é lado, lambadas, biqueiradas nos dentes...
O advogado grita por socorro, e implora para pararem.
E o GNR pergunta:
- Quer que eu pare ou que abrande....!?
Advogado: - PARE!... PARE!... PARE!...
GNR: - Afirmativo, Documentos e carta de condução, fáchavor...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A ronda da noite

Quando era adolescente e depois jovem, passava algumas noites a ouvir bons programas de radio.
Programas que não se limitavam a passar uns discos, a apresentar uns fait-divers, a dizer umas patacoadas. Eram programas com boa música, entrevistas, cultura. Calmos, calmantes, instrutivos, interessantew e agradáveis.
Primeiro na Antena 1, a partir das 21:30, não me lembra do nome mas lembro-me da voz da autora.
Mais tarde na TSF.

Durante anos nada de jeito. Nenhuma alternativa ao vómito televisivo.
Eis que surge nova promessa, A Ronda da Noite, na Antena 2 de Luís Caetano. Pela amostra de hoje, 1.a edição, parece ter o potencial de me manter acordado até à meia noite.

O regresso da rádio?


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

NSA




Este assunto da NSA aproxima-se rapidamente do nível de um big brother do 1984.
É arrepiante e é inaceitável.
O Snowden fez um bom trabalho à liberdade, contra o país que mais preza (?) a liberdade.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Uma vida na net

Muito verdade, cuidado! Uma vez na net, dificilmente se apaga.
A primeira coisa que um potencial empregador fará, é "googlar" o nome do candidato.
( O Dilbert sempre em cima da realidade! http://dilbert.com/strips/comic/2013-09-05/)




sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mais uma hora de trabalho para a função pública

Desde que me conheço, e já lá vão mais de 30 anos, que ouço dizer mal da função pública.
Em devido tempo, lamento, também eu me juntei ao coro. Gente que se atropela e pouco trabalha; promoção pela antiguidade, nenhuma importância ao mérito; nenhuma responsabilização; mau atendimento, prioridade às conversas pessoais e à má-língua, mesmo à frente do "utente"; várias pessoas por detrás do balcão, com ar de tédio, mas uma fila de utentes à frente das poucas que estão a atender; horários de trabalho e de atendimento curtos; garantia de emprego qualquer que seja o desempenho, quantas vezes pouco menos que miserável; mal-dizer constante do patrão-Estado.
Concerteza que há excepções; ainda recentemente tive oportunidade de experimentar uma e também de a referir ao serviço em causa. Mas a regra...

Claro que está não é a altura ideal para reduzir emprego, seja pelo despedimento de funcionários, seja por aumento do tempo de trabalho. Mas se não agora, quando?
Como portugueses que somos, sabemos que se não for na urgência, as coisas realmente importantes (e difíceis, claro está), nunca se fazem. Portanto, infelizmente a oportunidade é agora.

Acho muito bem que se coloquem todos a trabalhar 8h. Há muitos anos que verifico que a desculpa universal para tudo é a falta de tempo, seja no privado, seja no público, seja em casa, seja na vida profissional. Toda a gente anda atarefadíssima, sem tempo. Mesmo quando a primeira coisa que se faz ao chegar ao trabalho é gastar 1/2 a tomar o pequeno almoço que devia ser tomado em casa.

Assim, o problema da falta de tempo para trabalhar com mais qualidade, para estar mais tempo a atender público, para não deixar acumular processos, fica um pouco menos grave. E claro, reduz um pouco a indignação do privado, que em geral trabalha para cima de 8 horas, paga o funcionalismo, é mal servido e vê o público a trabalhar menos horas.

Se eu gostava que trabalhássemos todos 7 horas em vez de aumentar o público para 8 horas? Ah pois claro que gostava. E apoio. Acho é que isso não se coaduna com a nossa pretensão de mais carros por família, mais férias por ano, mais televisões em casa, mais, mais. Enfim, mais consumo.

