domingo, 18 de setembro de 2011

Marginal sem carros

O circo está de novo montado. E eu compareci.
As zonas adjacentes à Marginal estão pejadas de carros, como habitualmente. Andar de bicicleta sim, mas nos locais estritamente destinados ao efeito.





Nem sabia que havia um tão grande número de bicicletas ansiosas por deixarem a arrecadação ou a garagem, onde passam a maior parte da vida.

Não seria preferível utilizar este orçamento para paulatina e anualmente ir implementando uma rede ciclável, essa sim com resultados duráveis no lazer e na mobilidade?
Eu acho que sim.

Eventualmente estes eventos servem para preparar o caminho e as mentes, na opinião pública e em especial na Câmara Municipal.
Oxalá.

sábado, 17 de setembro de 2011

Nuno Crato

Acredito neste Ministro da Educação, pelo que já conhecia do seu pensamento e pelo que o ouço dizer agora. Não me parece ter mudado de opinião agora que faz parte do Governo.


Este ministro é pelo "back to the basics": quais objectivos etéreos para os alunos, quando estes não sabem ler e interpretar um problema? Quais Magalhães se ainda não sabem escrever? Quais Projecto e Estudo Acompanhado (seja isso o que for, confesso que não sei) quando não há suficiente tempo para o Português e a Matemática? Quais princípios duvidosos de educação moderna se os alunos não têm hábito de trabalho e de obrigação?


Vamos ver se a pesadíssima máquina burocrática do ME e os anquilosados e fora de tempo sindicatos do sector falham no previsível boicote.
Bem faziam os professores (pelo menos os bons) em retirarem força aos sindicatos e aproveitarem o que de bom poderá resultar deste Ministro. Os (bons) professores só têm a ganhar com uma política de não-eduquês.



sábado, 23 de julho de 2011

Aqui vou eu, para a Costa

De Lisboa vou fugir, de cacilheiro e bicicleta!









E não sou só eu. Pouco a pouco, com a procura a acompanhar a ainda tímida oferta, cá nos vamos modernizando.
O caminho faz-se andando.











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Da linha de Cascais à Caparica:


• de comboio até à estação de Belém
• atravessar linha e avenida com a bicicleta às costas
• apanhar o cacilheiro até à Trafaria
• usar a pista até à Costa

sábado, 16 de julho de 2011

Inside Job

Vale a pena ver este documentário. É simplesmente extraordinário como a crise do subprime pôde acontecer e, ainda pior, como nada mudou desde então nos EUA. Como mesmo a comunidade científica pôde estar envolvida em tamanha fraude à escala global.
E como estas mesmas agências de rating caucionaram aqueles produtos e dias antes da queda dos maiores bancos do mundo os classificavam no máximo ou quase. 
E apesar destas falhas monumentais de classificação (serão falhas?), estas agências continuam a debitar as suas "opiniões", como os seus responsáveis chamam às classificações, com isso ditando a taxa de juro que países pagam para emitir dívida.
Parece mentira, mas não é.


Inside Job - A Verdade da Crise Poster


Este cartoon explica bem a coisa.

sábado, 9 de julho de 2011

Cascais Ciclável

No âmbito do orçamento participativo (OP) que está a decorrer no concelho de Cascais, a nona e última sessão aconteceu no dia 7JUL, na freguesia de Carcavelos.


Teve uma participação record, talvez por ser a última e a palavra tenha passado, talvez porque tenham acorrido grupos organizados de cidadãos para fazer aprovar um projecto de bairro  (nada contra, quem se mobiliza tem mais probabilidades de conseguir o que quer). 






Orçamento Participativo


Das cerca de 90 ideias individuais, subiram à votação geral 26 projectos. Destas, 7 estavam relacionadas com a circulação em bicicleta:



  • Uma delas propunha uma pista desportiva
  • Outra propunha a extensão das BiCas a mais zonas do concelho
  • As restantes propunham melhoria de condições para a circulação utilitária de bicicletas.



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Vale a pena reflectir nos números:


90 pessoas aprovaram, em primeira fase, 26 ideias.
Destas, 7 apelam à utilização de bicicletas. São 25% do total e não se pode dizer que o concelho de Cascais e a freguesia de Carcavelos se destaque pela ausência de outras necessidades.


Ainda que nenhuma destas ideias seja aprovada na votação final, a CMC não pode fechar os olhos a esta necessidade.


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O meu projecto, que tive a enorme satisfação de ver aprovado para a terceira fase depois de fundido com outro semelhante, visa exactamente a criação de condições para a circulação utilitária de bicicletas em Carcavelos/Parede/(Oeiras)... 


Teve 25 votos e foi a segunda proposta mais votada pelo plenário.
Se tivermos em conta que a primeira resultou de um grupo organizado que compareceu à sessão, a proposta de circulação utilitária em bicicleta foi a proposta "independente" que teve mais votos. Vale a pena registar a ânsia das pessoas pela criação de condições de mobilidade em bicicleta.





