O trânsito parece ter voltado ao pré-crise.
Dá ideia que as pessoas já se adaptaram de modo a manterem o mesmo nível de utilização do carro.
Reduziram em tudo o resto para continuarem a queimar combustível?

O trânsito parece ter voltado ao pré-crise.
Dá ideia que as pessoas já se adaptaram de modo a manterem o mesmo nível de utilização do carro.
Reduziram em tudo o resto para continuarem a queimar combustível?

Regressei à cidade onde estudei vinte anos depois.
Passou por mim um casal de cegos que reconheci de imediato.
Via-os juntos há uns vinte anos, provavelmente também estudantes e namorados, nas mesmas paragens onde eu apanhava o autocarro.
Desta vez, porém, cada um era conduzido por um filho.
Crianças que já são um importante apoio dos pais.
Comoveu-me.
Antena 1, rádio pública, "headlines" para o jornal que estava a começar hoje à tarde. Algo como isto:
"A Espanha, no intervalo do seu primeiro jogo do Europeu, luta pela vitória, ao mesmo tempo que acabou de pedir um resgate dos seus bancos"
Mas o que é que uma coisa tem a ver com outra?
Como é que se colocam uma coisa tão pouco relevante (empate a zero ao intervalo) e outra tão grave, com enorme potencial de impacto em Portugal, no mesmo saco?
Haja futebol e tudo irá bem.
"Humberto Coelho aceita as críticas, mas exige respeito Rui Mendes 07 Jun, 2012, 14:00
O vice-presidente da FPF Humberto Coelho aceita as críticas, mas exige respeito."
Eu é que exijo respeito.
Começou o circo, tiram-se as bandeiras do baú, cantam os meninos a Portuguesa, inunda-se ainda mais de futebol, se possível é, os meios de comunicação social.
Abrem-se os telejornais com as maiores banalidades. Discute-se todos os dias a mesma trampa futebolística. Todo o ano, no privado e no público que tenho de pagar.
Que enjoo. Que miséria, que indigência.
No verão, ao fim de semana, é proibido circular no paredão de Cascais. Não sabia, mas estavam lá 4 agentes da PSP para me barrar o caminho.
Carros no passeio? Tudo bem.
Bosta na relva? Nada contra.
Ciclista à vista? Perigo público, apear e já!
Note-se que o perigo neste caso revestia a forma de uma criança de 8 anos numa bicicleta e um adulto noutra, com outra criança numa cadeira. Um pai sedento de velocidade e pronto a provocar acidentes, portanto.
Compreendo que sendo proibido, os agentes façam cumprir. Mas então porque fazem de conta que não vêem os milhares de carris que me fazem desviar do passeio para a estrada? Também é proibido, parece-me.
Assim que saí da vista deles, montámos de novo, claro. Afinal se ninguém cumpre, não é?
