sábado, 16 de julho de 2011

Inside Job

Vale a pena ver este documentário. É simplesmente extraordinário como a crise do subprime pôde acontecer e, ainda pior, como nada mudou desde então nos EUA. Como mesmo a comunidade científica pôde estar envolvida em tamanha fraude à escala global.
E como estas mesmas agências de rating caucionaram aqueles produtos e dias antes da queda dos maiores bancos do mundo os classificavam no máximo ou quase. 
E apesar destas falhas monumentais de classificação (serão falhas?), estas agências continuam a debitar as suas "opiniões", como os seus responsáveis chamam às classificações, com isso ditando a taxa de juro que países pagam para emitir dívida.
Parece mentira, mas não é.


Inside Job - A Verdade da Crise Poster


Este cartoon explica bem a coisa.

sábado, 9 de julho de 2011

Cascais Ciclável

No âmbito do orçamento participativo (OP) que está a decorrer no concelho de Cascais, a nona e última sessão aconteceu no dia 7JUL, na freguesia de Carcavelos.


Teve uma participação record, talvez por ser a última e a palavra tenha passado, talvez porque tenham acorrido grupos organizados de cidadãos para fazer aprovar um projecto de bairro  (nada contra, quem se mobiliza tem mais probabilidades de conseguir o que quer). 






Orçamento Participativo


Das cerca de 90 ideias individuais, subiram à votação geral 26 projectos. Destas, 7 estavam relacionadas com a circulação em bicicleta:



  • Uma delas propunha uma pista desportiva
  • Outra propunha a extensão das BiCas a mais zonas do concelho
  • As restantes propunham melhoria de condições para a circulação utilitária de bicicletas.



_______________________________


Vale a pena reflectir nos números:


90 pessoas aprovaram, em primeira fase, 26 ideias.
Destas, 7 apelam à utilização de bicicletas. São 25% do total e não se pode dizer que o concelho de Cascais e a freguesia de Carcavelos se destaque pela ausência de outras necessidades.


Ainda que nenhuma destas ideias seja aprovada na votação final, a CMC não pode fechar os olhos a esta necessidade.


_______________________________






O meu projecto, que tive a enorme satisfação de ver aprovado para a terceira fase depois de fundido com outro semelhante, visa exactamente a criação de condições para a circulação utilitária de bicicletas em Carcavelos/Parede/(Oeiras)... 


Teve 25 votos e foi a segunda proposta mais votada pelo plenário.
Se tivermos em conta que a primeira resultou de um grupo organizado que compareceu à sessão, a proposta de circulação utilitária em bicicleta foi a proposta "independente" que teve mais votos. Vale a pena registar a ânsia das pessoas pela criação de condições de mobilidade em bicicleta.





Com algumas alterações, o essencial da proposta já existia aqui. Se alguém quiser a versão PDF que levei à sessão, basta pedir-me.




O conjunto das proposta aprovadas nesta última sessão do OP pode ser consultado no site da CMC.




Tenho agora que fazer a divulgação de modo a conseguirmos a sua aprovação na fase final de votação das cerca de 50 propostas aprovadas nas sessões, que decorrerá em Outubro.




Contarei com a vossa divulgação.










sábado, 4 de junho de 2011

Exigência decrescente

Por estes dias, lembrei-me da história que um colega me contou acerca dos seus tempos de estudante.


Frequentava ele uma boa escola, privada. Os alunos não eram avisados das avaliações, pelo que por essa razão e, provavelmente, pelo espírito de trabalho e exigência que se vivia na escola, estudavam frequentemente.


Acabado o último ano que essa escola ministrava, passou o meu colega a frequentar a escola pública.
Contava ele da enorme surpresa de saber que, nessa escola, os alunos sabiam sempre quando teriam exames! Pensava, na usa inocência de jovem: "mas isto é de borla: se eu sei quando são os exames, preparo-me bem nos dias anteriores, e tenho sempre notas altíssimas". E achava que o mesmo teria que acontecer para a generalidade dos outros estudantes.
Claro que apesar de saberem a data do exames, não era por isso que as notas eram excelentes. Ainda por cima eram os tempos conturbados (de balda!) do pós-25 de Abril...


E não tardou muito que o meu colega estudasse apenas o que era necessário, na véspera, e para se nivelar com a inferior exigência dessa escola. Claro.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Inovação

Quando pensamos que uma sanita ou um lavatório já só podem ter alterações estéticas, eis que da imaginação surge um ovo de Colombo: uma sanita que reutiliza a água usada do lavatório ali ao lado.








Brilhante.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vergonha

Vergonha por ter que pedir ajuda externa, por andarmos a gastar mais que podemos. Que pelintrice.
Vergonha por este video do PM, mais preocupado com a figura que com a gravidade do conteúdo.

sábado, 2 de abril de 2011

"Chico-espertice" lusa

Este tipo de chico-espertice não é em Portugal - nem em Itália, nem na Grécia - uma característica isolada. É um modo de vida nacional.
Artigo de Nuno Monteiro no i: pois é, os políticos saem bem ao povo que os gera. E que os merece.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Petição: atravessamento da linha férrea com rampas

A passagem aérea que se vê na fotografia, localizada na Rua Câmara Pestana, Parede, não facilita o atravessamento da linha a quem tem mais dificuldades, a bicicletas, carros de bebé ou cadeiras de rodas.
É preciso andar bastante para se chegar a uma passagem em rampa.


