sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Mais uma hora de trabalho para a função pública
Em devido tempo, lamento, também eu me juntei ao coro. Gente que se atropela e pouco trabalha; promoção pela antiguidade, nenhuma importância ao mérito; nenhuma responsabilização; mau atendimento, prioridade às conversas pessoais e à má-língua, mesmo à frente do "utente"; várias pessoas por detrás do balcão, com ar de tédio, mas uma fila de utentes à frente das poucas que estão a atender; horários de trabalho e de atendimento curtos; garantia de emprego qualquer que seja o desempenho, quantas vezes pouco menos que miserável; mal-dizer constante do patrão-Estado.
Concerteza que há excepções; ainda recentemente tive oportunidade de experimentar uma e também de a referir ao serviço em causa. Mas a regra...
Claro que está não é a altura ideal para reduzir emprego, seja pelo despedimento de funcionários, seja por aumento do tempo de trabalho. Mas se não agora, quando?
Como portugueses que somos, sabemos que se não for na urgência, as coisas realmente importantes (e difíceis, claro está), nunca se fazem. Portanto, infelizmente a oportunidade é agora.
Acho muito bem que se coloquem todos a trabalhar 8h. Há muitos anos que verifico que a desculpa universal para tudo é a falta de tempo, seja no privado, seja no público, seja em casa, seja na vida profissional. Toda a gente anda atarefadíssima, sem tempo. Mesmo quando a primeira coisa que se faz ao chegar ao trabalho é gastar 1/2 a tomar o pequeno almoço que devia ser tomado em casa.
Assim, o problema da falta de tempo para trabalhar com mais qualidade, para estar mais tempo a atender público, para não deixar acumular processos, fica um pouco menos grave. E claro, reduz um pouco a indignação do privado, que em geral trabalha para cima de 8 horas, paga o funcionalismo, é mal servido e vê o público a trabalhar menos horas.
Se eu gostava que trabalhássemos todos 7 horas em vez de aumentar o público para 8 horas? Ah pois claro que gostava. E apoio. Acho é que isso não se coaduna com a nossa pretensão de mais carros por família, mais férias por ano, mais televisões em casa, mais, mais. Enfim, mais consumo.
E quanto aos despedimentos?
Não comento a forma, por não a conhecer bem. E também concordo que o momento não é bom.
Mas seríamos nós capazes de assumir o compromisso de manter agora os empregos e despedir daqui a 2, 3 anos, como deve de facto acontecer?
Claro que não seríamos capazes disso, assim que a corda se alargar um pouco, lá voltamos todos a gastar quanto temos e não temos, a focar-nos no fim de semana prolongado e a esquecer as medidas estruturais.
Só conseguimos funcionar assim, infelizmente.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Tolo futebol
Nem em Agosto a diarreia de futebol pára. Bolas que enjoa. A estação fica assim ainda mais tola.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Anormal
Também dizem que há um recalcamento qualquer com cães....
E há. Com as porcaria que os donos dos cães deixam plantados em passeios, jardins, praias, relvados, parques infantis. Que impedem os anormais de andar sem ter que olhar permanentemente para o chão e os filhos dos anormais de brincar nos jardins e relvados.
Em países de anormais isto não acontece... Os anormais que vão para lá viver.
terça-feira, 26 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Intervenção pública da boa
Há uns tempos a vila apareceu semeada com plantas em pneus a servir de vasos, de várias cores.
Boa ideia.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Arquitectura com legenda
O tal assunto da forma e da função. Muitas vezes, a primeira favorecida em detrimento da segunda pelos arquitectos.
Depois são necessárias instruções de utilização.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Sonho americano
Lembro-me de ver há muitos anos um filme, talvez com o Eddie Murphy, em que numa cena um homem saía de casa com o carro em marcha atrás, andava uns 15 metros até à rua, colocava o lixo no contentor e voltava a entrar de carro na vivenda. O sonho americano no seu esplendor máximo.
Apesar de se tratar de uma sátira, reflectia bem o abuso do carro já nessa altura, e nós ainda estávamos numa outra realidade.
