domingo, 3 de junho de 2012

Eiiiiinnnnnna!???

Mas eis que logo adiante....



Detalhes


Em 4 cepos

Há muitos anos, o meu pai falava nestes roubos, em que os ladrões deixavam os carros sem rodas, assentes em 4 cepos.
Mas isso era dantes. Até os ladrões se abastardaram, e agora deixam os carros no chão.
Em 3 ou 4 semanas, é o segundo que vejo assim roubado. E antes julgo que nunca tinha visto.




sábado, 2 de junho de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Orçamento participativo em Oeiras

Oeiras está a estrear-se nesta modalidade de consulta à população: http://op2012.cm-oeiras.pt/


Das 5 propostas já apresentadas (há uma modalidade de apresentação via Internet, em paralelo com Assembleias presenciais), 3 delas já são relacionadas com mobilidade em bicicleta ou a pé: http://op2012.cm-oeiras.pt/ListaPropostasValidadas.aspx

Aconteceu o mesmo no Orçamento Participativo 2011 de Cascais, como demonstrei antes, e o resultado foi NULO.


Vamos ver o que acontece em Oeiras este ano.



domingo, 6 de maio de 2012

Atraso nacional

Contaram-me esta história passada numa grande empresa nacional:

Tinham passado 9 ou 10 minutos da hora marcada para o início de uma reunião, imaginemos que era às 14h, quanto entrou um director.
Esta reunião contava talvez quinze pessoas, todas elas gestores médios e directores.
Caso raríssimo naquela empresa, tinha começado à hora, quando muito com 1 ou 2 minutos de atraso.

O director entrou, olhou francamente espantado por a reunião estar já a decorrer, e perguntou algo como "mas a reunião não era às 14?", como se de facto atrasar 9 ou 10 minutos não fosse atrasar.

O espanto era de facto genuíno, pois na realidade é raro é o acontecimento que comece a horas, seja ele um concerto, uma aula, um comício, um jantar de amigos, uma reunião de condomínio, ou uma reunião de trabalho numa empresa.
E não estamos a falar de 1 ou 2 minutos como naquele (raríssimo) caso. Estamos sempre a falar de 15 minutos para cima.


Ora será que isto não tem nenhum impacto no estado geral de Portugal?

A maioria das pessoas dirá que não. Há sempre outros factores, 1001 outros, que explicam as crises e as condições de vida portuguesas. As invasões francesas, a ditadura, a falta de recursos naturais,.... E como são 1001, não é de facto nenhum. Quando todos são responsáveis, ninguém é de facto responsabilizável.

E este factor, que parte da coisa explicará? Ou será que esta falta de pontualidade é apenas um dos muitos factores que fazem de nós poucos produtivos e que resolvê-lo só por si, ainda que fosse possível, não resolveria de facto nada (ainda ficam os intermináveis e incontáveis intervalos para o café e para o cigarro, e, e, e ....)?

Pois é. De facto acho que i) nem se consegue mudar, nem ii) se se conseguisse, mudava alguma coisa de substancial.

E soluções?

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Como exemplo do contrário, tanto na pontualidade como no resultado global, tenho um para contar. E este é mesmo comigo.

Encontro de clientes de uma grande empresa sueca, na Suécia.
Existe uma agenda e esta é para cumprir.
O intervalo para almoço na cantina, de meia-hora, cumpre-se, ainda que apeteça ficar por ali mais um bocado a esticar as pernas ou a mascar (ou lá o que é) tabaco.

Chegam-se as 17h, a sessão de trabalho está animada e até parece contra-produtivo terminá-la.
Mas termina. Porque às 17:30 está agendada uma conversa amena à volta de umas cervejas.
E é assim.

E é assim que a Suécia está em 10º no Índice de Desenvolvimento Humano e Portugal em 41º.
"Não é nada por isso", diz a malta.
Pois não, é por causa de 1001 outros factores. 
E como são muitos, ficamos assim.

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E mais um exemplo nacional:


Cerca de 30 pessoas na sala para uma formação. Muitas delas deslocaram-se do outro lado da cidade para assistir.
O formador chega 5 minutos após a hora marcada. Verifica que não tem o adaptador adequado para ligar ao projetor de video da sala. Vai buscá-lo. Luta depois com diversas aplicações e conectividade para poder mostrar aquilo a que se propôs.

A sessão começa finalmente 22 minutos depois da hora marcada.


30 pessoas, 22 min cada, representa 11 horas de trabalho.
É isso: passamos muitas horas no emprego. Mas e a trabalhar, quantas são?

Mais bicicletas

Parece-me que há-de facto mais pessoas a circular de bicicleta na zona da Parede/Carcavelos.
Deve ser a crise, a A5 também viu reduzir muito o seu trânsito.