São muitos os motivos e os residentes que atravessam a linha naquela zona.
Se concorda com a necessidade de dotar esta zona com um atravessamento da linha em rampas, assine a petição e divulgue-a.


Obrigado

Urbanismo em Cascais

Depois da substituição de uma antiga vivenda em ruínas por um pequeno edifício, esta  passadeira, no cruzamento da Av. da República com a R. Câmara Pestana, na Parede, ficou como se pode ver, a terminar no parque de estacionamento (aliás, o mesmo aconteceu com outra, à direita, que não se vê na fotografia).



Depois de reclamar com a CMC, o resultado foi este:


Palavras para quê?
Vou reclamar de novo.

sábado, 12 de março de 2011

A insustentável leveza dos jornais nacionais

Há alguns anos, comprava um diário ao fim de semana, variando entre o DN e o Público, com preferência para o segundo. Nos dias de semana não comprava, por falta tempo.

Entretanto, com o objectivo de atingirem mais leitores, estes diários aligeiraram-se no conteúdo e aumentaram o espaço dado à imagem. Tornaram-se tão superficiais que deixaram de valer a pena. Deixei de comprar.

Penso que com este movimento, estes jornais perderam os seus leitores mas não conquistaram os dos outros jornais, para quem DN e Público continuam a ser pouco sensacionalistas.
Percebo que os primeiros leitores sejam insuficientes para alimentar estes jornais, mas não sei se a cura não matará o paciente.

Na verdade, entre ler notícias nos diversos gratuitos ou comprar um daqueles diários, a diferença não compensa o preço.

Agora leio notícias numa aplicação de telemóvel, normalmente do New York Times. Leia-se uma destas notícias e outra numa aplicação semelhante de uma publicação nacional. Na segunda, relata-se o facto e nada mais. Nenhuma análise, nenhum contexto. Não vale mesmo a pena. Dificilmente poderão vir a cobrar por aquele conteúdo, tal como estão a deixar de conseguir cobrar pelo seu equivalente em papel.



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Uma ideia para 2011 - 4


E se em vez de conduzirmos da nossa garagem para a garagem do centro comercial, para passar uma triste tarde interior, apanharmos o autocarro gratuito do Oeiras Parque mas, em vez de entrarmos, irmos para o Parque dos Poetas ou darmos uma volta de SATU (suponho que só serve para isso)?
O Oeiras Parque talvez não goste da ideia, mas a gente não lhe diz.



E se o dia estiver de chuva forte, como hoje, podemos sempre calçar botas de borracha, vestir umas calças impermeáveis e ir chapinhar para as poças de água. Para os miúdos ainda é mais divertido.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Google Body

Ora aqui está mais uma maravilha da Google.
Para entreter e ensinar os miúdos por uns quartos de hora. Ou para ajudar a visualizar o que num livro é estático.


Ou (até) para usar na sala de aula.




Sempre a surpreender.
Fantástico, uma vez mais.


(Não funciona no Internet Explorer)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Passivo ambiental

"Arranca hoje limpeza da Quimiparque no Barreiro"

Quando como uma manga que atravessa o Atlântico de avião, quando compro uma bugiganga de plástico a preço insignificante que vem da China, quando bebo uma garrafa de água de plástico que atravessou o país, quando troco de televisão sem necessidade: pensamos nestas amenidades da vida moderna e vemos apenas progresso, comodidade, bem estar. Não vemos insensatez sob a forma de impactos insustentáveis ou muito caros.

Nenhum destes impactos futuros sobre o ambiente é pago: a poluição dos transportes de distâncias enormes, o impacto do lixo produzido por embalagens ou equipamentos em fim de vida, o abuso de utilização de recursos insubstituíveis, a destruição de vida.
Se e quando for necessário colmatar estes impactos ambientais (retirar o carbono da atmosfera, recolher o plástico no ambiente, descontaminar solos, etc, etc), a factura aparecerá. E será apresentada às gerações dessa altura, pois claro. Será uma factura em dinheiro ou em qualidade de ambiente, qualidade de vida. Mas aparecerá.

E poderíamos pensar que estes impactos são essencialmente coisa do passado, uma herança que não está a crescer. Ao contrário: está a crescer desmesuradamente, à velocidade do crescimento das sociedades de consumo e impulsionada pelo baixo preço do petróleo. Podemos ver isso pelo nosso país, que no entanto é insignificante quando comparado com a China ou a Índia, por exemplo. E mais tarde também África há-de reclamar o seu direito a uma vida melhor.

Hoje os produtos em grande medida não  incorporam estas externalidades de impacto ambiental. Cada um de nós pode, porém, incorporá-las no nosso processo de decisão de compra, de utilização, etc. Assim tenhamos consciência dos custos e queiramos agir.