Hoje vejo irracionalidades semelhantes entre nós. Viagens de poucas centenas de metros, pessoas que entram no carro com o lixo, param 20 metros à frente para o deixar e seguem, pessoas que moram a centenas de metros do trabalho e não vão a pé, outros que fazem a mesma distância de carro para ir ao ginásio.
Mesmo com crise. É que algumas necessidades são básicas, e hábitos são hábitos.
Progressos.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Enjoo
Aproxima-se uma mulher com uma cadela bebé pela trela. Pára à nossa espera, vai deixando o cão aproximar-se da criança, ao mesmo tempo que eu a vou afastando.
Vai falando para a cadela, "olha a menina, que também é bebé como tu, blá-blá", querendo provocar o contacto, como é normal quando dois bebés se encontram. Quer por força que a cadela lamba a criança.
Acabo por afastar a menina, e vai dizendo a mulher que ela não faz mal, é bebé, etc e tal.
Que enjoo de conversa e que praga as dos cães e seus donos.
sábado, 17 de novembro de 2012
A persistência da cunha
[...] "O primeiro indivíduo de quem, depois deste, Carlos se avizinhou, era uma potência comercial, que ouvia amavelmente o pedido que lhe fazia um colega, para ele pedir a outro, para este pedir a terceiro e este terceiro pedir ao ministro para o ministro empregar na Alfândega o filho do cunhado do primeiro que pedia." [...]
em Uma Família Inglesa, Júlio Dinis, 1868
Este Júlio Dinis é um brincalhão. Então isto alguma fez foi assim???
Não foi, nem é! Toda a gente sabe.
Coisas de romancista...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Crise de trânsito
O trânsito parece ter voltado ao pré-crise.
Dá ideia que as pessoas já se adaptaram de modo a manterem o mesmo nível de utilização do carro.
Reduziram em tudo o resto para continuarem a queimar combustível?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Pressa de chegar... à bicha
Eu de mota, a pagar a portagem.
O cartão MB não funcionava, mais alguns minutinhos para tirar a carteira, escolher as moedas, pagar.
Logo uma tonta atrás a apitar.
O portageiro comenta "deixe, está com pressa de ir para a fila".
Eu convido-a a passar por cima, apontando-lhe a fila à vista ali a 10 metros.
Arranco, ela deu umas apitadelas e a esta hora ela ainda deve estar na bicha da A5.
Será que vem uma hora a apitar ao carro da frente?
A estupidez nao terá limites?
Agora imaginemos que era uma bicicleta a atrasar-lhe o dia. Ui.... Esses é que são um estorvo! A bicha na A5, não...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O melhor momento das minhas férias
Regressei à cidade onde estudei vinte anos depois.
Passou por mim um casal de cegos que reconheci de imediato.
Via-os juntos há uns vinte anos, provavelmente também estudantes e namorados, nas mesmas paragens onde eu apanhava o autocarro.
Desta vez, porém, cada um era conduzido por um filho.
Crianças que já são um importante apoio dos pais.
Comoveu-me.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Cartões de crédito e débito no Pingo Doce
As margens da distribuição são baixas, a concorrência é forte. Estamos a falar de percentagens de cerca de 5% cobradas pela utilização dos cartões. 5% é muito no âmbito do que está em jogo. Quem acham que paga essas taxas? Mais cedo que tarde estão na factura do consumidor final, obviamente.
Muita gente anda muito satisfeita pagando a crédito, mesmo sem necessidade disso e não entrando em pagamento de juros. No fim levam umas milhas de avião ou uns euros em crédito.
É verdade que estão a ganhar com isso, mas de onde virá o milagre da multiplicação? Será que os bancos que emitem os cartões dão crédito gratuito por 20 ou 30 dias e depois ainda premeiam o utilizador? Hummmm....
Obviamente que o milagre é mais terreno. Parte da factura que pagamos, apesar de não discriminada, obviamente, é uma percentagem pelo pagamento em cartão de crédito. E, também obviamente, paga essa taxa quem utiliza e quem não utiliza o cartão de crédito. Fica em vantagem o primeiro.
Duas opções para quem não quer utilizar o cartão (e pagar essa utilização sem de facto a ter):
- Pedir o desconto correspondente
- Preterir os locais onde aceitem pagamento por cartão de crédito, deste modo subsidiando a utilização do cartão por outros