Com algumas alterações, o essencial da proposta já existia aqui. Se alguém quiser a versão PDF que levei à sessão, basta pedir-me.




O conjunto das proposta aprovadas nesta última sessão do OP pode ser consultado no site da CMC.




Tenho agora que fazer a divulgação de modo a conseguirmos a sua aprovação na fase final de votação das cerca de 50 propostas aprovadas nas sessões, que decorrerá em Outubro.




Contarei com a vossa divulgação.










sábado, 4 de junho de 2011

Exigência decrescente

Por estes dias, lembrei-me da história que um colega me contou acerca dos seus tempos de estudante.


Frequentava ele uma boa escola, privada. Os alunos não eram avisados das avaliações, pelo que por essa razão e, provavelmente, pelo espírito de trabalho e exigência que se vivia na escola, estudavam frequentemente.


Acabado o último ano que essa escola ministrava, passou o meu colega a frequentar a escola pública.
Contava ele da enorme surpresa de saber que, nessa escola, os alunos sabiam sempre quando teriam exames! Pensava, na usa inocência de jovem: "mas isto é de borla: se eu sei quando são os exames, preparo-me bem nos dias anteriores, e tenho sempre notas altíssimas". E achava que o mesmo teria que acontecer para a generalidade dos outros estudantes.
Claro que apesar de saberem a data do exames, não era por isso que as notas eram excelentes. Ainda por cima eram os tempos conturbados (de balda!) do pós-25 de Abril...


E não tardou muito que o meu colega estudasse apenas o que era necessário, na véspera, e para se nivelar com a inferior exigência dessa escola. Claro.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Inovação

Quando pensamos que uma sanita ou um lavatório já só podem ter alterações estéticas, eis que da imaginação surge um ovo de Colombo: uma sanita que reutiliza a água usada do lavatório ali ao lado.








Brilhante.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vergonha

Vergonha por ter que pedir ajuda externa, por andarmos a gastar mais que podemos. Que pelintrice.
Vergonha por este video do PM, mais preocupado com a figura que com a gravidade do conteúdo.

sábado, 2 de abril de 2011

"Chico-espertice" lusa

Este tipo de chico-espertice não é em Portugal - nem em Itália, nem na Grécia - uma característica isolada. É um modo de vida nacional.
Artigo de Nuno Monteiro no i: pois é, os políticos saem bem ao povo que os gera. E que os merece.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Petição: atravessamento da linha férrea com rampas

A passagem aérea que se vê na fotografia, localizada na Rua Câmara Pestana, Parede, não facilita o atravessamento da linha a quem tem mais dificuldades, a bicicletas, carros de bebé ou cadeiras de rodas.
É preciso andar bastante para se chegar a uma passagem em rampa.


São muitos os motivos e os residentes que atravessam a linha naquela zona.
Se concorda com a necessidade de dotar esta zona com um atravessamento da linha em rampas, assine a petição e divulgue-a.


Obrigado

Urbanismo em Cascais

Depois da substituição de uma antiga vivenda em ruínas por um pequeno edifício, esta  passadeira, no cruzamento da Av. da República com a R. Câmara Pestana, na Parede, ficou como se pode ver, a terminar no parque de estacionamento (aliás, o mesmo aconteceu com outra, à direita, que não se vê na fotografia).



Depois de reclamar com a CMC, o resultado foi este:


Palavras para quê?
Vou reclamar de novo.

sábado, 12 de março de 2011

A insustentável leveza dos jornais nacionais

Há alguns anos, comprava um diário ao fim de semana, variando entre o DN e o Público, com preferência para o segundo. Nos dias de semana não comprava, por falta tempo.

Entretanto, com o objectivo de atingirem mais leitores, estes diários aligeiraram-se no conteúdo e aumentaram o espaço dado à imagem. Tornaram-se tão superficiais que deixaram de valer a pena. Deixei de comprar.

Penso que com este movimento, estes jornais perderam os seus leitores mas não conquistaram os dos outros jornais, para quem DN e Público continuam a ser pouco sensacionalistas.
Percebo que os primeiros leitores sejam insuficientes para alimentar estes jornais, mas não sei se a cura não matará o paciente.

Na verdade, entre ler notícias nos diversos gratuitos ou comprar um daqueles diários, a diferença não compensa o preço.

Agora leio notícias numa aplicação de telemóvel, normalmente do New York Times. Leia-se uma destas notícias e outra numa aplicação semelhante de uma publicação nacional. Na segunda, relata-se o facto e nada mais. Nenhuma análise, nenhum contexto. Não vale mesmo a pena. Dificilmente poderão vir a cobrar por aquele conteúdo, tal como estão a deixar de conseguir cobrar pelo seu equivalente em papel.