E quanto aos despedimentos?
Não comento a forma, por não a conhecer bem. E também concordo que o momento não é bom.
Mas seríamos nós capazes de assumir o compromisso de manter agora os empregos e despedir daqui a 2, 3 anos, como deve de facto acontecer?
Claro que não seríamos capazes disso, assim que a corda se alargar um pouco, lá voltamos todos a gastar quanto temos e não temos, a focar-nos no fim de semana prolongado e a esquecer as medidas estruturais.
Só conseguimos funcionar assim, infelizmente.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tolo futebol

Nem em Agosto a diarreia de futebol pára. Bolas que enjoa. A estação fica assim ainda mais tola.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Anormal

Há uns anónimos que se divertem a insultar-me acerca da minha opinião sobre os cães e os seus donos. Chamam-se anormal e intelectual (!).
Também dizem que há um recalcamento qualquer com cães.... 
E há. Com as porcaria que os donos dos cães deixam plantados em passeios, jardins, praias, relvados, parques infantis. Que impedem os anormais de andar sem ter que olhar permanentemente para o chão e os filhos dos anormais de brincar nos jardins e relvados.
Em países de anormais isto não acontece... Os anormais que vão para lá viver.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Intervenção pública da boa



Há uns tempos a vila apareceu semeada com plantas em pneus a servir de vasos, de várias cores.
Boa ideia.



Ao contrário da habitual intervenção dos cidadãos no espaço público, que se pauta essencialmente pelo espalhar de lixo e degradação dos equipamentos, como esta praga que é o graffiti.





sábado, 23 de fevereiro de 2013

Arquitectura com legenda

O tal assunto da forma e da função. Muitas vezes, a primeira favorecida em detrimento da segunda pelos arquitectos.
Depois são necessárias instruções de utilização.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sonho americano

Lembro-me de ver há muitos anos um filme, talvez com o Eddie Murphy, em que numa cena um homem saía de casa com o carro em marcha atrás, andava uns 15 metros até à rua, colocava o lixo no contentor e voltava a entrar de carro na vivenda. O sonho americano no seu esplendor máximo.
Apesar de se tratar de uma sátira, reflectia bem o abuso do carro já nessa altura, e nós ainda estávamos numa outra realidade.

Hoje vejo irracionalidades semelhantes entre nós. Viagens de poucas centenas de metros, pessoas que entram no carro com o lixo, param 20 metros à frente para o deixar e seguem, pessoas que moram a centenas de metros do trabalho e não vão a pé, outros que fazem a mesma distância de carro para ir ao ginásio.

Mesmo com crise. É que algumas necessidades são básicas, e hábitos são hábitos.

Progressos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ares de Primavera

Já andam nos ares os odores da Primavera.
O Inverno, que às vezes custa um pouco a passar, é parcialmente compensado por esta profusão de cheiros. E mais virão.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Enjoo

Vou com a minha filha de 1 ano pela mão.
Aproxima-se uma mulher com uma cadela bebé pela trela. Pára à nossa espera, vai deixando o cão aproximar-se da criança, ao mesmo tempo que eu a vou afastando.
Vai falando para a cadela, "olha a menina, que também é bebé como tu, blá-blá", querendo provocar o contacto, como é normal quando dois bebés se encontram. Quer por força que a cadela lamba a criança.
Acabo por afastar a menina, e vai dizendo a mulher que ela não faz mal, é bebé, etc e tal.

Que enjoo de conversa e que praga as dos cães e seus donos.


sábado, 17 de novembro de 2012

A persistência da cunha

[...] "O primeiro indivíduo de quem, depois deste, Carlos se avizinhou, era uma potência comercial, que ouvia amavelmente o pedido que lhe fazia um colega, para ele pedir a outro, para este pedir a terceiro e este terceiro pedir ao ministro para o ministro empregar na Alfândega o filho do cunhado do primeiro que pedia." [...]

em Uma Família Inglesa, Júlio Dinis, 1868

Este Júlio Dinis é um brincalhão. Então isto alguma fez foi assim???
Não foi, nem é! Toda a gente sabe.
Coisas de romancista...