Mais ciclistas, sim, mas ainda assim muito residual!
Vamos ver quando é que Cascais começa a dar umas pisadas no sentido de imitar Lisboa, que está no bom caminho.
É preciso criar massa crítica.
Ando a explorar essa ideia.






Parabéns pela Duque D'Ávila, que maravilha.
Progresso é isto.


Os peões é que também gostam das pistas, talvez porque sejam mais lisas que a calçada. Mas pronto, hão-de habituar-se, também já me apitaram por estar numa pista/passeio em Munique...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mobilidade

Aqui está um trabalho útil em prol da mobilidade, mas daquela que interessa, a dos peões.

Assim conseguem-se atravessar passadeiras facilmente com carros de bebé, compras ou bicicletas.


Há uma campanha para fazer estas rampas em Oeiras, benvinda.


Não percebo é porque se insiste em manter o lancil entre os tijolos e o alcatrão. Fica quase sempre um degrau desnecessário e que continua a ser um obstáculo para cadeiras de rodas, por exemplo.

Seria preferível terminar a rampa no alcatrão e não no lancil.

Acabar com as calçadas também era boa ideia. Muito bonitas e tradicionais e etc, mas uma porcaria para aquilo que interessa, que é andar, mercê do desleixo a que são votadas. Depressões, altos, buracos....


Ah: e os tijolos coloridos também são úteis. Assinalam aos automobilistas onde subir aos passeios com facilidade.


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segunda-feira, 12 de março de 2012

Mas que alternativa é esta?

Sempre que a TSF está a relatar futebol, é certo que a Antena 1 também está.

Antes das 9 da manhã, notícias do país-futebol. Depois das 12:30, mais notícias (?) do mesmo futebol. À tarde e à noite, mais e mais. Que enjoo!! Um dia destes a pergunta era se o treinador fulano dormia bem antes do jogo xpto.

E sempre em concorrência directa, a cobrirem a emissão uma da outra.


Se os privados já o fazem, e bem (e são pelo menos a TSF da RR), para quê gastar recursos públicos a fazer o mesmo?

Se o argumento é a emissão de futebol para os portugueses no mundo, também não colhe: nesse caso, a Antena 1 que pague a utilização dos relatos aos privados.


Depois, senhores RTP, admirem-se que o povo não defenda a manutenção da empresa na esfera pública.


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sexta-feira, 9 de março de 2012

Lágrimas de crocodilo

Conversa entre vizinhos de um prédio de 2 andares.
Um lamentava-se de que, desde que mudara de local de trabalho, que era na Baixa de Lisboa e deixou de ser, a deslocação diária é da garagem de casa até à garagem do emprego (e volta). Que está a engordar, tem que ter cuidado, não faz exercício, etc e tal.
Ainda assim, nunca o vi sair de casa sem ser de carro e nunca o vi subir ou descer pela escada para o primeiro (!) andar (ahh, mas o prédio tem cave....). Sempre de elevador.


Outro idem: sempre de elevador para cima e para baixo, incluindo quando está a sair para o ginásio, apesar de dizer que subir e descer escadas faz bem. Também raramente o vi sair de casa a pé.


Tudo isto num prédio inserido numa zona urbana e com apenas 2 andares.


Sem palavras...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O que o portuga quer

O que o portuga quer é estacionar o carro a 10 metros da porta de casa.
5, se for possível.


O portuga quer lá saber de urbanismos, passeios, mobilidade pedonal ou espaços verdes.
Bom, de espaço verdes ainda quer saber alguma coisa, porque o cão tem que defecar algures e o passeio é pouco confortável para o canídeo - mas também serve, à  falta do "espaço verde". Ele até nem frequenta muito os passeios... excepto para o cão defecar, bem entendido, mas nessas alturas anda com cuidado.


O portuga quer é largar o carro onde mais lhe convier, para lhe evitar dar uns passos a pé. Para casa, para deixar o filho na escola, para ir beber um copo, para ir comprar um alfinete.


Nem que seja para o ginásio, onde vai suar forte e feio. Mas isso é no ginásio, não é do carro para o ginásio e do ginásio para o carro.
Cada coisa no seu lugar, isso é coisa assente para o portuga, nesta espelunca à beira mar plantada.





sábado, 19 de novembro de 2011

Bicicletas em Cascais

...são apenas para vista... Ficam bem em projectos de encher o olho e revista publicitárias da Câmara.






Como contei antes, 90 pessoas no plenário de Carcavelos aprovaram duas ideias, uma delas relativa a criar condições para andar de bicicleta.
De facto, das 90 ideias iniciais, 26 subiram ao plenário, sendo que 7 delas estavam relacionadas com as bicicletas. Parece-me um número significativo.




Depois seguiu-se a análise técnica feita pela Câmara Municipal: as aprovadas seguiram para a votação que está agora em fase final, as outras foram para o lixo.


