Para variar.

Antena 1, rádio pública, "headlines" para o jornal que estava a começar hoje à tarde. Algo como isto:
"A Espanha, no intervalo do seu primeiro jogo do Europeu, luta pela vitória, ao mesmo tempo que acabou de pedir um resgate dos seus bancos"
Mas o que é que uma coisa tem a ver com outra?
Como é que se colocam uma coisa tão pouco relevante (empate a zero ao intervalo) e outra tão grave, com enorme potencial de impacto em Portugal, no mesmo saco?
Haja futebol e tudo irá bem.
"Humberto Coelho aceita as críticas, mas exige respeito Rui Mendes 07 Jun, 2012, 14:00
O vice-presidente da FPF Humberto Coelho aceita as críticas, mas exige respeito."
Eu é que exijo respeito.
Começou o circo, tiram-se as bandeiras do baú, cantam os meninos a Portuguesa, inunda-se ainda mais de futebol, se possível é, os meios de comunicação social.
Abrem-se os telejornais com as maiores banalidades. Discute-se todos os dias a mesma trampa futebolística. Todo o ano, no privado e no público que tenho de pagar.
Que enjoo. Que miséria, que indigência.
No verão, ao fim de semana, é proibido circular no paredão de Cascais. Não sabia, mas estavam lá 4 agentes da PSP para me barrar o caminho.
Carros no passeio? Tudo bem.
Bosta na relva? Nada contra.
Ciclista à vista? Perigo público, apear e já!
Note-se que o perigo neste caso revestia a forma de uma criança de 8 anos numa bicicleta e um adulto noutra, com outra criança numa cadeira. Um pai sedento de velocidade e pronto a provocar acidentes, portanto.
Compreendo que sendo proibido, os agentes façam cumprir. Mas então porque fazem de conta que não vêem os milhares de carris que me fazem desviar do passeio para a estrada? Também é proibido, parece-me.
Assim que saí da vista deles, montámos de novo, claro. Afinal se ninguém cumpre, não é?

Aqui está um trabalho útil em prol da mobilidade, mas daquela que interessa, a dos peões.
Assim conseguem-se atravessar passadeiras facilmente com carros de bebé, compras ou bicicletas.
Há uma campanha para fazer estas rampas em Oeiras, benvinda.
Não percebo é porque se insiste em manter o lancil entre os tijolos e o alcatrão. Fica quase sempre um degrau desnecessário e que continua a ser um obstáculo para cadeiras de rodas, por exemplo.
Seria preferível terminar a rampa no alcatrão e não no lancil.
Acabar com as calçadas também era boa ideia. Muito bonitas e tradicionais e etc, mas uma porcaria para aquilo que interessa, que é andar, mercê do desleixo a que são votadas. Depressões, altos, buracos....
Ah: e os tijolos coloridos também são úteis. Assinalam aos automobilistas onde subir aos passeios com facilidade.
Sempre que a TSF está a relatar futebol, é certo que a Antena 1 também está.
Antes das 9 da manhã, notícias do país-futebol. Depois das 12:30, mais notícias (?) do mesmo futebol. À tarde e à noite, mais e mais. Que enjoo!! Um dia destes a pergunta era se o treinador fulano dormia bem antes do jogo xpto.
E sempre em concorrência directa, a cobrirem a emissão uma da outra.
Se os privados já o fazem, e bem (e são pelo menos a TSF da RR), para quê gastar recursos públicos a fazer o mesmo?
Se o argumento é a emissão de futebol para os portugueses no mundo, também não colhe: nesse caso, a Antena 1 que pague a utilização dos relatos aos privados.
Depois, senhores RTP, admirem-se que o povo não defenda a manutenção da empresa na esfera pública.