A proposta de circulação ciclista vencedora em Carcavelos mereceu esta justificação de rejeição pela CMC:




A proposta que apresentou visa a criação de uma rede ciclável que una os três centros das localidades.
Infelizmente após a análise técnica e financeira da sua proposta, a mesma não foi seleccionada para a fase de votação do Orçamento Participativo porque a rede viária não reúne as condições de segurança rodoviária necessárias para a implementação da mesma considerando-se apenas viável o prolongamento da via ciclável existente na Av. Jorge V até ao Jardim Pinhal do Junqueiro





É claro que a rede viária  não reúne as condições necessárias: se reunisse, não seria preciso apresentar esta proposta e vê-la ganhar no plenário!




Em gritante contraste, porém, a proposta que prevê a instalação de um sofisticado sistema de aluguer de bicicletas chegou à fase de votação. Mas se não há condições na rede viária, estas bicicletas servirão para quê???




(lista de projectos não seleccionados pela CMC para a votação final)



Orçamento participativo - apelo ao voto

Já faltam poucos dias de votação para o Orçamento Participativo de Cascais de 2011/12. Todas as pessoas que de algum modo se interessam por este concelho podem votar.

Dos vários projectos que chegaram a esta fase, seleccionei dois (podem-se consultar todos aqui), pelo seu potencial estrutural e abrangência concelhia:



Projecto 17 - Hortas comunitárias para o concelho (incluindo AUGIs)

Cascais

Espaço Agrário

Hortas comunitárias para o Concelho (incluindo AUGIs)
A proposta propõe a construção de hortas em terrenos municipais abandonados, geridas por Associações de moradores ou a designar. Além de legumes frescos e mais saudáveis, a iniciativa visa ajudar as famílias envolvidas na melhoria do orçamento familiar e permite aos jovens contacto com a terra e a agricultura de uma forma lúdica e agradável.



Projecto 24 - Sistema de bicicletas públicas

Cascais

Espaço Público

Sistema de bicicletas públicas
A proposta prevê a criação de vários pontos estratégicos para depositar e recolher bicicletas (na CMC ou juntas de freguesia mediante o pagamento de um depósito). O sistema necessita apenas de um cartão com chip. Este sistema funciona como alternativa ao transporte público convencional.




O primeiro tem imenso interesse e a sua descrição justifica a minha escolha: "Além de legumes frescos e mais saudáveis, a iniciativa visa ajudar as famílias envolvidas na melhoria do orçamento familiar e permite aos jovens contacto com a terra e a agricultura de uma forma lúdica e agradável."

O segundo tem o potencial de forçar a criação de condições para a circulação mais generalizada de bicicleta.

Acontece que não me parece se necessário um tal sistema, num concelho como o de Cascais.
É possível estacionar facilmente a bicicleta, é possível transportá-la no comboio. Não existe a necessidade de trocar de transportes públicos numa mesma viagem, levantando a bicicleta num ponto para a deixar noutro, como acontece numa grande cidade.
Assim, promover a bicicleta no concelho de Cascais por este meio parece-me matar uma mosca com um canhão. Despesista, megalómano, à lá Satu de Oeiras. Para encher o olho.

Assim, apesar de lastimar profundamente a falta de condições e de adesão à mobilidade ciclista, não me apeteceu apoiar este tipo de iniciativa.

Votei assim no projecto 17, Hortas comunitárias para o concelho.

Peço a todos que façam o mesmo. 

Há imenso potencial para as hortas urbanas de pequena dimensão.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conversa da treta

Recebi o texto abaixo por email, sem autor.
Não é grande prosa, mas o fim vale pelo todo e vale a pena repeti-lo:





Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?



Pois é bem verdade. Nunca se falou tanto em ambiente. Nem por isso, porém, vejo as pessoas (das várias gerações) dispostas a abdicar seja do que for em nome de um planeta sustentável (já nem falo de bom ambiente). Podia dar exemplos, mas não me apetece.
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"DESABAFO
Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigos do meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - 
nossa geração não se preocupou adequadamentecom o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempoSubíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. 
Nós não nos preocupávamos com o meio ambienteAté então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: 
não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, 
não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: 
não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?"

domingo, 16 de outubro de 2011

Parque dos Poetas

Uma homenagem ao aço, à pedra e ao cimento. Um monumento de despesismo e ostentação.




Nao estando obviamente a pôr em causa a construção e existência deste parque, que é uma mais-valia, deviam era ser feitos mais ou maiores parques com o mesmo dinheiro (ou talvez até menos).

E uma parte deles poderia ser ocupado com hortas como esta (em Carcavelos):





Como se pode ver, produzem mesmo alguma coisa, mesmo em pequenas áreas.